Crise Humanitária do Aurá: campanha da CDH inicia um novo passo

A Comissão de Direitos Humanos da Alepa, da qual sou presidente, iniciou nesta quinta-feira, 13, uma nova etapa de apoio aos catadores de materiais recicláveis que deixaram de trabalhar por causa do fechamento do lixão do Aurá. Depois de enfrentar a crise humanitária de forma emergencial, com a distribuição de cestas de alimentos, a CDH agora agrega parceiros para um trabalho de inclusão dos catadores no mercado de trabalho.

Uma reunião de trabalho, na Assembleia Legislativa do Pará, colocou frente a frente os catadores com representantes do Basa, Caixa Econômica, Sudam, Senai, Senac, Senar, Eletronorte, Seaster, Faepa e IFPA.

Foi o reinício da campanha de enfrentamento da “Crise Humanitária", onde foram delineados os passos seguintes da campanha, que consiste na qualificação dos catadores, através de cursos profissionalizantes e a captação de recursos para projetos.


A campanha foi iniciada após nossa visita ao lixão, onde conhecemos de perto a realidade das mais de duas mil pessoas que ficaram sem trabalho, sem renda e sem perspectiva.

Encaminhamentos

Foram formadas comissões que vão trabalhar nas suas vertentes específicas.

O primeiro grupo vai viabilizar a proposta da Sudam, que vai financiar um curso de qualificação de mulheres na construção civil, na área de acabamento. O Senai e o IFPA vão estar integrado nesta ação.

Um outro grupo vai desenhar um programa de agricultura urbana, uma alternativa real apresentada pela Eletronorte. Este programa será desenvolvido nas áreas do Aurá que ficam sob os linhões. Vão estar integrados na ação o Senai, Basa, Senar, Faepa e a Eletronorte.

O terceiro grupo vai trabalhar para construir um centro difusor e produtor de artesanato, com a qualificação dos catadores. Esse projeto é uma homenagem ao trabalho desenvolvido por uma ex-catadora, que perdeu uma perna em um acidente no lixão. Dona Antônia Gregório, impossibilitada de trabalhar, passou a desenvolver um projeto de recuperação de bonecas encontradas no lixão. O centro a ser criado se chamará “Casa de Bonecas”. O Senai, Basa e a Sudam  vão atuar nesta ação.


A Seaster e os catadores vão estar integrados em todos os grupos. Foi uma reunião de resultados excelentes. Os órgãos, as instituições e os catadores integram agora as ações e passam a trabalhar juntos.

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