quinta-feira, 28 de fevereiro de 2013

Direitos humanos: amanhã, em Itaituba para verificar denúncia de tortura a presos.

  • Registro com pesar e apresento minhas condolências à companheira Dilvanda, pelo falecimento de sue genitor. Descanse em paz e meu abraço a toda a família, nesse momento de dor.
Lotado o auditório João batista, ALEPA hoje
  •  Hoje pela manhã, houve audiência pública sobre Detran no Auditório João Batista do Detran da ALEPA - Assembleia Legislativa do Pará. Auditório lotado de servidores e agentes de trânsito.
  • Embarco amanhã para Itaituba coordenando diligência da Comissão de Direitos Humanos ao presídio local. A Comissão realiza, a meu pedido, para averiguar suspeita de tortura em presos. Visitaremos o CRRI - Centro de Recuperação de Itaituba que está em xeque por conta de  tortura em presos.

  • 6 parlamentares da Comissão de Direitos Humanos vão a Itaituba: Bordalo, Edmilson, Ana Cunha, Augusto Pantoja, Nélio Aguiar, Josefina Carmo. E mais um membro da OAB-Pa. Na imagem abaixo, texto completo publicao na imprensa hoje.

Emprego fugindo do Pará: faltam investimentos e programas sociais estão esvaziados. O Pará parou!

Bom dia! Meus votos de rápida e pronta recuperação ao governador  Jatene, que foi submetido a cirurgia em São Paulo.

Tenho insistido em afirmar que na atual gestão o Pará parou! A produção industrial  é 6% menor em 2012 e emprego em queda no Pará agrava a crise social e violência.

Qual a motivação? Ausência de investimentos privados e privados estão encolhendo a economia paraense. Essa receita combinada com a cartilha tucana de esvaziamento de programas sociais têm provocado a menor taxa de investimentos dos últimos 25 anos do setor público.

E o emprego continua fugindo do Pará!
Mas se para a maioria do povo paraense a situação está ruim, há quem enriqueça assombrosamente, como denuncia a jornalista Ana Célia Pinheiro em seu blog - o Perereca da Vizinha.

Clique e leia:

Sobrinho de Jatene enriquece a olhos vistos e comanda o nordeste do Pará. Só por um terreno ele pagou R$ 1 milhão e duas de suas fazendas somam mais de 5 mil hectares. E mais: um investimento de R$ 66 milhões do governo vai valorizar ainda mais as terras do sobrinho do governador. Afinal, de onde vem a fortuna de Eduardo Salles?

 

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Por unanimidade, fui eleito Presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa: ação pedagógica combinada com repressão às violações de direitos!


Já informei no meu twitter: fui eleito por unanimidade Presidente da Comissão Permanente de Direitos Humanos da ALEPA - Assembleia Legislativa do Estado do Pará para os próximos 2 anos, a CPDH. Adianto que dois exos estruturarão a ação da CPDH da Alepa: Ação Pedagógica/Educativa e a repressão às violações de Direitos.

Ontem, participei de plenária na Pororoca, na Scramenta: em pauta as enchentes em Belém. É que as,  consequências das enchentes para os moradores se revestem de grave atentado à dignidade humana. 

E é também um direito humano a comunicação, a boa informação. E quanto mais fortalecida for a boa comunicação, melhor para a sociedade. Atuando nesse rumo, a CUT.Pará promove logo mais às 9 horas, uma "roda de conversa" sobre comunicação sindical. É das 9 às 13 h, na sede do sindicato dos urbanitários.

 

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Paulo Moreira Leite: "Lincoln" dá aula de política

Bom dia e bom trabalho nesta terça-feira!

Comentaristas deixam suas opiniões sobre a insegurança e assaltos a bancos no post

Em 2012, houve 50 assaltos a bancos, sem contar lotéricas e Correios. Governo Jatene continuará sustentando que diminuiu a criminalidade?

De José Meira:

Deputado,
Parabéns,mais uma vez você mostra a verdadeira estatistica, e não aquela fabricada pelo Governo Tucano.
***

Para leitura de hoje, o artigo de Paulo Moreira Leite:

Paulo Moreira Leite
Desde janeiro de 2013, é diretor da ISTOÉ em Brasília. Dirigiu a Época e foi redator chefe da VEJA, correspondente em Paris e em Washington. É autor do livro A mulher que era o general da casa -- Histórias da resistência civil à ditadura.

"Lincoln" dá aula de política

No Brasil, país onde a atividade parlamentar tem sido sufocada por um debate de tom moralista, o filme "Lincoln", de Steven Spielberg, equivale a uma aula magna sobre o tema.


Debruçado na luta parlamentar do mais importante presidente dos Estados Unidos para aprovar a emenda constitucional que aboliu a escravidão, Spielberg não tem receio de mostrar a política como ela é – com seus ideais e suas ambições, compromissos sociais e visões diversas, mas também com seu jogo de bastidores, a troca de favores e benefícios que permitiram um avanço que mudou a história americana e abriu novas perspectivas de prosperidade mundialmente.

O filme não idealiza um momento épico com frases de efeito e lições pedantes. Pelo contrário. Ajuda a recordar que os homens travam seu combate político a partir de condições dadas.

As condições reais da luta política nos EUA daquele período não tinham nada de um convento de freiras carmelitas. Para quem acredita que a política americana tem outra “cultura”, com um maior apego “à ética” e aos “valores morais”, o filme serve como um banho de realidade.

O choque entre as verdades que o filme exibe e as crenças estabelecidas a respeito da história dos EUA é tão grande que ajuda a explicar porque Steven Spielberg perdeu o Oscar de Melhor Diretor. Sem exagerar na sociologia de botequim, meu palpite é que “Lincoln” exibe verdades inconvenientes demais para receber tamanha consagração.  

 “Lincoln” se passa num momento histórico preciso, quando a derrota militar do Sul escravocrata está definida e é preciso negociar como o país irá sair de uma Guerra Civil que já fez 60.000 mortos. Com um roteiro bem estruturado, o filme mostra qual é o debate daquele momento.

De um lado, com imenso apoio popular, mas isolado junto à elite americana e dentro de seu próprio governo, Lincoln está convencido de que é preciso aproveitar aquela conjuntura favorável como uma oportunidade única para abolir a escravidão. Em vez de reconstruir os velhos acordos de sempre, que permitiriam a manutenção do cativeiro, coloca a abolição como condição para a paz. Já seus adversários querem o contrário. Garantir a paz em primeiro lugar para, em posição mais confortável, negociar o destino dos escravos – com resultados previsíveis.

Entre os dois lados do conflito, há um Congresso onde Lincoln tem uma leve maioria, insuficiente para aprovar uma emenda constitucional. O enredo do filme consiste na luta de um presidente politicamente resoluto, socialmente progressista e quase um fanático religioso, que avança a passos largos pelos escombros de um pacto social inviável, mas protegido por homens de força, tradição e muito poder.

