Comissão discute entraves sociais da extração do ouro em Cachoeira do Piriá


Os possíveis impactos sociais que poderão ser deixados após a extração industrial do ouro no município de Cachoeira do Piriá, no nordeste paraense, serão discutidos pela Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor (CDHDC) da Assembleia Legislativa, durante audiência que acontece na manhã de hoje, 27, às 10h, na sede do órgão, em Belém. 

Devem participar da reunião representantes da Associação dos Garimpeiros, do Sindicato dos Trabalhadores Rurais, além de vereadores do município e representantes da empresa interessada na exploração do ouro.

Há mais de quatro décadas a exploração artesanal do ouro em Cachoeira do Piriá é responsável pela geração de emprego e renda de milhares de famílias. Agora a cidade se prepara para entrar na fase industrial. Porém, de acordo com o deputado Carlos Bordalo (PT), que é presidente da CDHDC da Assembleia Legislativa e responsável pela iniciativa da audiência, é preciso que sejam tomados alguns cuidados antes que se instale qualquer empreendimento econômico no local.

‘A grande preocupação é deixar as pessoas que vivem dessa atividade desamparadas. Sabemos que grande parte de projetos como estes chegam e partem sem deixar nenhum benefício as comunidades locais, apenas as mazelas sociais”, ressalta Bordalo.

Em 2015, está previsto para o município um projeto de extração do ouro de forma industrial. Inclusive a empresa BRI Mineradora, responsável pela extração do minério, já finalizou o Estudo de Impacto Ambiental da área a ser explorada, desde 2013, e aguarda apenas a conclusão da análise de viabilidade socioambiental pela Secretaria Estadual de Meio Ambiente.

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