CPI do “dinheirinho” é aprovada na Alepa; partidos indicarão representantes


O pedido para abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito para investigar possível tráfico de influência para fins não esclarecidos na Secretaria de Estado de Fazenda (Sefa), conhecida como CPI do “dinheirinho”, foi acatado pela mesa diretora da Assembleia Legislativa do Estado, na manhã desta terça-feira (14), durante sessão ordinária na Casa.

De autoria do deputado Carlos Bordalo (PT), o requerimento que pede abertura da CPI segue agora para a bancada dos partidos que compõem a Alepa. As siglas serão responsáveis pela indicação dos membros da comissão.

Para Bordalo, a gravação feita pela polícia apresenta vários indícios que podem comprovar o tráfico de influência para fins não esclarecidos na Sefa. “Agora, por meio da CPI, cabe uma investigação séria e isenta do parlamento para comprovar se houve ou não essa relação promíscua. 

“O que não pode são os parlamentares deixarem de cumprir com o seu dever”, diz o deputado, que se surpreendeu com a resposta da mesa diretora que acatou o pedido em menos de uma hora, quando teria, de acordo com o regimento interno da Casa, o prazo de 5 dias para dar seu parecer favorável ou não sobre o documento.

Bordalo acredita que, após a escolha dos cinco membros que vão compor a CPI,  seja apresentado, num prazo máximo de um mês, um relatório com os resultados finais.

Escândalo

No último dia 21 de setembro, o jornal Diário do Pará divulgou trechos de conversa telefônica autorizada pela justiça em que Izabela Jatene, filha do governador Simão Jatene (PSDB), pede a Nilo Noronha, subsecretário da Sefa, a lista das 300 maiores empresas do estado, no intuito de “recolher esse dinheirinho deles”.


O bate-papo informal coloca em cheque o sigilo fiscal das maiores empresas paraenses e incorre em pelo menos quatro crimes: tráfico de influência, quebra de sigilo fiscal, concussão e corrupção passiva.

Comentários