Spielberg faz justiça aos operadores políticos que se dedicam a buscar os votos que faltam. Não esconde seu papel decisivo em vários momentos, inclusive numa situação insólita, minutos antes da votação, quando uma pequena manobra conservadora pode colocar tudo a perder.

Os operadores se mostram incansáveis no trabalho de convencer deputados em fim de mandato, que não conseguiram reeleger-se no último pleito – e, às  vésperas de tomar o rumo de casa, podem mudar de lado se ouvirem bons argumentos, em alguns casos, ou receberem uma boa oferta material, em outros, ou as duas coisas ao mesmo tempo. Estas conversas e negociações ocupam o centro dramático do filme – e terão um peso decisivo no desfecho dos acontecimentos. Spielberg não foge da discussão, não embeleza nem esconde os fatos. Mostra como eles se passaram.

Baseado numa obra respeitada pela pesquisa histórica, o filme exibe o presidente em reunião com seus operadores, discutindo técnicas de abordagem dos indecisos. Quando um dos presentes comenta que alguns votos vão sair mais caros, sugerindo que seria recomendável que se fizesse oferta em dinheiro, o presidente reage em silêncio – o filme deixa a cada um o direito de imaginar o que ele queria dizer com isso.

Numa das cenas finais, um veterano das campanhas abolicionistas chega a definir a abolição, explicitamente, como uma das mais belas e mais corruptas decisões do Congresso americano.

Num país atingido por esforços sucessivos de criminalização da atividade política, Lincoln é um instrumento útil para se refletir como uma mudança desse vulto foi operada num dos regimes de democracia mais ampla daquele período. Antes e depois da abolição, a política norte-americana conviveu com esquemas variados de corrupção.

A pergunta honesta e difícil que o filme evoca consiste em saber qual a melhor opção: manter o regime do cativeiro ou jogar as regras do jogo para fazer o país avançar?

Fica claro que, sem o pacote de empregos, benefícios e favores distribuídos por seus operadores – e sem uma postura política irredutível de eliminar o cativeiro – Lincoln teria entrado para a História como um presidente de ótimas intenções e péssimos resultados.

A luta contra o cativeiro não se resumiu aos bastidores de Washington nem à guerra de parlamentares republicanos e democráticos. Incluiu revoltas, fugas em massa e outros atos de insubordinação conduzidos pelos próprios escravos, que terminaram por colocar o fim do cativeiro na ordem do dia, como se vê em  Django, que se passa na mesma época. Mas a abolição precisava de uma emenda constitucional e esta mudança só poderia ser feita pelos métodos usuais da política.

Eu acho importante que Spielberg não tenha querido embelezar a história, fingindo que ela aconteceu de forma mais edificante.

Ao exibir os fatos em sua verdade e feiura, o filme em nada diminui a grandeza de uma mudança decisiva para o conjunto da humanidade. Spielberg mostra que Lincoln estava determinado a aproveitar cada brecha, cada oportunidade, para empurrar a roda da história. Esta é a lição do filme.

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

Sequestros, assaltos e aumento rápido e crescente da criminalidade, mostram que o Pará parou também em relação à segurança!

A mensagem mais abaixo circulou nas redes sociais no final de semana. É assinada por Paulo Fadul e conta um episódio vivido pelo leitor  e que só confirma o retumbante fracasso do  governo tucano de Simão Jatene também na área de segurança pública. Podem fazer propaganda dizendo o contrário: a realidade insegura e sem proteção se impõe sobre a verdade compradas em rádios, jornais e tevês! 

 Boa semana de trabalho! 

ALERTA DE SEQUESTRO (EM BELÉM). CARTA AO GOVERNADOR SIMÃO JATENE 

Sr. Governador,

Estou escrevendo para agradecer-lhe a oportunidade que o senhor me brindou neste fim de semana, em ter assuntos para conversar com meus amigos. Eu estava me sentindo excluído do grupo, pois era um dos poucos que ainda não havia sofrido um sequestro relâmpago. Mas finalmente meu dia chegou, e agora eu quero relatar como foi esse aprazível episódio. 


O senhor tem um tempinho? 

Tudo começou bem na esquina da Quintino com a José Malcher, a 50 metros do Tribunal de Contas do Estado, onde fica estacionado um carro de polícia, e que até hoje ainda não descobri se fica ali parado para evitar a entrada de bandidos no Tribunal, ou suas saídas, mas isso é outra história, que podemos tratar em outra oportunidade.

Pois bem, ali pertinho dois garotos pediram educadamente a mim, minha filha de 11 anos e duas de suas coleguinhas de escola que estavam conosco nesse final de semana, para entrar no carro, quando gentilmente logo assumiram a direção, e com a arma na cabeça de uma delas, informaram que era um assalto. Égua, até que enfim! Euzinho, sendo sequestrado. Que glória!!!!

Eles eram muito amáveis e disseram que só queriam os nossos pertences. Nossos, governador. Nossos! Não seu, não da polícia, não dos juízes que costumam soltar em 15 minutos esses bandidos, não dos que repelem a diminuição da maioridade penal. NOSSOS!!! 

E assim se foram, junto com nossas dignidades, os celulares, carteira, aliança, relógio, enfim, coisitas de  pequeno valor, para quem como o senhor mexe com orçamento bilionário, ou se comparado com o contrato da Delta. Mas com o valor de 4 vidas.

Ah, eles deixaram o meu surrado radinho de pilha que levo pro Mangueirão. E eu nem pedi. Gente boa, penso que um dia poderão até ser políticos.

Bom, continuando, tio, (esqueci de dizer, era assim que também me chamavam, e também de mano) seguimos a viagem, descendo a Rui Barbosa em direção ao Jurunas, Terra Firme, Marco, Bengui, ou em direção ao nada. Foi uma viagem muito legal, de mais ou menos uma hora – mas não sei porque eu e as meninas tivemos a impressão que durava 7 dias.

Sabe o que foi legal nessa jornada? ter que chamá-los de “Senhor”, como eles pediram. Muito legal mesmo, porque minha filha e as colegas aprenderam como se respeita uma hierarquia. Que belo momento de aprendizado.

Outro momento marcante foi quando eles tiraram a aliança do meu dedo. Nesses tempos de relação homoafetiva, finalmente experimentei como é dar uma aliança pra outro homem. É um momento sublime, quase um segundo casamento. Por falar nisso, o senhor ainda tem a sua? Já colocou no dedo de outro homem? Experimente, pode ser que goste. Mas se ainda a tem, cuide bem dela, porque faz uma falta danada no nosso dedo aquele aro que a gente usa por muitos anos, no meu caso a quase 13. A ironia, e pela primeira e única vez eu faço uma ironia nesta carta, é que estar sem aliança depois de tê-la dado ao “mano”, fez de mim e Ana um casal muito mais próximo. Mas é uma pena essa perda, pois eu estava decidido em colocá-la no penhor para fazer uma doação eleitoral pro senhor na próxima eleição. Que grande perda para sua campanha!!!!

