quarta-feira, 19 de agosto de 2015

Movimento protesta contra caos na saúde pública em Belém

Preocupados com o descaso do poder público municipal e estadual em relação à saúde de Belém e do Estado do Pará, o que vem causando sérios problemas no atendimento aos pacientes da capital e do interior que procuram os hospitais públicos e também aos servidores, integrantes do “Movimento Outra Cidade é Possível”, irão realizar na nesta quinta-feira, (20), às 9:00h, um protesto em frente ao Pronto Socorro Municipal (PSM) da 14 de março. 

A manifestação terá entre outros objetivos, protestar em forma de Ato Cívico em defesa da democracia da saúde e da reforma urgente do Pronto Socorro da 14, cobrar investimentos para garantir e cumprir as promessas de campanha dos 3 S’s (saúde, segurança e saneamento).

A mobilização em Belém, também vai defender a democracia, a liberdade e os direitos sociais, data em que milhares de pessoas de várias cidades do país vão sair às ruas para fazer um grande Ato Nacional, em protesto à antidemocracia e contra as pautas conservadoras e antipopulares.   

A saúde é apenas um dos exemplos do “caos” em Belém e em todo o Estado. O incêndio do PSM da 14 é consequência do descaso do poder público municipal e de uma tragédia anunciada. O não cumprimento das exigências do Ministério Público e das orientações a partir dos laudos emitidos pelo Corpo de Bombeiros para realizar reformas e reparo nas instalações físicas e elétricas inadequadas, mostram a falta de compromisso do poder executivo com a saúde pública.

Com o incêndio do PSM da 14, os pacientes passaram a procurar atendimento no PSM do Guamá, mas continuam sofrendo com a falta de médicos, número de servidores insuficientes, medicamentos e até de materiais básicos para procedimentos essenciais como curativos, dentre outros. Além disso, aqueles que conseguem ser atendidos são obrigados a conviver com ambientes insalubres, situação que contribui para a proliferação de infecções e outras doenças.

O ”Movimento Outra Cidade é Possível” é formado por diversas entidades, organizações e movimentos sindicais e pessoas que lutam em defesa de Belém.

Por Mara Barcellos - Ascom PT/PA

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