Violência contra mulher é agressão à família, diz Dilma

A presidenta Dilma Rousseff criticou o patriarcalismo e exaltou iniciativas para proteger mulheres vítimas de violência. A violência contra a mulher  também é um tema preocupante no Pará, diante das estatísticas alarmantes. 

Segundo o Disque Denuncia 180, que é um serviço do Governo Federal de atendimento às mulheres vítimas de violência, o Estado do Pará ocupa a segunda colocação entre os Estados mais violentos do Brasil.

No Pará, existem hoje mais de 25 mil processos em andamento, em relação a crimes cometidos contra mulheres. Os agressores, em geral, estão dentro de casa ou são pessoas próximas e os casos mais comuns são de agressões corporais, ameaças, crimes contra a honra (xingamentos) e perturbações da tranquilidade (perseguição).

No dia 2 de abril passado, realizamos, por proposição minha, uma Sessão Especial para debater o tema. 
A Sessão foi o ponto de partida da Comissão de Direitos Humanos da Alepa, da qual sou o presidente, e o Parlamento, para instituir um processo para acompanhar detalhadamente a realidade da violência contra a mulher, que representa mais da metade da população do Pará.

Acolhemos diversas proposições apresentadas na Sessão Especial para ampliar a capacidade de ofertas de subsídios para ajudar a diminuir as estatísticas da violência contra a mulher. 

Por Portal Brasil

“Quando a mulher é agredida, toda a família é agredida”. Esse foi o tom do pronunciamento da presidenta Dilma Rousseff durante a inauguração, na terça-feira (2), da Casa da Mulher Brasileira do DF. Primeira chefe do Executivo na história do País, Dilma criticou o patriarcalismo e exaltou a participação feminina nos programas sociais do governo federal. “A luta constante da mulher brasileira encontra aqui um momento especial”, afirmou a presidenta.

O espaço deverá receber, por dia, 250 mulheres em situação de violência. “A Casa vai proteger as brasilienses que a procurarem”, acrescentou Dilma, ao enfatizar que a estrutura permanecerá aberta 24h por dia. “Nós sabemos que a violência não tem hora para acontecer, mas, muitas vezes, ocorre nas horas mais escuras”.

A Casa da Mulher Brasileira do DF constitui mais uma frente no combate à violência contra as mulheres da capital do País. O local, um dos eixos do programa Mulher, Viver sem Violência, do governo federal, oferece nove serviços diferentes em um mesmo espaço físico. Cento e vinte profissionais estarão à disposição das mulheres vítimas de diversos tipos de violência.

“Essa é uma política de Estado e não de um ou outro governo”, destacou a secretária de Enfrentamento à Violência contra as Mulheres, da Secretaria de Políticas para as Mulheres (SPM), Aparecida Gonçalves. “Com certeza, esse será um dos melhores serviços do mundo”, completou.

O investimento da ordem de R$ 8,4 milhões traz uma importante inovação no combate à violência contra as mulheres: o atendimento humanizado, com serviços integrados, também presente na primeira unidade, inaugurada em Campo Grande há cerca de quatro meses.

A gestão da Casa ficará por conta do governo do Distrito Federal (GDF). “As minhas palavras são de agradecimento pelo apoio”, elogiou o governador, Rodrigo Rollemberg, durante discurso.


Posto avançado

Além de um posto avançado da Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (DEAM), a Casa da Mulher Brasileira do DF disponibiliza às vítimas de violência: acolhimento e triagem; apoio psicossocial; Juizado; Ministério Público; Defensoria Pública; promoção de autonomia econômica; brinquedoteca; alojamento de passagem; e central de transportes.

O coordenador do Núcleo de Gênero Pró-Mulher do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), Thiago Pierobom, manifestou otimismo em relação ao início do funcionamento da estrutura, que possui cerca de 3,6 mil m2 de área construída. “Nós só temos a avançar e nada a retroceder”, afirmou.

Secretária de Políticas Públicas para as Mulheres, Igualdade Racial e Direitos Humanos do DF, Marise Nogueira disse que a iniciativa não é apenas um serviço às mulheres. “Esse é um projeto para toda a sociedade brasileira”, declarou. Em depoimento exclusivo ao Portal Brasil, Marise explicou como o espaço vai complementar a rede de enfrentamento à violência doméstica.

A delegada-chefe, Ana Cristina Santiago, afirmou que o posto avançado da DEAM irá auxiliar na orientação das vítimas de violência. “Vai trabalhar como um apoio às atividades do policial”, esclarece.


Foto de capa: Palácio do Planalto

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