Bom, seguimos viagem, e eu tranquilão com aquela arma mirando minha filha, que inexplicavelmente chorava, como suas coleguinhas. Logo elas, que adoram a emoção de passear em montanhas russas e insanus. O que elas achavam que podiam fazer aqueles garotos, que podiam ser seus colegas de classe? 

Mas as elas insistiam em chorar. Seus filhos choram, governador? É irritante, né? Principalmente por motivos bobos, como esse.

Sabe o que se pensa nessa hora, tio (posso chamá-lo assim, tio?) bom, eu particularmente pensava: f...., os caras vão me meter uma bala na cabeça, e eu vou acabar irritando o governador, que terá de aguentar mais uma daquelas passeatas chatas com todo mundo de camisa branca, minha foto e a palavra paz. Com direito a falar mal do governo no Fantástico, veja que injustiça, como se o senhor tivesse criado esses garotos. 

Enfim, a mesma ladainha de sempre, que tem surtido muito efeito nas políticas de segurança do nosso estado.

Mas ao mesmo tempo eu também pensava: pô, se eu levar o farelo, vou engrossar as estatísticas e o tio pode ir buscar no governo federal uma graninha para alugar mais e mais carros de polícia. Foi aí que me senti mais útil para o povo do Pará que a Rede Globo.

Tio, vou ficando por aqui, porque vou cuidar da minha filha, que insiste em estar toda estranha, como se alguma coisa grave tivesse acontecido com ela. Mas nada que um suquinho de maracujá não resolva, né?

Quero aproveitar e recomendar ao senhor essa fantástica experiência, e sugerir que dê uma volta de carro com sua família por Belém ou outro município do Pará, de dia ou de noite. Tenho certeza que vai adorar a emoção de encontrar tão amáveis “manos” pelo seu caminho. Mas tem que ir só. Não vale levar batedores, combinado?

Despeço-me pedindo perdão por atrapalhar a rotina de seus comandados, tendo que fazer BO, tirar novo RG, carteira de motoristas, etc etc etc.

Obrigado pela notável experiência e novamente desculpe-me se quase estrago seu final de semana.

Paulo Fadul

SE VOCÊ SE ACHA BLINDADO CONTRA A BANDIDAGEM DE NOSSO ESTADO, DELETE.
SE PODE SER A PRÓXIMA VÍTIMA, REPASSE POR FAVOR
Foto: ALERTA DE SEQUESTRO ( EM BELÉM). CARTA AO GOVERNADOR SIMÃO JATENE 

Sr. Governador,

Estou escrevendo para agradecer-lhe a oportunidade que o senhor me
brindou neste fim de semana, em ter assuntos para conversar com meus
amigos. Eu estava me sentindo excluído do grupo, pois era um dos
poucos que ainda não havia sofrido um sequestro relâmpago. Mas
finalmente meu dia chegou, e agora eu quero relatar como foi esse
aprazível episódio. O senhor tem um tempinho?
Tudo começou bem na esquina da Quintino com a José Malcher, a 50
metros do Tribunal de Contas do Estado, onde fica estacionado um carro
de polícia, e que até hoje ainda não descobri  se fica ali parado para
evitar a entrada de bandidos no Tribunal, ou suas saídas, mas isso é
outra história, que podemos tratar em outra oportunidade.
Pois bem, ali pertinho dois garotos pediram educadamente a mim, minha
filha de 11 anos e duas de suas coleguinhas de escola que estavam
conosco nesse final de semana, para entrar no carro, quando
gentilmente logo assumiram a direção, e com a arma na cabeça de uma
delas, informaram que era um assalto. Égua, até que enfim! Euzinho,
sendo sequestrado. Que glória!!!!
Eles eram muito amáveis e disseram que só queriam os nossos pertences. Nossos, governador. Nossos! Não seu, não da polícia, não dos juízes que costumam soltar em 15 minutos esses bandidos, não dos que repelem a diminuição da maioridade penal. NOSSOS!!! E assim se foram, junto com nossas dignidades, os celulares, carteira, aliança, relógio, enfim, coisitas de pequeno valor, para quem como o senhor mexe com orçamento bilionário, ou se comparado com o contrato da Delta. Mas com o valor de 4 vidas.
Ah, eles deixaram o meu surrado radinho de pilha que levo pro
mangueirão. E eu nem pedi. Gente boa, penso que um dia poderão até ser políticos.
Bom, continuando, tio, (esqueci de dizer, era assim que também me
chamavam, e também de mano) seguimos a viagem, descendo a Rui Barbosa em direção ao Jurunas, Terra Firme, Marco, Bengui, ou em direção ao nada. Foi uma viagem muito legal, de mais ou menos uma hora – mas não sei porque eu e as meninas tivemos a impressão que durava 7 dias.
Sabe o que foi legal nessa jornada? ter que chamá-los de “Senhor”,
como eles pediram. Muito legal mesmo, porque minha filha e as colegas
aprenderam como se respeita uma hierarquia. Que belo momento de
aprendizado.
Outra momento marcante foi quando eles tiraram a aliança do meu dedo.
Nesses tempos de relação homoafetiva, finalmente experimentei como é
dar uma aliança pra outro homem. É um momento sublime, quase um
segundo casamento. Por falar nisso, o senhor ainda tem a sua? Já
colocou no dedo de outro homem? Experimente, pode ser que goste. Mas
se ainda a tem, cuide bem dela, porque faz uma falta danada no nosso
dedo aquele aro que a gente usa por muitos anos, no meu caso a quase
13. A ironia, e pela primeira e única vez eu faço uma ironia nesta
carta, é que estar sem aliança depois de tê-la dado ao “mano”, fez de
mim e Ana um casal muito mais próximo. Mas é uma pena essa perda, pois eu estava decidido em colocá-la no penhor para fazer uma doação
eleitoral pro senhor na próxima eleição. Que grande perda para sua
campanha!!!!
Bom, seguimos viagem, e eu tranquilão com aquela arma mirando minha
filha, que inexplicavelmente chorava, como suas coleguinhas. Logo
elas, que adoram a emoção de passear em montanhas russas e insanus. O que elas achavam que podiam fazer aqueles garotos, que podiam ser seus colegas de classe? Mas as elas insistiam em chorar. Seus filhos
choram, governador? É irritante, né? Principalmente por motivos bobos,
como esse.
Sabe o que se pensa nessa hora, tio (posso chama-lo assim, tio?) ?
bom, eu particularmente pensava: fudeu-se, os caras vão me meter uma
bala na cabeça, e eu vou acabar irritando  o governador, que terá de
aguentar mais uma daquelas passeatas chatas com todo mundo de camisa
branca, minha foto e a palavra paz. Com direito a falar mal do governo
no Fantástico, veja que injustiça, como se o senhor tivesse criado
esses garotos. Enfim, a mesma ladainha de sempre, que tem surtido
muito efeito nas políticas de segurança do nosso estado.
Mas ao mesmo tempo eu também pensava: porra, se eu levar o farelo, vou
 engrossar as estatísticas e o tio pode ir buscar no governo federal
uma graninha para alugar mais e mais carros de polícia. Foi aí que me
senti mais útil para o povo do Pará que a Rede Globo.
Tio, vou ficando por aqui, porque vou cuidar da minha filha, que
insiste em estar toda estranha, como se alguma coisa grave tivesse
acontecido com ela. Mas nada que um suquinho de maracujá não resolva,
né?
Quero aproveitar e recomendar ao senhor essa fantástica experiência, e
sugerir que dê uma volta de carro com sua família por Belém ou outro
município do Pará, de dia ou de noite. Tenho certeza que vai adorar a
emoção de encontrar tão amáveis “manos” pelo seu caminho. Mas tem que ir só. Não vale levar batedores, combinado?
Despeço-me pedindo perdão por atrapalhar a rotina de seus comandados, tendo que fazer BO, tirar novo RG, Carteira de motoristas, etc etc etc.
Obrigado pela notável experiência e novamente desculpe-me se quase
estrago seu final de semana.
Paulo Fadul

