quinta-feira, 31 de outubro de 2013

Jovens poderão ser contratados para serviços de extensão rural

Uma Emenda à Constituição do Estado foi aprovada na sessão desta quarta-feira (30/10), permitindo a contratação de jovens entre 16 e 24 anos pelo Governo do Pará, por tempo determinado, para executar ações e serviços de assistência técnica e extensão rural. Os beneficiários têm de ser residentes há mais de cinco anos nas comunidades rurais. A PEC, de autoria do deputado Carlos Bordalo (PT), foi aprovada em 2º turno, por unanimidade, e vai aguardar votação em redação final para, em seguida, ser promulgada pelo presidente Márcio Miranda (DEM). A contratação prevista no projeto somente ocorrerá após realização de processo seletivo público simplificado, treinamento e capacitação.


Projeto semelhante tramita no Senado Federal e já recebeu parecer favorável do relator da Comissão de Constituição e Justiça, amparado no precedente aprovado pelo Congresso com a promulgação da Emenda Constitucional nº. 52 de 14 de fevereiro de 2006 ao permitir a admissão de agentes comunitários de saúde e agentes de combates a endemias. “A emenda tem por objetivo propiciar condições de desenvolver o potencial econômico das áreas em que os jovens vivem como agentes multiplicadores dos conhecimentos adquiridos”, defendeu Bordalo.

Para o deputado, o objetivo da PEC é criar mecanismos legais para fixar o jovem no campo, indo ao encontro de suas expectativas profissionais, e criando perspectivas nas áreas rurais de geração de emprego e renda. Para o advogado agrarista Augusto Ribeiro Garcia, “a mão de obra no campo, atualmente é um item muito complicado na atividade agropastoril. Embora não haja escassez de oferta, falta qualificação. Mas o que realmente espanta são as relações de trabalho, amparados por uma legislação anacrônica”, disse.
Fonte: Alepa http://migre.me/gtklt

quarta-feira, 30 de outubro de 2013

Prefeitura de Capanema terá que devolver mais de 500 mil ao Ministério da Saúde


Mais de meio milhão de reais. Esse é valor a ser devolvido pela prefeitura de Capanema aos cofres do Ministério da Saúde, por uso indevido de verbas federais.  No total, exatos R$ 532.741,32 foram usados de forma irregular na aquisição e manutenção de computadores e para pagamentos de ordens de serviços, segundo consta no relatório de nº13427 feito pelo Departamento Nacional de Auditoria do SUS (Denasus) no período de 10 a 15 de junho deste ano e encaminhado à Assembleia Legislativa do Estado (Alepa), no último dia 16 de outubro, como resposta à moção (nº403/2012) do deputado estadual Carlos Bordalo (PT). 

O parlamentar pediu investigação do Ministério Público Federal sobre o desvio de verba pública federal da Secretaria Municipal de Saúde de Capanema do Serviço de Atendimento Móvel de Emergência - Samu 192, após denúncia trazida pelo jornal Diário do Pará, na coluna Repórter Diário, do dia 13.09.12, que apontava uso indevido de verbas públicas federais da saúde para uso político em campanha eleitoral.


No relatório consta também que a Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) não cumpriu com o que prevê o Plano Estadual de Atenção às Urgências 2012-2015 aprovado pela Resolução CIB nº80, de 12.04.2012, quanto ao não repasse da contrapartida estadual para o custeio da Central de Regulação, no valor de R$ 83.200,00 reais mensais, assim como para o custeio do Samu que deveria repassar R$ 264.375,00, mas que só repassou R$ 132.875,00.

Os técnicos da auditoria do SUS constataram ainda que o local onde funciona a Central de Regulação Médica das Urgências da Regional de Capanema, que atende cerca de 38 municípios do Nordeste paraense, apresenta deficiência na estrutura física do prédio, insuficiência de equipamentos, inexistência de sistema de informática para gravação digital contínua de registros gerados, inexistência de rádio comunicação, além de quantitativo insuficiente de profissionais para atuar na sala de regulação.

