quinta-feira, 19 de novembro de 2015

Incra/PA e UFRA discutem implantação de forno de produção de carvão biomaterial

A Superintendência Regional do Incra no Pará, com sede em Belém, recebeu da Universidade Federal Rural da Amazônia (UFRA) um projeto para implantação de forno de produção de carvão de biomaterial de Origem Vegetal, baseado no princípio de Mecanismos de Desenvolvimento Limpo (MDL), com a utilização como matéria-prima caroço do açaí, dendê e babaçu – em vez de madeira nativa.
 
O projeto prevê ainda equipar o laboratório de Tecnologia de Produtos Florestais (LTPF) do Instituto de Ciências Agrárias (ICA), da UFRA, para produção e certificação de carvão ativado, contribuindo como alternativa de geração de renda aos assentados e comunidades tradicionais – ribeirinhos, extrativistas e quilombolas. 
 
O projeto foi apresentado pelo reitor da UFRA, professor doutor Sueo Numazawa, ao superintende do Incra/PA, Nazareno de Santos Souza, no último dia 12 de novembro, em Belém. Participaram ainda da audiência os professores Luiz Gonzaga da Silva Costa e Raimundo Adeilson, além do diretor presidente da Fundação de Apoio à Pesquisa, Extensão e Ensino em Ciências Agrárias (Funpea/UFRA), Carlos Albino Magalhães, do consultor-Funpea Fernando Cruz, do Diretor Financeiro Funpea Wilson Maia. Por parte do Incra/PA, acompanharam a recepção do projeto a chefe de divisão de Desenvolvimento, Francy Mary.
 
A proposta da UFRA é aproveitar o carvão na siderurgia, na produção de fossas sépticas a baixo custo e na confecção de filtros para água, equacionando desta forma o problema de resíduos sólidos nas vias públicas, nas vilas e comunidades rurais do Pará. Segundo Sueo Numazawa, “a tecnologia é inédita na região e poderá contribuir de forma significativa ao meio ambiente, levando qualidade de vida as famílias assentadas de forma sustentável”.
 
O superintendente do Incra/PA destacou o interesse pelo projeto, como uma das alternativas a serem implementadas em articulação com outros órgãos do Governo Federal, proporcionando a utilização de novas tecnologias e a geração de renda aos assentados dos projetos de assentamento. “Dessa forma, é necessário a convergências de ações a curto, médio e longo prazo para dinamizar a qualidade de vida nos assentamentos”, disse.
 
A proposta será analisada pela Superintendência Regional do Incra/PA e uma resposta oficial vai ser apresentada à UFRA nas próximas semanas. 

Fonte: Ascom - Incra

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