SE VOCÊ SE ACHA BLINDADO CONTRA A BANDIDAGEM DE NOSSO ESTADO, DELETE.
SE PODE SER A PRÓXIMA VÍTIMA, REPASSE POR FAVOR

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2013

Em 10 anos de PT no Governo Federal, salário mínimo foi valorizado em 74% e quitamos a dívida com FMI e Clube de Paris. Uma década de grandes transformações ao povo brasileiro!

Após o planejamento para 2013, o PT já reuniu 41 municípios em reuniões regionais. Neste final de semana, estou em Altamira para Encontro Regional do PT da Transamazônica/Xingu, construindo o Projeto 2014. Por sinal, Altamira  é pura ebulição,  crescendo aceleradamente e com o comércio explodindo. Muita migração e gente chegando de todo Brasíl.

A semana que vai findando, comemora o grande ato pelos 10 anos do PT no Governo Federal. Período benfazejo ao povo brasileiro, à inclusão social. Em seus 33 anos de existência, o PT só fez bem ao país e ao sue povo!

Em 10 anos no  governo (8 de Lula e 2 da Dilma), o PT pagou as dívidas com o FMI e Clube de Paris recuperando e afirmando soberania a nação.  Reduziu a inflação de 12,5% para 6% em média e  valorizou o salario mínimo em 74% do que representava em 2002.

No  recorte abaixo, uma compração entre gestões petistas e tucanas entre 1995 a 2012. Comparação publicada no jornal Valor.

E não deixe de ouvir minha mensagem pelos 33 anos do PT e pelos avanços que o PT produziu nos 10 anos à frente do governo federal.

Bom final de semana! Final de semana que tem Re x Pa e a luta de Lyoto Machida.


quinta-feira, 21 de fevereiro de 2013

Em 2012, houve 50 assaltos a bancos, sem contar lotéricas e Correios. Governo Jatene continuará sustentando que diminuiu a criminalidade?

A criminalidade no Estado do Pará aumentou e muito de 2011 pra cá. Só a propaganda do governo Jatene é que não quer enxergar.

Mais abaixo, você vai ver a estatística dos assaltos a bancos em 2012 nas modalidades vapor, saidinha e explosão de caixas eletrônicos. Não estão incluídos os roubos às casas lotéricas, correios e outros agentes do sistema financeiro.

O banco mais assaltado foi o Banco do Brasil (27), seguido do Bradesco (11) e do BASA (9).

Será que com esse dados, o governo Jatene continuará afirmando que a criminalidade diminuiu?

O tema da falta de segurança bancária e da falta de segurança pública estará em debate neste final de semana em Marabá, no Hotel São Bento, às 19 h desta sexta-feira 22.



Vejam o descaso, e o caos na Segurança Pública, graças a incompetência do governo Jatene.

Janeiro/2012
1- 12 jan - Parauapebas/ Banco do Brasil
2- 19 jan - Belém/ Banco do Brasil
3- 20 jan -Tailândia/ Banpará
4 -30/jan/ Rondon do Pará/BASA



Fevereiro/2012
5 - 2 fev - Primavera/ Bradesco
6 - 6 fev - Placas/BASA
7- 7 fev - Santa Luzia do Pará/ Bradesco
8- 7 fev - Parauapebas/ BASA
9- 11 fev - Marabá/ BASA
10 -16 fev- Água Azul do Norte/ Bradesco


Março/2012

11- 04 mar - Belém/ Banco do Brasil
12 - 07 mar - São João do Araguaia/Bradesco
13 - 07 mar - Concórdia do Pará /Casa lotérica Caixa

Abril/2012
14- 28 abr - Canaã dos Carajás/ Banco do Brasil

15 - 29/abr/ Marabá/  Caixa Econômica Federal (CEF)


Maio/2012
16 - 1º mai - Eldorado dos Carajás/ BASA
17 - 1º mai - Eldorado Dos Carajás/ Banpará
18-  2 mai- Conceição do Araguaia/ Banco do Brasil
19 - 3 mai - Belém/Banco 24 Horas
20-  4 mai - Novo Repartimento/ Banco do Brasil
21 - 4 mai - Novo Repartimento/ BASA
22 - 4 mai - Jacundá/ Banco do Brasil
23 - 17 mai - Moju/Banco do Brasil
24 - 29 mai - Marabá/ Caixa Econômica Federal 


Junho/2012

25 - 2 jun/ Santo Antonio do Tauá/ Banco do Brasil
26 - 28 jun/ Santa Izabel/ Banco 24 Horas

Julho/2012
27 - 6 jul/ Tucumã/ Bradesco
28 - 13 jul/ Ananindeua/ Bradesco



Agosto/2012
29 - 18 ago/ Belém/ Santander
30 - 31 ago/Belém/ Banco do Brasil


Setembro/2012

31 - 11 set/ São Miguel do Guamá/ Banco do Brasil
32 – 13 set/ Santana do Araguaia/ Banco do Brasil

Outubro/2012
33-  1º out/Pau D'arco/ Bradesco
34 - 4/out/Goianésia do Pará/ Banco do Brasil
35- 15 out/Belém/Bradesco
36 - 20 out/ Bannach/ Bradesco

Novembro/2012
37 - 6 nov/ Curionópolis/ Bradesco
38- 8 nov/ São Domingos do Capim/ Banco do Brasil
39 - 9/nov/ Nova Ipixuna/ BASA
40- 12 nov/ São Miguel do Guamá/ BASA
41- 13 nov/ Capitão Poço/ Banco do Brasil
42-16 nov/ Santa Izabel do Pará/Banco do Brasil
43 -21 nov/ Canaã dos Carajás/ Banco SICRED
44 - 26 nov/ São Domingos do Araguaia/ Banco do Brasil

Dezembro/2012

45 - 2/dez/ Mojuí dos Campos/Banco do Brasil
46- 4/dez/ Santarém/ Banco do Brasil
47 -7/dez/ São Domingos do Capim/Banco do Brasil (ocorreu o assassinato de um jovem bancário).
48 -7/dez/Parauapebas/BASA
49 -17/dez/ Belém/ Santander
50 - 24/dez/ Parauapebas/ Banco do Brasil

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2013

O Pará parou também na educação. Governo tucano fracassa geral.