A auditoria do SUS encaminhou ofícios à secretária de saúde de Capanema, Jacqueline de Miranda Rocha; ao prefeito municipal de Capanema, Eslon Aguiar Martins (PR); e ao secretário estadual de saúde, Hélio Franco, responsáveis pela administração da saúde municipal e estadual, informando sobre o resultado da auditoria feita pelo Denasus. Apenas a secretária municipal de saúde, Jacqueline Miranda, encaminhou suas justificativas ao departamento de auditoria. Já o secretário de Saúde Hélio Franco e o prefeito de Capanema Eslon Martins, não se manifestaram sobre o caso.

Ainda de a acordo com o relatório do Denasus, as secretarias municipal e estadual não apresentaram à equipe da auditoria os repasses dos recursos financeiros, prejudicando a identificação das responsabilidades de ambas as partes.

O relatório da auditoria será encaminhado ao Fundo Nacional de Saúde com base no Inciso VII, artigo 34,do Decreto  nº 7.530, de 2011 e a Lei Complementar nº 141, de 2012, artigo 27, incisos I e II,  visando a recomposição ao Mistério da Saúde do montante atualizado monetariamente acrescido de juros e mora.

Sucessão de escândalos

Em julho deste ano, o Ministério Público Federal (MPF) e Polícia Federal (PF) apreenderam documentos e computadores da Secretaria Municipal de Saúde de Capanema, após receberem denúncias anônimas de fraude em licitações envolvendo o abastecimento de medicamentos em hospitais e postos de saúde.

Um mês antes, em junho, o Ministério Público do Estado do Pará (MPE-PA) instaurou Inquérito Civil para apurar denúncias sobre a alegação de que Prefeitura e Câmara Municipal de Capanema não possuem portal de transparência na internet que possibilite acesso de informações e controle da gestão democrática dos recursos públicos. De acordo com a Lei de Responsabilidade Fiscal, os municípios com mais de 50 mil habitantes devem ter portais de transparência em seus sítios oficiais.

Bordalo volta a defender benefícios para o Marajó



Em apoio ao Projeto de Lei (nº155/2013) da deputada Simone Morgado (PMDB) que declara como patrimônio cultural e artístico do Estado do Pará a “Arte Marajoara”, em votação no plenário na manhã desta terça-feira (29.10), o deputado Carlos Bordalo (PT) voltou a defender benefícios para a Ilha do Marajó.

Segundo ele, o Marajó só poderá se desenvolver, de fato, “se entendermos primeiro que nada se faz na Ilha se não for por meio do transporte fluvial. Por tanto, é necessário que se instale na ilha urgente um transporte rápido, de baixo custo e com qualidade. 

"Além disso, a criação de projetos de agricultura urbano-rural e florestais comunitários; por exemplo, assim como a instalação de aeródromos para atração de agências bancárias, entre outras ações, também ajudariam a desenvolver o Marajó a médio prazo”, assegurou Bordalo.

“O que não pode é o governo do estado oferecer a população da Ilha apenas ações do Pro Paz, que já é um beneficio, mas ainda deixam muito a desejar...”, lamentou.

Alepa reconhece associação de Cametá como de utilidade pública



Foi aprovado ontem (29.10), em primeiro turno pelo plenário da Alepa, Projeto de Lei (nº12/2013) de minha autoria que reconhece como de utilidade pública a Associação Beneficente Cultural Evolução Fênix (ABCFEN), do município de Cametá. Criada em 2011, a associação atua em defesa direitos sociais dos cametaenses.  

terça-feira, 29 de outubro de 2013

Bolsa Família 10 anos: Programa tirou 36 milhões pessoas da extrema pobreza

Mais de 13,7 milhões de famílias receberam benefícios do Bolsa Família até agosto deste ano. Desde o lançamento do programa, em 2003, o governo federal já destinou quase R$ 120 bilhões aos beneficiados. Só este ano já foram mais de R$ 16,4 bilhões. Segundo o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS), o programa já tirou 36 milhões de pessoas da situação de extrema pobreza.
 
O Bolsa Família consiste na transferência mensal de renda, com condicionalidades, para famílias inscritas no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal com renda de até R$ 70 por integrante. São vários tipos de benefícios que variam de acordo com o perfil registrado pelas famílias no cadastro.
 
