CPI da violência contra a mulher: compromisso de mandato!



O Pará ocupa o 4º lugar no ranking nacional de agressões contra mulheres no Brasil, com taxa de 6,1 assassinatos para cada 100 mil mulheres. Sete municípios do Estado figuram entre os cem mais violentos do País: Paragominas (1º), Ananindeua (9º), Tucuruí (11º), Redenção (15º), São Félix do Xingu (40º), Novo Repartimento (64º) e Barcarena (65°).

Relatório da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito que investigou a violência contra a mulher no Brasil, aponta que, de 2011 a março de 2012, foram registrados 54.183 casos de violência contra a mulher no Estado do Pará, entre ameaça, lesão corporal, violência doméstica, injúria, estupro, difamação, dano, calúnia, constrangimento, tentativa de homicídio, homicídio, maus tratos, assédio sexual, sequestro e cárcere. O crime mais comum entre esses foi a ameaça, seguida de lesão corporal e da violência doméstica, com 4.992 ocorrências.   

Um dado alarmante refere-se aos crimes de estupro na Região Metropolitana de Belém. De acordo com o Sistema de Informação de Segurança Pública do governo do Estado (Sisp), somente em 2013 foram registrados 956 estupros na RMB. De 2010 a 2013 foram contabilizados um total de 3.415 casos de estupros. Uma estatística assustadora. 

Esses números continuam sem alteração e podem ser ainda maiores já que há uma subnotificação nos registros da violência contra a mulher. Mulheres que atuam no movimento de combate à violência contra a mulher, afirmam que para cada caso notificado, dois ficaram sem registro, o que eleva ainda mais os números da violência contra a mulher no Pará. 

Não podemos mais aceitar esse tipo de violência que mancha a imagem do nosso Estado. É por isso que, se reeleito, eu, que já propus a CPI da pedofilia e do tráfico humano, da qual fui relator, no meu próximo mandato vou propor a CPI da violência contra a mulher para que esses crimes sejam devidamente apurados e punidos.

Sabemos que combater a violência não basta. Violência é apenas sintoma mais grave de uma série de deficiências, de problemas e omissões do poder público. Cabe a nós, parlamentares, cobrar a aplicação das leis e os recursos públicos para fazer valer na prática uma série de direitos já conquistados das nossas companheiras, mulheres paraenses. E é isso que estou me comprometendo a fazer com a parceira do movimento de mulheres. Vamos à luta, companheiras!  

#Bordalo13130

Comentários