Da série "o Pará parou". O governo Jatene já tem o carimbo de governo do retrocesso, como tantas vezes tenho repetido. É assim na saúde, na economia, na segurança. E também na educação, como denuncia o professor Cavalcante em seu blog. 

Fatos que caracterizam o retrocesso na educação:

1) Acabou com as eleições diretas pra diretor de Escola (voltaram as indicações políticas);

2) A política de Assistência Estudantil (mesmo admitindo suas limitações) foi extinta. Os alunos ainda usam uniformes distribuidos em 2009 e 2010 pelo governo Ana Júlia Carepa;

3) O sinal do Navegapará nos laboratório de Informática foi absurdamente reduzido de 10Mb para 1Mb;

4) Extinguiu, em manobra sórdida, o Abono FUNDEB e incorporou ao salário-base pra poder atingir o piso salarial nacional dos professores;

5) Acabou com o projeto Escola de Portas Abertas;

6) Este foi o pior ano dos últimos tempos em termos de lançamento de notas e entrega dos resultados na rede estadual de ensino, foi uma esculhambação total, o sistema está sucateado... Poderia listar dezenas de outros exemplos, mas penso que esses já bastam pra ilustrar a situação.

terça-feira, 19 de fevereiro de 2013

O Pará parou também na saúde. De 10 itens da agenda mínima, só tem 1 feito.

O Pará parou, tenho repetido muitas vezes. Parou na segurança, parou na economia e parou na saúde, como bem demonstra o post do Waldir Cardoso, que é do PPS e está na base de apoio do Governo Jatene.
Em seu blog ele lista os 10 pontos da dita agenda mínima e indaga:

A quantas anda a implementação da agenda mínima da saúde? É o que este post pretende provocar. Vamos buscar a resposta juntos! Olhando de fora me parece que o Centro de Hemodiálise, funcionando na rua dos Mundurucus, foi a única das 10 iniciativas que já foi concluída. E as outras?

1) Construção de dois hospitais regionais (R$ 120.000.000,00)
2) Implantação de 10 UPAs nas mais diversas regiões (R$ 30.000.000,00)
3) Reestruturação e requalificação de 20 hospitais municipais (R$ 90.000.000,00)
4) Implantação de 3 novos Centros Especiais para Dependentes Químicos (R$ 15.000.000,00)
5) Conclusão e equipamentos para o novo Hospital da Santa Casa (R$ 100.000.000,00)
6) Conclusão e equipamento do Hospital Oncológico (R$ 50.000.000,00)
7) Implantação do Centro de Hemodiálise (R$ 10.000.000,00)
8) Interiorização do Hemopa ( R$ 12.000.000,00)
9) Ampliação e novos equipamentos para o Hospital Ofir Loyola (R$ 40.000.000,00)
10) Reforma, equipamentos e adequação do Hospital Abelardo Santos (R$ 20.000.000,00)

Total  a ser investido: R$ 487.000.000,00

Isto é um claro retrocesso em relação ao governo anterior capitaneado pela ex-governadora Ana Julia Carepa, do PT. Sensível ao apelos da sociedade civil organizada, a governadora instituiu um apoio financeiro mensal aos municípios – fundo a fundo – para ações de atenção primária mediante o atingimento de metas definidas de forma pactuada. É o que nós chamávamos de “pabinho”. Corruptela do PAB – Piso da Atenção Básica – repassado pelo governo federal aos municípios. O governo Jatene suspendeu o repasse do pabinho sem maiores explicações perdendo a oportunidade de discutir e induzir ações de atenção primária.

Leia todo o artigo clicando aqui.

Meus sentimentos à família e amigos do ex-governador Almir Gabriel!

Meus sentimentos, minhas condolências aos familiares e amigos do ex-governador Almir Gabriel, que faleceu hoje pela manhã.

Paz à sua alma!

Apresento hoje na ALEPA requerimento para diligência à obra de Belo Monte e caso de escravas sexuais

Apresentarei hoje na ALEPA - Assembleia Legislativa do Pará, o requerimento para diligência à obra de Belo Monte por deputados e deputadas e posterior tomada de providências sobre a existência de escravas sexuais traficadas para boates nos canteiros de Belo Monte.


Voltarei a este assunto.

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2013

Quem sumiu com os equipamentos da Bacia do Una? A vereadora Ivanise aprovou requerimento na Câmara de Belém para apurar as responsabilidades devidas.

A vereadora do PT de Belém, Ivanise Gasparim aprovou hoje abertura de CPI para apurar responsabilidades nos alagamentos em Belém. A CPI vai saber quem deu sumiço aos equipamentos necessários à manutenção da Macrodrenagem do Una/Belém. Sem a manutenção, a população da área fica sem pai nem mãe, especialmente neste inverno que tanto tem chovido!


Em seu blog, a vereadora Ivanise conta tudo. 


Pará parou e Puty mostra isso artigo demolidor. E a criminalidade desenfreada revela total falta de investimento e valorização das polícias Civil e Militar!

Manchete do jornal Diário do Pará de ontem estampa a constatação cruel da quase inexistente segurança pública.  Em apenas 45 dias na Região Metropolitana de Belém houve 100 assassinatos violentos. Uma média de 2 por dia. E nas últimas 48 horas,11 assassinatos em  só na Grande Belém.

Em Canudos, Fernando Melo Pereira de 42 anos foi alvejado 7 vezes e morreu na Av. Ceará. No Atalaia, Carlos Alexandre Reis, de 35 anos foi assassinado por volta de 19:30 h do último sábado,16. Em Benevides, Fábio de Jesus Sena de 19 anos foi executado a tiros por 2 desconhecidos. No Jardim Sevilha, em Bleém, mulher de 18 anos foi baleada com dois tiros dentro de casa. Em Castanhal, proprietário e 2 empregados de um açougue foram colocados dentro de câmara frigorífica por bandidos.

A manchete no Diário do pará de ontem. E no final de semana, mais 11 assassinatos.


O que isso revela?

Falta de políticas públicas para a juventude e de investimento e valorização das polícias civil e militar. Concursos para aumento de efetivos se arrastam. Sem esse efetivos, as polícias não dão conta do combate à criminalidade.

O fracasso do governo Jatene na segurança pública expõe toda a população!

