sexta-feira, 11 de dezembro de 2015

Cosanpa dá explicações e apresenta projetos de sistemas de tratamento de esgoto

Belém vai completar 400 anos em janeiro próximo e, pasmem, apenas 7% da cidade possui rede de esgoto sanitário, e apenas 3% desses 7 vão para um sistema de tratamento. Esses números foram passados pela Cosanpa durante reunião com a Comissão de Direitos Humanos da Alepa e moradores atingidos por alagamentos.

Esse encontro foi definido após reunião na Assembleia Legislativa, para debater os alagamentos em Belém, especificamente aqueles que atingem famílias beneficiadas pelo projeto de Macrodrenagem da Bacia do Una.


O abandono da obra originou a criação, em 2013, de uma Comissão Temporária Externa da Assembleia Legislativa, da qual fui o presidente, com o intuito de investigar as denúncias de alagamentos, irregularidades e omissões na macrodrenagem. O relatório desta comissão sugeriu 50 recomendações que estão sendo agora cobradas.


O grande entrave é a dificuldade de acesso institucional às informações sobre a execução da macrodrenagem, a população precisa saber o que ocorre. E esse encontro na Cosanpa teve esse objetivo, saber o que compete a companhia neste processo.


A Cosanpa desenvolve quatro projetos de estação de tratamento de esgoto, sendo que apenas um, na Bacia do Una, está com sua primeira etapa sendo construída, com 54% da obra executada. A estação vai atender, em princípio, 175 mil pessoas, e mais 349 mil na segunda etapa. As outas estações estão projetadas para o Utinga e Tucunduba. Vamos esperar, pelo menos, mais quatro anos, para dar um salto para 50%. Para uma cidade de 400 anos, com 7% de rede de esgoto é algo extraordinário.

Agradecemos ao presidente da Cosanpa, Luciano Dias, e o diretor de expansão e tecnologia da Companhia, pelos esclarecimentos.Vamos cobrar da prefeitura, do governo do Estado, dialogar com o Ministério Público, para que essas informações cheguem à população, para que responsabilidades sejam efetivamente cobradas. Vamos trabalhar, também, para a conclusão de obras complementares de correção de canais, de sistemas de microdrenagens na Bacia do Una.

Um comentário:

Antonio Carlos Pantoja Soares disse...

Prezado Deputado Bordalo,


Envio à V.Exa., o link da TV. LIBERAL, endereço – http://g1.globo.com/pa/para/jornal-liberal-1edicao/videos/t/edicoes/v/em-belem-estacao-de-tratamento-de-esgoto-e-abandonada-e-serve-de-criadouros-para-mosquito/4651539/, CONSIDERANDO que a inobservância por parte da Companhia de Saneamento do Pará – COSANPA, as normas técnicas estabelecidas no Manual de Operação e Manutenção do Sistema de Esgoto Sanitário e Água Potável da Bacia do Una, agosto de 2001, aliado a falta de políticas públicas por parte do Governo do Estado do Pará para a multiplicação do número de Estações de Tratamento de Esgoto Sanitário – ETE’S, de modo a não permitir o recrudescimento do nível de saneamento aduzido pelo Projeto Una, resultou no abandono do sistema de esgotamento sanitário, caracterizado pelo despejo dos dejetos das residências, sem nenhum tratamento, nos sistemas drenantes de águas pluviais e servidas. E assim consecutivamente seu lançamento na Baia do Guajará, comprometendo a qualidade das águas do Rio Guamá que são bombeadas para os 2 mananciais localizados no Parque Ambiental do Utinga, os lagos Bolonha e Água Preta, de onde é retirada a água que sai das torneiras e chuveiros dos lares belenenses.

Membro da Frente dos Moradores Prejudicados da Bacia do Una - FMPBU (Belém do Pará)