Partidos aliados de Jatene ainda não indicaram integrantes da CPI do “dinheirinho” na Alepa


Dos dois maiores partidos (PMDB e PT) que compõem a bancada de oposição ao governo do estado na Assembleia Legislativa do Pará, além do DEM, apenas o PSDB e o PSD (base governista) ainda não indicaram os seus respectivos titulares e suplentes que irão compor a Comissão Parlamentar de Inquérito, conhecida como CPI do “dinheirinho”, para investigar possível tráfico de influência para fins não esclarecidos na Secretaria de Estado da Fazenda (Sefa), envolvendo a filha do governador Simão Jatene, Izabela Jatene, e o subsecretário da Sefa, Nilo Noronha.

Pelo critério de proporcionalidade dos partidos, a CPI será composta por cinco membros pertencentes as siglas mais representativas da Casa e seus respectivos suplentes -- incluindo o presidente e o relator -- que, em ambos as circunstâncias, não pode ser o autor da proposição, neste caso, o deputado Bordalo (PT), apesar dele ter assento obrigatório na comissão, conforme o regimento interno da Casa.

Até o momento, os parlamentares que compõem a CPI são: Haroldo Martins -- titular e Nélio Aguiar -- suplente (DEM); Chicão -- titular e Simone Morgado -- suplente (PMDB); Bordalo -- titular e Edilson Moura -- suplente (PT).

Após composta a lista com os cinco membros que integrarão a CPI, será convocada uma reunião para instalação da comissão e, consecutivamente, a escolha, por votação, do presidente e do relator.

Na próxima terça-feira, dia 28, encerra-se o prazo (10 dias) para que os partidos (PSDB e PSD) que ainda não indicaram seus membros apresentem seus representantes na CPI. Caso isso não ocorra, o presidente da Casa, deputado Márcio Miranda (DEM), terá a prerrogativa de indicar os integrantes que ainda faltam para compor a comissão.

Escândalo

No último dia 21 de setembro, o jornal Diário do Pará revelou, em matéria de capa, o diálogo escandaloso envolvendo a filha do governador Simão Jatene (PSDB), Izabela Jatene, e o subsecretário da Sefa, Nilo Noronha. Na conversa feita por telefone e autorizada pela justiça, Izabela pede a Nilo a lista das 300 maiores empresas do estado, no intuito de “recolher esse dinheirinho deles”.

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