Mas não só na segurança pública o governo tucano de Jatene falhou. Na economia, como um todo, há uma paralisia do governo, o que venho afirmando há tempos e que o deputado federal Cláudio Puty demonstra em artigo demolidor publicado em seu blog. O Pará parou!

Leia o artigo do Puty:

A paralisia do atual governo do Pará 

  • Governo Jatene tem a menor relação investimento/receita efetiva dentre todos governos dos últimos 25 anos. 

  • O governo está parado. Quem diz são os números divulgados pelo próprio governo  do Pará. 

  • A arrecadação bate recordes e não há capacidade de gestão para se executar os recursos. É a gestão da preguiça.


O Governador Simão Jatene já cumpriu mais da metade de seu governo e o saldo é, no mínimo, preocupante: a se deduzir da pífia capacidade de investir, o Pará está quase parado, com um presente que sacrifica o cidadão em áreas essenciais.

Dados oficiais do Portal da Transparência, do próprio Governo do Estado, ilustram a pouca capacidade de gestão do atual governo. Para maior clareza, comparem-se os investimentos do atual governador com os de sua antecessora, Ana Júlia Carepa.

Em quatro anos de governo, Ana Júlia investiu um total de R$ 3,6 bilhões, média anual de R$ 892,7 milhões. Jatene, no biênio 2011/2012 (números considerados até outubro de 2012) teve média anual de investimento de R$ 512 milhões – apenas 57,4% da média do governo anterior.

O pico dos investimentos do governo Ana Júlia aconteceu justamente no último de governo, 2010: R$ 1,3 bilhão. Ou seja: 71,5% mais do que a média anual do governo Jatene, isso sem considerar qualquer correção monetária.

Uma análise mais profunda dos números indica que a paralisia de investimentos não se deve à escassez de recursos, e sim à falta de competência na gestão.

A receita efetiva média, nos quatro anos do governo Ana Júlia, foi de R$ 10,1 bilhões anuais. Dessa receita, se conseguiu investir por ano a média de R$ 892,7 milhões. Já o governo Simão Jatene, em 2011, dispondo de uma receita muito maior (R$ 13 bilhões), investiu apenas R$ 552,4 milhões. Para igualar o desempenho anual de Ana Júlia, ele deveria ter investido R$ 1,1 bilhão – quase o dobro do que investiu.
Comparemos agora o segundo ano de cada governante.

A receita efetiva do Pará em 2008 foi de R$ 9,7 bilhões. Desta receita, o goveno Ana Júlia investiu R$ 919,1 milhões. Em 2012, segundo ano do governo Jatene, a receita até outubro já é R$ 12,6 bilhões. O investimento, no entanto, despencou ainda mais: apenas R$ 472,6 milhões. Para se ter uma idéia do desastre, o governo Jatene deveria ter investido, para igualar a performance do governo Ana Júlia, R$ 1,2 bilhão: 2,5 vezes mais do que conseguiu investir.

A redução nos investimentos significa, primeiro, que o governo do Estado não deu continuidade a projetos de médio e longo prazo e também que não consegue implantar projetos novos de expressão.
A pífia relação entre receita e investimento (a menor da história do Pará desde a ditadura militar) significa, de forma direta, que a infraestrutura do Estado piora, se deteriora: as escolas, o sistema de saúde, as estradas, a habitação. Além de sucatear o que já existe, o não-investimento significa que não se realizam obras estruturantes, justamente aquelas que garantiriam um novo patamar no futuro: estrutura para atrair indústrias e gerar empregos, aumento na área de qualificação e profissionalização, com reflexos na geração de emprego e aumento de renda, entre muitas outras.

Outros números oficiais do Portal da Transparência escancaram o quadro assustador do atual governo.
As operações de crédito são uma forma de os governos aumentarem os recursos com o fim específico de investir. Em quatro anos, o governo Ana Júlia mobilizou em operações de crédito R$ 1,59 bilhão. Desse total, executou 23,7%. Significa que elaborou projetos de médio prazo, e executou 23,7% do total afiançado, daí o número expressivo de recursos investidos e garantidos para investimentos.

Já o governo Jatene executou, em 2011, apenas 2,3% dos recursos mobilizados. Significa que a máquina do governo está parada, emperrada. Vejam-se outros dois números: em 2007, primeiro ano do governo Ana Júlia, se mobilizou R$ 108,4 milhões em operações de crédito. Em 2011, primeiro ano do governo Jatene, esse valor despencou para R$ 42,4 milhões. Ou seja – não houve novos projetos capazes de assegurar o incremento de recursos. A comparação do segundo ano dos dois governos é ainda mais díspare. Em 2007, o governo do PT mobilizou R$ 133,3 milhões e executou 8,1%; o atual governo do PSDB, até outubro, conseguiu apenas R$ 23,1% e executou só 0,8% - isso mesmo, 0,8%!

Um escândalo que se deve a dois fatores preponderantes: uma flagrante  incompetência para governar; e o fato de que o atual governo está em desencontro com os principais projetos do governo federal,  penalizando ainda mais o nosso estado.

*Deputado Federal (PT/PA)

sábado, 16 de fevereiro de 2013

Bom final de semana e confira a agenda de lazer em Belém.

Neste final de semana, participo dos encontros do PT fazendo análise de conjuntura política e 2014.  Em Belém hoje e na próxima segunda na região do Marajó, com lideranças do Partido, PT.

O blog faz a tradicional pausa do final de semana. Voltamos na segunda-feira. Pra quem fica em Belém, algumas dicas de lazer.
Bom final de semana e clique aqui ou  veja na aba ao lado minha mensagem que sai nas rádios do Nordeste paraense hoje e que trata sobre o projeto de lei que dá acesso aos alunos de escolas agrárias.

Cinema
Olympia
-Sábado ): 'Um punhado de bravos' (1945),às 18h30, com entrada franca. 
 -Domingo (17): 'Johnny vai à guerra' (1971), de Dalton Trumbo

Líbero Luxardo
-O Cine Líbero Luxardo exibe este mês o “O Som ao Redor”, de Kleber Mendonça Filho e
“Django Livre”, do diretor americano Quentin Tarantino. Na programação, as sessões ocorrem de quarta a domingo, às 18h e 20h30. A programação segue até o próximo dia 24. Ingressos: R$ 8 (meia para estudantes).

Cine Estação - Teatro Maria Sylvia Nunes
 -Domingo (17) às 10h, 18h  e 20h30  - “O Porto” De: Aki Kaurismäki.

Música na Estação

16 fev sábado
 Armazém 1 - Marquinhos Melodia - 13h
 Armazém 1 - Carmem Piani - 20h30
 Armazém 1 - Beatles Forever - 22h45
Armazém 2 - Yanna Cardoso - 12h30
Armazém 2 - Ewerton Diniz - 20h
 Armazém 2 - Adriano Aires - 22h15

17 fev - domingo
Armazém 1 - Beto Meireles - 13h
 Armazém 1 - Rogério Almeida - 20h
 Armazém 2 - Felipe Rosa - 12h30
 Armazém 2 - Ronys do Vale - 20h

sexta-feira, 15 de fevereiro de 2013

Consórcio construtor de Belo Monte deve explicações sobre caso das escravas sexuais traficadas. A boate está na área da usina!

