O Pará diz não à terceirização sem limites

O PL 30/2015, que trata da terceirização de qualquer setor de uma empresa, incluindo a atividade-fim, foi tema da Audiência Pública realizada na Assembleia Legislativa. Com muita honra fui integrante da mesa, presidida pelo presidente da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa (CDH) do Senado Federal, senador Paulo Paim, que é o relator do projeto na Comissão da Agenda Brasil.  

O Pará foi o 21° Estado visitado pelo senador Paim. Com um auditório lotado por trabalhadores e líderes de centrais sindicais, foi aprovada a Carta Belém, onde todos foram unânimes em combater o PL30, visto que é o mesmo que rasgar a CLT.
No Brasil são mais de 12 milhões de trabalhadores terceirizados. Um levantamento aponta que o trabalhador terceirizado trabalha três horas a mais, em média e recebe 25% a menos pelo mesmo serviço realizado. Ele fica 3,1 anos a menos no emprego do que trabalhadores contratados diretamente; estão mais expostos a acidentes de trabalho devido menos treinamento e capacitação para as atividades exercidas, além de prejuízos na hora de se aposentar.
O estudo mostra, ainda, que para cada 10 pessoas empregadas, oito são terceirizadas e de cinco mortes, quatro são de pessoas terceirizadas.

O senador Paulo Paim esclareceu os prejuízos da terceirização sem limites, com um levantamento, inclusive, internacional. Um caso do México, em que uma estatal contratou 30 mil funcionários, depois os demitiu para contratar terceirizados pagando um salário 30% menor. 

Comentários