Barbárie em Redenção por conflito de terra

Casal assassinado
Um conflito de terra na área de ocupação da Estiva, localizada na zona rural de Redenção, terminou com assassinato de seis pessoas, quatro adolescentes e dois adultos, todos da mesma família As vítimas foram mortas a golpes de foice. Uma barbárie, que está sendo considerada pela polícia como crime de encomenda. 

A chacina aconteceu na madrugada de terça-feira, 17, depois que um elemento conhecido por Jonhe, em companhia do irmão, conhecido como Tonho, assassinaram a golpes de foice o casal, Leidiane Souza Soares e Washington Silva, os filhos Júlio Cesar, 15, Weslei Souza Soares, 09, Samia Soares, 13, e o sobrinho Mateus Soares Barros, 15.


Antes de serem assassinadas, as seis vítimas foram obrigadas a percorrer um caminho de aproximadamente cinco quilômetros até chegar ao local da execução. Por que tanta barbaridade?  Chacina que mancha o Pará.

Havia nove dias que a família fora assentada na área. Segundo os colonos da comunidade, a família assassinada havia recebido um recado que era para deixarem a área.

O principal suspeito de ser o mandante é o cabeleireiro Oziel de Moura, que reside na cidade de Redenção/PA, ex-proprietário da terra onde a família havia recentemente sido assentada.Oziel havia adquirido um lote de terra, mas, devido não fixar residência dentro da área adquirida, o INCRA - Instituto de Colonização e Reforma Agrária, destinou a terra para a família de Whashington e Lidiane, que passaram a fazer investimentos na área.

O momento é para reforçar que não há saída para termos efetivamente paz no campo se, primeiro, não for efetivado com rigor o combate à violência, à pistolagem, às execuções, ao crime de mando, se àqueles que ‘vivem da morte’ não sentirem o braço forte do Estado, não sentirem que a sociedade, que o Estado Democrático de Direito, não admitirá que o crime de mando e de pistolagem possam ser exercidos sem parcimônia, como atualmente acontece neste Estado. Execuções tornaram-se banais no Pará, incentivando outros crimes, pois percebe-se que isso é um bom negócio. O Pará precisa de paz. 

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