Para determinar o valor do benefício, que varia entre R$ 32 e R$ 306, o governo leva em consideração o número de integrantes, o total de crianças e adolescentes de até 17 anos e a existência de gestantes e nutrizes. Em contrapartida, as famílias assumem compromissos como fazer o acompanhamento pré-natal das gestantes, manter as cadernetas de vacinação das crianças em dia e fazê-las frequentar a escola, além de atualizar o Cadastro Único sempre que necessário. O acompanhamento das condicionalidades é feito pelo MDS de forma articulada com os Ministérios da Educação e da Saúde.
 
O programa foi criado em 20 de outubro de 2003 pelo ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, por meio da Medida Provisória Nº 132. Em 9 de janeiro de 2004, a MP foi convertida na Lei 10.836. O Bolsa Família uniu o Programa Nacional de Renda Mínima vinculado à Educação (Bolsa Escola), o Programa Nacional de Acesso à Alimentação (PNAA), o Programa Nacional de Renda Mínima vinculada à saúde (Bolsa Alimentação) e o Programa Auxílio-Gás.
 
A gestão do Bolsa Família é descentralizada - permite que União, estados, Distrito Federal e municípios compartilhem os processos de tomadas de decisão. Desde junho de 2011, o programa faz parte do Plano Brasil sem Miséria, lançado pela presidenta Dilma Rousseff e que intensificou as ações do governo federal na luta pela erradicação da extrema pobreza. O Brasil sem Miséria prevê, também, a ampliação da inclusão produtiva e o acesso a serviços públicos de qualidade para a conquista da cidadania pela população mais vulnerável socialmente.
 
(Ministério do Desenvolvimento Social) http://migre.me/grYOQ

Segunda etapa: Minstro da Saúde recebe mais de 1.700 médicos cubanos

Ministro da Saúde, Alexandre Padilha, recebe médicos cubanos que estão chegando ao Brasil para atuar no Mais Médicos, do Governo Dilma. Estão vindo para o nosso país 1.780 profissionais, pela nova etapa do Programa. Destes, cerca de 143 atuarão no estado do Pará. É a maior quantidade da Região Norte. A presidenta Dilma destacou que se trata do "maior deslocamento humano em tempos de paz da história da FAB". O Governo Federal está proporcionando um verdadeiro salto na saúde brasileira.

segunda-feira, 28 de outubro de 2013

“Reviravolta” nas ruas fortalece Dilma para 2014

Quatro meses se passaram desde o início das grandes manifestações de junho. Uma eternidade na política. Dilma Rousseff termina 2013 fortalecida. O Movimento Passe Livre (MPL), estopim dos protestos que acabaram mirando não só, mas também a presidente, enfraquecido.
 
Dilma reagiu mas, como escreveu Maria Inês Nassif, também contou com circunstâncias sobre as quais não tinha controle. A reação corporativa ao Mais Médicos, por exemplo, suscitou um debate nacional que acabou ajudando a legitimar o programa emergencial. A oposição atacou falando em improviso, depois de 10 anos do PT no poder, mas na célebre frase recém-lembrada por um governista, para quem recebe atendimento dos médicos cubanos não importa a cor do gato, desde que cace o rato (a frase foi usada durante o debate sobre o leilão de Libra, onde a cor do gato realmente não importa, mas para onde ele leva o rato).
 
O povo na rua mexeu com as instituições, mas desde então o foco da mídia, especialmente a televisiva, se concentrou no espetáculo dos “confrontos” associados à tática black bloc. Não é por acaso que, segundo pesquisa Datafolha, 95% dos paulistanos rejeitam hoje a ação dos mascarados. A selvageria contra o coronel Reynaldo Simões Rossi, em São Paulo, na noite de sexta-feira, acabará respingando no MPL por associação. Ainda que involuntariamente, a tática black bloc fez com os movimentos sociais o que nem o famoso “assassinato dos laranjais” pelo MST, numa fazenda do interior de São Paulo, em 2009, conseguiu, pelo menos em parte significativa da opinião pública: provocar ojeriza aos protestos. Ponto para a modernização conservadora.
 