Conforme aunciei no twitter e confirmei no blog, na sessão de terça-feira próxima da ALEPA - Assembleia Legislativa do Pará, apresentarei requerimento para diligência à obra de Belo Monte por deputados e deputadas e posterior tomada de providências.


Diante da informação, dois leitores comentam no post O caso das escravas sexuais traficadas do sul do país para Belo Monte põe em xeque o controle governamental da obra. Proporei imediata diligência à obra.


Os comentários:

  • Parabéns, deputado pela AÇÃO, já ! Afinal, se arapongas requisitados faziam, disse faziam, estatísticas na SSP/PA que de nada serviam, na prática, agora pelo menos teremos ação prática em busca de resultados a serem cobrados do Executivo.  
  • Deputado, precisamos fazer o controle social dessas obras, sabemos o quanto os grandes projetos são importantes para o desenvolvimento do País, mas é necessário que este desenvolvimento estrutural venha acompanhado de direitos humanos, de respeitos aos povos que residem nos locais dessas grandes obras. Soube que o delegado responsável ainda está verificando se o caso pode ser enquadrado como tráfico de pessoas, será que ainda vai se tentar buscar outra justificativa para se manter estas mulheres nesta boate? #DiligênciaJá

E como disse em meu twitter, o consórcio construtor de Belo Monte deve explicações nesse caso das escravas sexuais traficadas. Afinal, como disse a conselheira tutelar Lucenilda Lima, "para chegar à boate foi preciso atravessar o canteiro de Pimental, um dos principais da usina. “Foi uma burocracia na entrada para a gente conseguir passar. E lá mesmo toda hora passavam os carros e tratores de Belo Monte, então eu considero que a boate está na área da usina”.

Sobre a situação das mulheres na boate, a adolescente que se abrigou no Conselho Tutelar diz: “Eles ligavam o ar condicionado só por uma hora. A gente tinha que trabalhar 24 horas por dia; quando tinha cliente, tinha que atender. De comida, tinha almoço e janta. Se você estava trabalhando na hora do almoço, tinha que esperar a janta. Se desse muita fome, a gente tinha que comprar um lanche. O gerente da boate dizia que a gente só poderia sair depois de pagar todas as dívidas, e que nem adiantava reclamar porque ninguém ia nos ajudar, ele era amigo da justiça e nunca ninguém ia fazer nada contra ele. Mas ele disse que se a gente falasse, eles iam atrás dos nossos filhos e parentes lá no Sul.” 

A Polícia Civil do Pará teria encontrado outro prostíbulo nas mesmas condições com mulheres escravizadas nas imediações de Belo Monte.

Por sinal, indago à Polícia: por que ainda nao prenderam o Sr. Adão Rodrigues, dono do prostíbulo, que afirma ao jornal Diário do Pará que está em casa?

Por fim, destaco ainda no noticiário do Amazônia Jornal:


Polícia Federal enfrenta dificuldades para investigar o crime


A Polícia Federal tem doze investigações em andamento no Pará relacionadas ao tráfico internacional de pessoas. A informação é do delegado da Polícia Federal Uálame Machado. Ele acrescenta que destas investigações, dez são de tráfico no Suriname e duas de tráfico para a Europa. Segundo o delegado, as pessoas traficadas no Pará e em outros estados do País são mulheres que moram na periferia, têm de 18 a 25 anos, estão desempregadas e têm baixo grau de escolaridade.

"O sul do Pará, a periferia da Região Metropolitana de Belém e a ilha do Marajó são os locais escolhidos pelos traficantes para conseguir as pessoas. Eles levam as meninas ou os travestis para o Suriname. É o que a polícia tem verificado e investigado nos últimos anos", disse.

Ele acrescenta que a polícia encontra dificuldades quando começa a investigar o crime de tráfico humano. "Há dois tipos de vítima: a que sabe que vai se prostituir e a que não sabe. Quando vão tirar passaporte, elas sempre dizem que estão indo para os locais para trabalhar como garçonete. Quando a família faz a denúncia, querem apenas que a pessoa traficada retorne e esquecem que podem ajudar a desarticular uma rede de tráfico humano. Quando a pessoa traficada retorna, ela não vem na polícia contar o que viveu, o que passou lá, onde ficava a boate", disse o delegado.

Ele ainda alerta para a ação desses aliciadores. "Se a pessoa oferecer emprego fácil e um dinheiro alto para você trabalhar em outro país, desconfie".
As pessoas podem fazer denúncias de tráfico humano pelos telefones 194 (Polícia Federal) e 181 (Polícia Civil).

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2013

O caso das escravas sexuais traficadas do sul do país para Belo Monte põe em xeque o controle governamental da obra. Proporei imediata diligência à obra.


É urgente uma ação efetiva em Belo Monte, em que escravas sexuais, vítimas de tráfico humano foram encontradas em  prostíbulo, este funcionando próximo aos canteiros de obras de Belo Monte, em Altamira.Pará.

E uma ação em defesa do Pará, do povo do Pará: nos prometeram obras com cuidados sociais e ambientais. Cadê? Não podemos continuar sendo tratados como almoxarifado do Brasil. O Pará continua sendo vítima dos grandes projetos sem os devidos cuidados sociais e ambientais.


O enredo do caso em Belo Monte retrata o quadro de completa negligência/envolvimento de gerentes/dirigentes da obra. E esse caso de escravas sexuais traficadas do sul do país para Belo Monte envergonha o Pará e põe em xeque o controle governamental da obra, revela grave descontrole.



Na sessão de terça-feira próxima da ALEPA - Assembleia Legislativa do Pará, apresentarei requerimento para diligência à obra de Belo Monte por deputados e deputadas e posterior tomada de providências, conforme já adiantei em meu twitter. 

Clique aqui e leia  toda a notícia da desarticulação do esquema de tráfico de pessoas em Vitória do Xingu, feita pela Polícia Civil,  a partir da denúncia que uma adolescente de 16 anos fez ao Conselho Tutelar em Altamira.Pará, após conseguir fugir do prostíbulo.

Com o dilúvio de ontem, população de Belém sente o impacto da negligência criminosa do poder público

Muito bom dia! E ainda bem que hoje Belém amanheceu sem chuva, após o temporal de horas seguidas que caiu ontem sobre a cidade, alagando e deixando famílias no desespero. No vídeo mais abaixo, numa entrevista ao vivo feita pela TV Liberal/Globo, uma moradora muito desalentada informa que a água levou tudo: camas, roupas, móveis e até o banheiro. Assista.

Como disse ontem em meu twitter, minha solidariedade aos moradores vítimas de alagamentos por omissão, negligência e irresponsabilidade de governantes de Belém. 

