Bordalo classifica série de mortes em Belém como “guerra” entre polícia e bandido


O deputado estadual Carlos Bordalo (PT) classificou as dez mortes ocorridas na noite da última terça (04) e madrugada de quarta (05), em bairros periféricos de Belém, como uma “guerra” entre polícia e bandido. A declaração foi feita nesta quarta-feira (06), na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), durante reunião de urgência com a cúpula da segurança pública do Estado e os deputados da Casa.

“É preciso que o governo do estado dê uma resposta imediata para que seja restituída a tranquilidade aos moradores da capital paraense, além de aumentar os investimentos em segurança pública”, sugeriu Bordalo, ressaltando que “a atmosfera de medo que se instalou em Belém é visível e um processo que se acumula há anos.

Para o deputado, as dez mortes, incluindo a do cabo da PM, não podem ser encaradas com normalidade e alertou para o caos instalado na segurança pública como sendo resultado da falta de uma atitude mais enérgica do governador Jatene frente a este problema. "Devido a isso, os bandidos se sentem à vontade para executarem os agentes da lei onde bem querem. Por outro lado, a polícia não pode responder na mesma proporção, de forma criminosa", aconselhou Bordalo.

O secretário de Segurança Pública do Estado Luiz Fernandez informou que vários inquéritos já foram abertos para investigar as mortes ocorridas em seis bairros da periferia de Belém. Segundo ele, até o momento, nem um assassinato pode ser atribuído a policias militares, pois o fato ainda está sendo investigado.


Ainda durante a reunião, Bordalo apresentou dois requerimentos ao secretário de Segurança Pública: o primeiro, pedindo que o governador Simão Jatene solicite ajuda da Força Nacional; e o segundo, solicitando ao comandante da Polícia Militar as ordens de serviços dos policiais lotados na Rotam nos dias 04 e 05 deste mês, nos bairros onde houve as mortes; além do registro de câmeras das viaturas e a cautela das armas usadas pelos policiais nos dias em que ocorreram as mortes.

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