Antes do leilão de Libra e de viajar para a África, o ex-presidente Lula condenou a ação black bloc. No dia do leilão, dada a enormidade do que estava em jogo, havia pouca gente nas ruas do Rio. A cobertura da mídia focou nos que se moviam protegidos por escudos em direção ao hotel-sede da partilha do pré-sal. As imagens que dominaram a cobertura foram as dos enfrentamentos. Não houve tempo na mídia para o debate do que estava em jogo. Nem antes, nem durante, nem depois. Ponto para a presidente Dilma, que ocupou o centro, a voz da razão, entre a Força Nacional e os mascarados.
 
Dado o que a grande mídia mostrou das ruas nos últimos quatro meses, Dilma representa hoje, mais do que nunca, a mudança lenta, gradual e segura que agrada à base social do lulismo, na definição de André Singer. “Mudança na qual se pode confiar”, parafraseando o slogan de campanha de Barack Obama. É justamente esta base, garantidora do sucesso eleitoral contínuo da coalizão governista, o foco do Mais Médicos e de outras medidas tomadas pelo Planalto nos últimos meses. Ela não é de “esquerda”, nem mesmo “petista”. É entre ela e a tradicional base do partido nos sindicatos e movimentos sociais que Dilma se move.
 
Dilma recolheu dividendos políticos e eleitorais mesmo do leilão de Libra, onde sofreu críticas à esquerda:
 
1. Adeus às capas da Economist e às críticas do Financial Times. Os investidores estrangeiros queriam mais, muito mais — e só ler a mídia tradicional para saber quanto –, mas com a anglo-holandesa Shell firmemente instalada em Libra também para eles Dilma representa alguém que “deliver”, ou seja, com a qual é possível fazer negócios com segurança e previsibilidade. Num quadro de crise econômica e de domínio das estatais sobre as reservas de petróleo, são raríssimas as oportunidades como a que se abriu no Brasil.
2. O Planalto foi muito hábil ao apresentar, em rede nacional de TV, os resultados do leilão. O discurso de Dilma foi escrito de tal forma a comunicar aos brasileiros que, se não tivesse havido o leilão, eles não teriam acesso a todos aqueles benefícios bilionários do pré-sal. Em resumo: sem leilão, sem dinheiro. Riqueza enterrada para sempre nas profundezas do mar. O brilhantismo da tática é que ela legitima todos os próximos leilões do petróleo.
 
Serão — os leilões, não o pré-sal em si — a fonte de nossa riqueza. Ela não virá das ruas — de onde só podemos esperar os “malditos” mascarados — mas da firmeza presidencial, que paira sobre os conflitos e nos traz resultados práticos. A disputa privatistas-não privatistas, que marcou 2010, é coisa do passado. Amaury Ribeiro Jr. vai morrer de fome se depender do Privataria Tucana 2. Agora a disputa é entre quem está capacitado ou não para nos proporcionar a riqueza do pré-sal. Ponto para Dilma
 
3.  Ao adotar o discurso do “razoável”, Dilma negou aos adversários o espaço político onde as eleições são decididas no Brasil: o centro. De tal forma que levou Aécio Neves, do PSDB, aquele partido que vendeu a Vale e acabou com o monopólio do petróleo, a adotar um discurso eleitoralmente pouco plausível por vir de quem vem:
 
Aécio Neves defende a reestatização da Petrobras
 
    O senador Aécio Neves  defendeu, nesta terça-feira, em Brasília, a reestatização da Petrobras. A declaração foi dada no seminário promovido pelo PSDB para discutir a situação da empresa. Aécio Neves destacou que a Petrobras foi partidarizada e aparelhada pelo governo do PT nos últimos dez anos, acarretando perda de eficiência e de competitividade à empresa e prejuízos ao Brasil. “Não vamos permitir que o Brasil continue iludido pelo ufanismo da propaganda oficial. Estamos assistindo, ao longo dos últimos dez anos, uma perda enorme de competitividade da empresa. É preciso que alertemos o Brasil das consequências perversas no valor da Petrobras, que atinge de 55 mil trabalhadores que investiram em suas ações e perderam metade do valor”.
 
