domingo, 30 de agosto de 2015

Incra promove debate sobre luta pela terra com movimentos sociais em Belém

A luta pela terra e os movimentos sociais foi tema de debate promovido pelo Incra na última segunda-feira (24). O debate ocorreu no auditório Conduru, no pavilhão de pesquisa da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) com a participação de técnicos das prestadoras de assistência técnica, servidores do Incra, estudantes e lideranças dos movimentos sociais. 
A mesa redonda foi composta pelo professor da Faculdade de História da Universidade Federal do Pará, Willian Gaia, o coordenador do Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), Ulisses Manaças, o representante da Federação dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais do estado do Pará, Carlos Augusto (Guto), e o representante do Instituto de terras do Pará (Iterpa), Nelsivaldo de Jesus Bargas.
O evento faz parte da comemoração dos 45 anos do Incra e foi o primeiro de um ciclo de diálogos que a superintendência irá realizar com os movimentos sociais e entidades governamentais no sentido de fortalecer o debate da reforma agrária, o desenvolvimento rural sustentável nos assentamentos e a agroecologia.
Para o coordenador do MST, Ulisses Manaças, a reforma agrária é um dever do Governo Federal, onde os movimentos sociais tem o direito de buscar melhorias, mas também a sociedade como todo deve fazer parte, porque o que está em jogo é a qualidade de vida proporcionada pelos alimentos produzidos sem agrotóxicos, fortalecendo agroecologia.
Gaia, avaliou o encontro como uma oportunidade importante para fomentar outros debates com os movimentos sociais e órgãos que tratam ou possuem interface com o tema da reforma agrária. "Sem dúvida, esse foi o início do nosso dialogo e estarei a disposição dos movimentos sociais e do Incra para contribuir para reforma agrária em nosso estado", se comprometeu.
A estudante de História Cátia Macedo disse que a participação da academia nesse processo de produção de alternativas é salutar para que possam ter resultados mais gratificantes e sobretudo chamando para si a função social das universidades.
O superintendente do Incra em Belém, Nazareno Santos, afirmou que a Autarquia está abrindo suas portas para a sociedade, no sentido de promover uma nova etapa para reforma agrária, valorizando a pesquisa, o conhecimento acadêmico, as tecnologias sociais e a maturidade e organização social dos movimentos. "Sem dúvida estamos construindo um novo momento", avaliou.

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