Comissão de Direitos Humanos da Câmara virá a Belém


A Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara vai acompanhar as investigações sobre o assassinato do Ex-PM Antônio Marco da Silva. O requerimento para a realização da diligência foi aprovado pela comissão nesta terça, 5. A Comissão também vai solicitar ao Governo do Estado do Pará informações sobre a série de crimes cometidos logo após o assassinato do policial. A data da visita dos parlamentares ao Pará ainda não foi definida.
O requerimento para o acompanhamento das investigações foi apresentado pela deputada Manuela d’Ávila (PCdoB/RS). A parlamentar justifica o pedido com base em denúncias feitas nas redes sociais durante a madrugada relatando ações, supostamente de milicianos, em diversos bairros, gravações de áudios e vídeos com flagrantes das ações se espelharam’. O texto da parlamentar classifica ainda as execuções como ‘chacina’ e argumenta que ‘a chacina parece ter sido anunciada’, em referência aos relatos feitos em redes sociais.

ANISTIA INTERNACIONAL
Ontem a organização não governamental Anistia Internacional também se pronunciou sobre os crimes praticados em Belém. A Ong cobrou a investigação imediata e independente das execuções de nove pessoas em Belém após a morte do cabo da Polícia Militar e pediu que o governo federal também acompanhe o caso com uma investigação paralela e independente.
A Anistia Internacional também solicitou que o Governo do Estado do Pará tome medidas efetivas para garantir a segurança dos moradores dos bairros onde ocorreram as mortes. O texto da nota destaca também que a morte do cabo deve ser investigada e responsabilizada:

FORÇA NACIONAL
Até o momento não há registro de pedido da presença da Força Nacional de Segurança para atuar no restabelecimento da ordem na capital paraense. O pedido de envio da Força só pode ser feito pelo Governo do Estado do Pará. De acordo com o Ministério da Justiça, nenhuma solicitação foi apresentada. No início do mês passado o governo de Santa Catarina solicitou a presença da Força Nacional para conter crescente onda de violência e ataques na cidade. Em 13 dias, houve 94 ataques em 31 cidades naquele estado. Demais membros de suas corporações.

Fonte: Diário do Pará http://migre.me/mGpvi

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