4. Se havia dúvidas quanto à solidez da aliança PT-PMDB, elas foram desfeitas. A parceria com o Centrão do senador José Sarney — representada pelo ministro Edison Lobão — segue firme e forte, especialmente em torno do setor de energia, dominado por grandes financiadores de campanha: empreiteiras, mineradoras, fabricantes de turbinas, empresas de serviços ligadas à exploração do petróleo. É “mudança na qual se pode confiar” em torno de grandes projetos de infraestrutura que rendem bilhões e bilhões de reais.
 
5. Com o sinal de que o Brasil está aberto aos negócios, Dilma foge do figurino de “estatista” que se tenta colar nela e ajuda a incorporar à base tradicional do PT setores de classe média que poderiam gravitar em direção a Eduardo Campos e, na prática, funcionam como contrapeso na coalizão governista ao sindicalismo e aos movimentos sociais. É o fenômeno que explica o fato de gente que nunca militou no PT, nem tem relação com a história do partido, hoje se colocar na posição de acusar os petroleiros — logo os petroleiros! — de corporativistas e oportunistas. Dilma, feito Lula, faz a arbitragem interna desta disputa expandida. É a mediadora. O senso comum nem sempre está certo, muitas vezes encobre a verdade, mas nos debates superficiais e ligeiros da Era das Redes Sociais, é uma poderosa ferramenta eleitoral.
 
Quatro meses se passaram desde o início das manifestações que chacoalharam a cena política brasileira. Se Dilma ainda não recuperou totalmente a popularidade que tinha antes, parece a caminho. A campanha de 2014 será dura, com o antipetismo reforçado pela adesão de Eduardo Campos. Mas o grande risco para Dilma, que era o retorno de manifestações populares antes e durante a Copa do Mundo, parece definitivamente afastado. Desmoralizado. Quanto às disputas internas no PT, não há nada que uma vitória eleitoral não consiga resolver.
 

sexta-feira, 25 de outubro de 2013

Dilma vive seu melhor momento

Antes mesmo da divulgação da nova pesquisa Ibope nesta quinta-feira, em que a presidente Dilma Rousseff seria reeleita já no primeiro turno em três dos quatro cenários avaliados, mesmo se Marina for candidata, o clima no Palácio do Planalto já era tão bom como faz tempo não se via. "Acho que esta é nossa melhor semana desde a posse", disse-me um dos principais interlocutores da presidente.
Uma vez por semana tenho o hábito de fazer uma ronda entre meus amigos no governo para saber como andam as coisas e já me habituei a ouvir um rosário de queixas sobre a vida difícil de quem lá trabalha, os tiros no pé, as trombadas, a incompreensão da imprensa e dos empresários, e tudo aquilo que faz parte da rotina do poder.
Desta vez, antes mesmo de fazer a primeira pergunta, notei um ambiente mais descontraído e nenhuma preocupação com a pesquisa que seria divulgada poucas horas depois. Não que eles tivessem alguma informação antecipada do Ibope, mas os fatos dos últimos dias justificavam o otimismo.
De fato, a palavra crise sumiu do noticiário nas últimas semanas e deu lugar a sucessos do governo como o leilão do pré-sal e a aprovação do programa Mais Médicos. Hoje mesmo, os palacianos tinham boas notícias a dar: Dilma anunciou que vai liberar para mais de 1.000 prefeituras recursos da ordem de R$ 13,5 bilhões para investimentos em saneamento básico e asfaltamento.
Os índices de intenção de votos em Dilma oscilaram entre 39% e 41%. No cenário mais provável, quando seus adversários são o tucano Aécio Neves (14%) e o governador de Pernambuco, Eduardo Campos (10%), a presidente tem 17 pontos a mais do que a soma dos dois.
Na verdade, quem ficaria em segundo lugar neste caso seriam os votos brancos, nulos, nenhum deles e não sabe, com impressionantes 35%.
Dilma só não ganha no primeiro turno, se os adversários forem Marina (21%), pelo PSB, e Serra (16%), pelo PSDB, que somados teriam 37% contra 39% de Dilma, em situação de empate técnico. Neste caso, temos um índice de 25% de eleitores que votariam em branco, nulo, em nenhum deles ou ainda não sabem em quem votar.
Quando Marina aparece no lugar de Campos, a ex-ministra do governo Lula teria mais do que o dobro dos votos de Eduardo Campos, por enquanto o candidato que está "colocado" pelo PSB. Da mesma forma, com Marina candidata e Serra no lugar de Aécio, o ex-governador paulista chegaria a 18%, quatro pontos a mais do que seu colega de partido.
Pode ser que com estes números aumente a pressão sobre Eduardo e Aécio para que abram mão das candidaturas em favor das suas sombras, Marina e Serra. No momento, isto parece muito pouco provável. Até abril, no entanto, quando PSDB e PSB prometeram anunciar quem será cabeça de chapa, tudo pode mudar.
Por enquanto, tanto faz quem será o adversário. Se houver segundo turno, Dilma também se reelege contra qualquer dos candidatos. Contra Serra, que Dilma derrotou nas eleições de 2010, a presidente ganharia por 44% a 23%, ou seja, com 21 pontos de vantagem. Se o segundo turno for contra Marina, a diferença diminui: 42% a 29%.
Fonte: Blod do Miro http://migre.me/gp14S

