Governo do PSDB tem que dar explicações sobre obras de escolas paradas

Não me causou surpresa a manchete do jornal Diário do Pará, dessa segunda-feira (9), que destaca a declaração do ex-vice-governador e atual secretário de Educação, Helenilson Pontes, que disse que o Pará tem 400 obras de escolas paradas.

Fazendo uma analogia ao futebol, o governo do PSDB parece um time que não fez o devido processo de pré-temporada. Não se preparou, e agora não conversa entre si.

O líder do governo na Alepa, Eliel Faustino, cumprindo seu dever e papel, bem que tenta dar uma ‘coloração’ um pouco mais amena, para uma afirmação bombástica que foi, na verdade, o reconhecimento cabal da incapacidade administrativa da gestão caótica que foi levada a efeito na Seduc, nos quatro anos anteriores do governo do Jatene.

Quem declarou sobre as 400 obras paradas foi o ex-vice-governador, de um governo de continuidade. Ele não estava falando, portanto, de um governo que tinha terminado e outro tinha começado. A meu ver, está provado porque o Pará tem os piores índices do ensino médio brasileiro.

São 400 escolas, de uma rede de um pouco mais de 1.000, em obras que não estão concluídas. Foi por esse motivo que apresentei na Sessão Ordinária desta terça-feira um requerimento pedindo informações ao secretário de Educação, Helenilson Pontes, sobre a cobertura do Ensino Médio no Pará e o total de escolas que estão com as obras paradas. E, de acordo com essas explicações, queremos saber: Essas obras estão paradas por quê? Se foi pago, foi feito? Se não foi feito, porque não foi feito? Se a empresa recebeu e não fez, por que não fez?

O governador Jatene devia entender que já cansou de toda vez que tem algum problema no governo dele, não é dele, é dos outros. Agora a culpa pela paralisação das obras é do Fundeb, do Governo Federal.

Quando é que o governador Jatene vai assumir as suas responsabilidades? Jogar pra baixo do tapete não ajuda. É preciso reconhecer que tem problemas. É preciso afirmar que vai ser dado jeito, que vai ter um plano concreto. Não adianta mais ficar falando de ‘Pacto pela Educação’. Essa é uma engenharia inteligente, mas não ajuda. É subjetiva.

Precisamos de escolas de qualidade, com carteira, que tenham merenda nutritiva, que funcione. Que os alunos tenham ônibus escolares para chegar às escolas, que o ensino de 2º grau possa ser interiorizado para atender mais gente. Esse é o desafio da educação do Pará.

Portanto, só lamento, mais uma vez, que o governo Jatene não fale a mesma língua. E agora eu já não sei mais se me oriento pelo que falou o Secretário de Educação ou o líder do Governo na Alepa.

Produção Legislativa

O dia foi produtivo durante a Sessão Ordinária da Assembleia Legislativa do Pará(Alepa) desta terça-feira. Apresentei, além do requerimento pedindo explicações ao Secretário de Educação, quatro moções no âmbito da Educação, dos Direitos Humanos e Defesa do Consumidor.

Solicitei ao Ministério Público estadual a abertura de investigação sobre o abuso no preço do combustível praticado no Estado. Também solicitei ao MP que investigue o abuso de força policial e a omissão do Estado em ação de desapropriação no terreno rural na localidade de Vacaria, no município de Cametá, e o uso de violência em cumprimento de ordem de despejo na área "Nova Canaã", na Rodovia Mário Covas, em Belém.

Também solicitei ao secretário de Educação, Helenilson Pontes, a reforma do prédio da Universidade do Estado do Pará (UEPA) do Campus XI, localizado no município de São Miguel do Guamá.

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