A Crise humanitária do Aurá: parceiros definem inclusão produtiva dos catadores

Semana marcada pelas reuniões setoriais, planejadas na semana passada durante o encontro entre a Comissão de Direitos Humanos da Alepa, a qual sou presidente, e os parceiros que estão engajados na campanha em defesa dos catadores de materiais recicláveis. A campanha foi iniciada após nossa visita aos catadores, onde conhecemos de perto a realidade das mais de duas mil pessoas que ficaram sem trabalho, sem renda e sem perspectiva, após o fechamento no lixão do Aurá.

Depois de enfrentar a crise humanitária de forma emergencial, com a distribuição de cestas de alimentos, a CDH agora agrega parceiros para um trabalho de inclusão dos catadores no mercado de trabalho. Esta etapa consiste na qualificação dessas pessoas, através de cursos profissionalizantes.

Foram formadas comissões que  já estão trabalhando em reuniões setoriais com os catadores, nas suas vertentes específicas. Os Parceiros Basa,Senac, Senai, Senar, Sudam, Seaster, UFPA, IFPA, Sebrae, Portal do Trabalhador, Emater e ONG No Olhar estão dando um show de solidariedade.

Os encaminhamentos são bem objetivos. Já foram fechados, por exemplo, os cursos de auxiliar administrativo e eletricista(NR5), de capacitação em altura. O primeiro será administrado pelo Senac e começa em setembro. O de eletricista já deve começar semana que vem.

O Senar e a Emater vão tratar da agricultura urbana nas áreas do Aurá que ficam sob os linhões da Eletronorte. Técnicos dos dois órgãos vão visitar essas áreas amanhã para um estudo do local.

Outros cursos estão sendo encaminhados, faltando alguns ajustes: arte em retalhos, confecção de bonecas, construção civil para mulheres e mecânica. No dia 27 de agosto será realizada uma nova reunião de trabalho, na Alepa, com todos os parceiros da campanha.

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