quinta-feira, 24 de outubro de 2013

Deputado Bordalo pede suspensão temporária do “Shopping do Charme” na Cidade Velha


O deputado Carlos Bordalo (PT) deu entrada, no último dia 10.10, com uma representação no Ministério Público estadual (MPE-PA) pedindo a suspensão cautelar de toda e qualquer obra relativa ao projeto do shopping “Bechara Mattar Diamond”, na Cidade Velha, em Belém – área tombada da Catedral da Sé  e do Complexo Feliz Lusitânia. 

No documento, Bordalo pede ainda que seja instaurado inquérito civil para apurar as causas que levaram a aprovação do projeto e também que seja investigada a possível prática de nepotismo na Secretaria Municipal de Urbanismo (Seurb), já que circula a informação na internet de que o diretor do Departamento de Análise de Projetos e Fiscalização do órgão, Pablo Chermont Fernandes, seja filho do Secretário de Cultura, Paulo Chaves. 

Segundo o deputado, “o projeto arquitetônico com 5 mil metros quadrados de área construída, 5 ou 6 andares, praça suspensa e com vista para Baía do Guajará viola a legislação sobre o patrimônio histórico e artístico promovendo a descaraterização do mesmo com irreparável prejuízo ao direito ambiental coletivo de onde se compreende o meio ambiente histórico e paisagístico”.

Bordalo reitera que o referido empreendimento não foi precedido de escuta pública, que desconhece as incidências dos impactos da obra sobre o já caótico trânsito na Cidade Velha.

Ainda de acordo com o parlamentar, o projeto do shopping aprovado pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) e pela Fundação Cultural do Município de Belém (Fumbel) está em desacordo com todas as normas urbanísticas que regem a Constituição Federal, Estadual, Estatuto da Cidade e Lei Orgânica, uma vez que o projeto apresenta “vícios” que comprometem a sua legitimidade diante da Constituição.

 Abaixo, cópia da representação encaminhada ao MPE:






Bordalo volta a defender tributação diferenciada em sessão itineranteno no Marajó

Voltei a defender na 2ª Sessão Itinerante da Alepa, no Marajó, a adoção de política tributária diferenciada e de Agência de Desenvolvimento para a região. O Marajó precisa de infraestrutura logística com aeródromos, estradas e portos, e redução de taxas e de impostos sobre o transporte fluvial. Outra medida inadiável: instalação de agências bancárias nas sedes dos municípios. A economia extrativista / primária submete a Ilha ao subdesenvolvimento e deprime as forças produtivas. Como resultado, os municípios ficam estagnados. 
O Marajó precisa de uma soma de esforços dos poderes públicos e de um "choque de dinamização econômica", com linhão e energia firme em todos os municípios. A viabilização do Luz para Todos precisa ser garantida até 2016. O Minha Casa Minha Vida, através do Programa de Habitação Rural, precisa ser diferenciado e ganhar escala no Marajó. A segurança pública precisa de investimentos urgentes, combatendo a pirataria nos rios. E, ainda, investimentos maciços em educação e a Universidade Federal devem ser eixo estruturante no Marajó.