Na próxima semana, em sessão da ALEPA - Assembleia Legislativa do Estado do Pará, será apresentado o relatório da Comissão Externa que presido na Alepa  e que trata da Macrodrenagem do Una. Os alagamentos na Pedreira e na Bacia do Una são o reflexo da negligência criminosa do governo (?!) Duciomar que não realizou as manutenções.

Durante os 8 anos em que foi prefeito de Belém, Duciomar deixou, criminosamente, se deteriorarem as comportas do Jacaré e Una e não realizou as obras complementares. Em quase uma década, desviou equipamentos adquiridos para realizar as manutenções dos canais que assorearam e foram tomadas pelo mato.

Aproveito para parabenizar a vitoriosa Vila Isabel, vencedora do carnaval do Rio de JaneiroE também para homenagear os profissionais radialistas no seu dia, O Dia do Rádio. N aminha opinião, o rádio é o meio mais democrático meio de comunicação.

Não deixe de assistir ao vídeo da entrevista ao vivo da TV Liberal:



Do blog da Franssinete Florenzano, algumas fotos do que foi o dilúvio que caiu ontem sobre Belém:


Santa Maria do Grão Pará

 Foto: Olga Silva



Fotos: Belém Trânsito

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Se souber ou presenciar a exploração sexual de crianças e adolescentes, não desvie o olhar! Bom Carnaval e até 5ª-feira!

Ótimo carnaval, divirta-se muito, mas se for dirigir não beba. Tem ótima folia em cada município do Estado, com destaque para Cametá, Tucuruí, Bragança, Vigia, Curuçá, dentre tantos outros. Tem samba no pé e carnaval pra quem quiser sambar! E quem preferir ficar em Belém, há a opção de bons filmes, shows, além do merecido descanso no feriadão.


E já está no ar a excelente campanha "Não Desvie o Olhar”, que aborda a urgente necessidade de combate à exploração e abuso contra crianças e adolescentes. 

Criada pela Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da República, a campanha conscientiza e estimula a sociedade a denunciar casos de violência contra menores.

Caso você presencie alguma violação, denuncie: procure o Conselho Tutelar ou ligue 100. A campanha “Não Desvie o Olhar” será realizada ao longo de todo carnaval, com divulgação em blocos, bailes e no Sambódromo.

Em 2012, o Disque 100 recebeu 250 mil telefonemas, sendo quase 160 mil denúncias de violência contra crianças e adolescentes, como abuso e exploração sexual. Fique atento e participe!

Voltamos na quinta-feira!



sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Pará parou: a produção industrial é negativa. Belém é a 8ª cidade mais violenta do mundo.

Belém a oitava cidade mais violenta do mundo. Explodem assaltos, sequestros, execuções e assassinatos. E o piloto sumiu!

Não só a capital do Pará está seriamente afetada por insegurança e violência. Essa mazela afeta todo o Estado, que teve ainda a  produção industrial negativa em 2012. Em dezembro/2012, a queda foi de 3,4% em comparação com 2011, segundo dados do IBGE - Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. 

As atividades industriais com as maiores quedas: metalurgia (-13,7) atividades madeireiras(-20,5%) alimentos e bebidas(-3,6%).

E como se não bastasse, por falta de projetos o Pará fica sem Centros de Economia Solidária. Nenhuma das 144 Prefeituras paraenses se apresentou. 

Conclusão óbvia: sob gestão tucana, o Pará parou! 


Clique na imagem abaixo para ler toda a reportagem.
Sob gestão tucana, o Pará parou!



quinta-feira, 7 de fevereiro de 2013

Correios, São João da Ponta e visita de tuiteiro: a agenda sócio-política diversa e bem animada!

A agenda social tem sido intensa e animada.  Dia 25, participei das comemorações dos 350 anos dos Correios. Parabéns à categoria dos Correios, ao Sindicato dos Trabalhadores, à direção e à empresa !
Na festa dos 350 anos dos Correios.

Com companheiros do PT e dririgentes dos Correios. Fotos: Francisco Souza.


 Visita do prefeito Nelsão, de São João da Ponta
Recebi em meu gabinete o companheiro Nelsão - PT Prefeito de São João da Ponta, acompanhado do Secretário de Saúde, Auro Corrêa e da sua Assessora Nilda. Nelsão e equipe lá estiveram para tratar sobre a saúde no município.

Prefeito Nelsão, de São João da Ponta.
  Quando os tuiteiros se encontram
Leonardo,  tuiteiro e orcedor Paysandu

Conversei em meu gabinete com o tuiteiro Leonardo Gomes que na rede social é @leonard_feliph. Uma conversa descontraída sobre política, redes sociais entre tuiteiros que no futebol estão sempre em arquibancadas diferentes: Leonardo é Papão e eu sou Leão!

O fracasso do governo Jatene na segurança pública começa em casa: 30 PMs assassinados!

Como disse em meu twitter, governos do PSDB de SP e DEM(O) de SC sob cerco do crime organizado. Fracassaram no controle da ordem pública.

Aqui no Pará também há um retumbante fracasso da segurança pública, fato denunciado sistematicamente pelo meu mandato, neste blog e agora estampado em reportagem do jornalista Dilson Pimentel e publicado no jornal "O Liberal". Desta vez, a denúncia feita por associações de policiais militares que já houve o assassinato de 30 PMs no Pará. 

Mais abaixo, você vai ler o texto da blogueira Franssinete Florenzano que evidencia o Pará parado: o MP entrou na justiça para que o Estado do Pará recomece as obras do centro oncológico pediátrico, que tinha término previsto para 31.dezmbro2012... e nada. 

Boa quinta-feira, bom trabalho!

A denúncia da insegurança pública em relação aos PMs
Associações de policiais militares denunciam os assassinatos de PMs, no Pará. E dizem que o Estado não dá segurança àqueles que têm a missão de proteger o cidadão. O Comando da Polícia Militar contesta o número de mortes e cita as ações para melhorar o trabalho dos policiais em todo o Estado. Reportagem publicada em O Liberal. Texto: Dilson Pimentel. Foto: Frederico Mendonça.

Clique na imagem para ler toda a reportagem.

Blog da Franssinete:
HOL, Sead e Polícia na mira do MPE-PA

O promotor de justiça da Infância e Juventude Ernestino Roosevelt Silva Pantoja, em ação civil pública contra o Estado do Pará, requereu medida liminar para obrigar o reinício imediato das obras do centro oncológico pediátrico do Hospital Ofir Loyola, cujo término estava previsto para o dia 31.12.2012. O Ministério Público constatou que as obras estão paradas desde o ano passado, sob alegada ampliação de leitos, o que não foi comprovado. No dia 27.11.2012 foram requisitadas informações, mas até hoje o MP aguarda a resposta.

Por sua vez, a promotora de justiça de Direitos Constitucionais Fundamentais, