É preciso reconhecer que a educação do Pará tem problemas

Auditoria do TCE concluiu que o estado do Pará possui a segunda pior taxa de escolarização bruta no ensino médio,  e a pior taxa de escolarização líquida na região, além de um dos maiores índices nacionais de abandono no ensino médio. Os índices de desempenho apresentados pelo sistema de avaliação da educação básica – Saeb colocam nossos alunos entre os piores dentre todos os estados brasileiros.

O governador Simão Jatene conseguiu alcançar mais um recorde em sua gestão: acumula um total de 381 obras de infraestrutura para escolas públicas estaduais paralisadas e que estão com recursos bloqueados ou impedidos de serem repassados pelo ministério da educação (MEC) por total falta de capacidade de gestão por parte da Secretaria de Estado de Educação.
Esta semana pedimos ao secretário de educação, por meio de requerimento, informações a respeito da cobertura do ensino médio, por município, bem como as escolas que estão com obras paralisadas no Pará. Quando é que o governador Jatene vai assumir as suas responsabilidades? É preciso reconhecer que tem problemas na educação. É preciso afirmar que vai ser dado jeito, que vai ter um plano concreto. Não adianta mais ficar falando de ‘Pacto pela Educação’. Essa é uma engenharia de marketing inteligente, mas não ajuda. É subjetiva.

Precisamos de escolas de qualidade, com carteira, que tenham merenda nutritiva, que funcione. Que os alunos tenham ônibus escolares para chegar às escolas, que o ensino de 2º grau possa ser interiorizado para atender mais gente. Esse é o desafio da educação do Pará.

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O Sistema de Organização Modular de Ensino (SOME) foi abandonado pelo governo do estado nesta gestão.