Ato de desagravo para pedir desculpas aos perseguidos pela ditadura na UFPA

Nessa quarta-feira(01.04) participei, como representante da Assembleia Legislativa do Pará, de um momento que resgatou a memória e a história dos direitos humanos violados durante o período da Ditadura Militar no âmbito da Universidade Federal do Pará. Foi durante o "III Seminário 1964 – 51 anos depois", promovido pela Comissão “César Moraes Leite” de Memória e Verdade e o Conselho Superior (Consun), da UFPA. O evento aconteceu no Centro Eventos do campus do Guamá.

Na oportunidade foi feita a apresentação do Projeto do Centro de Memória “César Moraes Leite”, que será construído na universidade. O nome foi escolhido em homenagem ao estudante de Matemática morto com um disparo no bloco Fb-2, do pavilhão F, no campus básico da UFPA, no bairro do Guamá, em Belém. Na manhã do dia 10 de março de 1980, a arma de um agente infiltrado caiu e disparou, atingido o estudante, que não resistiu aos ferimentos. 

No momento marcante do evento, o Consun realizou um Ato de Desagravo Público feito pelo reitor da UFPA, Carlos Maneschy, como forma de reparação e pedido de desculpas às vítimas ou famílias que sofreram perseguição durante a repressão militar na UFPA. 



Foi relatada a memória de pessoas que sofreram violações dos direitos humanos e cuja história de vida expressa traumas ainda presentes. Um belo trabalho e um evento dos mais importantes, cinquenta e um anos após o golpe de Estado que levou os militares ao poder e instituiu um regime ditatorial que durou duas décadas e meia no Brasil. 

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