Reunião com Exército e Polícia Federal para debater fronteiras do Pará

O general de Exército Oswaldo de Jesus Ferreira, Comandante Militar do Norte, que esta semana recebeu o título de Cidadão do Pará, foi nosso convidado para um novo encontro com parlamentares na Assembleia Legislativa. Foi uma reunião proposta pelo nosso mandato, prontamente endossada pelo presidente da Casa, deputado Márcio Miranda. A reunião contou, também, com o delegado regional da Polícia Federal, Walame Machado.

Foi um ótimo momento para esclarecimentos sobre as ações de fronteiras no Pará e o que o Exército pode oferecer a Estado e municípios, em parcerias nas áreas de educação, saúde e segurança.

Podemos dizer que a palestra do general Oswaldo Ferreira foi tranquilizadora. A atuação do Comando Militar do Norte se dá com um efetivo de 9 mil homens, sendo que 300 trabalham nas áreas de fronteiras do Estado. Ele reconheceu que é um efetivo baixo, mas explicou que o Pará tem fronteiras tranquilas, diante das dimensões e dificuldades de acesso.

O general afirmou que o tráfico de armas e de drogas não é preocupante nas fronteiras terrestres do Pará e que o exército cumpre com seu papel, com patrulhamento 24 horas por dia, em todos os dias da semana.  

Para a Polícia Federal, o caminho dos criminosos é pelo sul do Pará e nas divisas com os Estados do Amazonas e Mato Grosso. Pelos esclarecimentos do Delegado Walame, o nosso Estado não é rota internacional do tráfico, nosso maior problema é de consumo. O Brasil e o Pará não são produtores de cocaína.

Ele lamentou que a Polícia Federal não possui efetivo suficiente para garantir o controle e a segurança em toda a extensão da região. E que isso reflete nos dois principais problemas: o tráfico de drogas e o contrabando de armas.

Sobre as apreensões de armas, o delegado detalhou que 86% são de produção nacional e que circulam pelo país até chegarem aos criminosos.



A conclusão unânime da reunião: mais importante do que combater o tráfico, é trabalhar o social, com mais educação, emprego e fortalecer a base da família. O aprendizado desta terça foi muito importante e a reversão do quadro de violência e insegurança só se dará com conversa, diálogo e união de forças. 

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