Ameaças que não supreendem

Não nos surpreendeu a manchete do Diário do Pará deste domingo que evidência o comando e controle de grupos criminosos dentro de presídios e que agora ameaçam de morte três Promotores de Justiça. Ao longo do ano, delegados de Polícia denunciaram a presença de membros do PCC e agora Promotores denunciam a presença de membros do Primeiro Comando do Norte, PCN, nos presídios do Pará.
Somam-se aos ameaçados. o Promotor Militar e a Ouvidora do Sistema de Segurança Pública. 

É preciso que o Governo do Estado assuma a existência de milícias e organizações criminosas no Estado para que o combate a essas organizações ganhe visibilidade pública.

O histórico de ameaças a defensores de Direitos Humanos no Pará nos mostra que o silêncio e a inexplicável recusa em admitir o óbvio por parte das autoridades, colabora para o clima de insegurança e para o desfecho nefasto com a morte do ameaçado.

Podemos citar pelo menos três investigações do MP e Policia Civil, relatadas no Relatório da CPI das Milícias que provam sobejamente a participação e formação de milícias. são elas: Operação Navalha na Carne, Operação Falso Patuá e Operação Katrina.


A carnificina que semanalmente atormenta o Pará tem digitais claras, a sociedade paraense tem ficado sobressaltada e o clima de insegurança se espalha nas periferias de Belém, pela presença e circulação desimpedida do carro prata e do carro preto, vitimando devedores de agiotas e jovens.

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