Mestre Vieira lança o DVD dos 50 Anos de Guitarrada



Gravado ao vivo no Theatro da Paz, em julho de 2012, durante duas noites de shows, repletas de emoção e convidados especiais, o primeiro DVD da carreira de Joaquim de Lima Vieira será lançado nesta sexta-feira, 25 de outubro, dentro do projeto Música na Orla, na Estação das Docas. A partir das 20h, no anfiteatro São Pedro Nolasco da Estação das Docas, com entrada franca. 
 
A programação conta com participação do DJ Eddie Pereira, do coletivo Black Soul Samba, que animará o público com ritmos latinos e paraenses, antes do show, que contará com Mestre Vieira, banda Os Dinâmicos e convidados especiais, como Lia Sophia, Mestre Curica, Pio Lobato, Vovô, Breno e Gorayeb, o Trio Manari, Luiz Pardal, Givaldo Pastana, André Macleuri e Mig Martins, guitarrista carioca que chega a Belém especialmente para tocar com Mestre Vieira. O músico, que produz no rio de Janeiro a festa Noites do Norte vem conhecer a cena da guitarrada paraense ao vivo e à cores. Melhor oportunidade não haveria.


Um pouco antes do show, será exibido o making of do show, que vem incluso no DVD, que estará sendo vendido no local pelo preço de R$ 45,00, com direito a autógrafos depois da apresentação. Vale lembrar que o lançamento e será realizado às vésperas do aniversário do criador da guitarrada que completará 79 anos no dia 29 de outubro. E vamos antecipar estes parabéns! 


A realização do show é do Governo do Estado, Secult, Pará-2000/Estação das Docas, com produção da Três – Cultura Produção Comunicação. Apoio cultural da Rede Cultura de Comunicação, Banco da Amazônia, Fundação Tancredo Neves / Lei Semear e Vivo. 


O DVD

O DVD “Mestre Vieira – 50 Anos de Guitarrada” integra o projeto de mesmo nome, produzido por meio da Lei Semear do Governo do Estado, com patrocínio da Vivo e Banco da Amazônia e apoio cultural da Funtelpa, Albrás e Sesc, Secult, Theatro da Paz e Instituto de Artes do Pará. A direção Musical é do produtor musical e guitarrista Félix Robatto, com direção geral da jornalista e produtora cultural Luciana Medeiros.


O DVD traz Mestre Vieira se apresentando com Os Dinâmicos, banda formada por Dejacir Magno (voz), Luis Poça (teclado), Lauro Honório (guitarra base) e Idalgino Cabral (baixo), músicos que integraram as pri­meiras formações do grupo Vieira e Seu Conjunto. O grupo tinha ainda, em sua primeiríssima versão, Arlindo Celestino – (baixista), Bertino Poça – (percussão) e Cas­siano Xavier Pereira Filho (baterista), já falecidos. No show para a gravação do DVD, a bateria dos Dinâmicos foi assumida por Jairo Rocha, também morador de Barcarena, cidade natal de todos eles e de Mestre Vieira. 


No backing vocal, especial, foi feito por Keila Gentil e William Love, da Gang do Eletro. Para a percussão, foi convidado o músico Ytanaã Figueiredo. O primeiro show contou ainda com os convidados Luiz Pardal, Iva Rothe, Fernando Catatau (Cidadão Instigado - CE), Lia Sophia e Toninho Abenatar. No final da apresentação, Mestre Vieira surpreendeu a todos e desce do palco para tocar em meio à plateia que lotou cada espaço no centenário Theatro da Paz. O repertório do primeiro dia traz principalmente as composições cantadas, entre elas “Você Voltou pra Mim”, com Lia Sophia.

Fonte: Assessoria de Imprensa Mestre Vieira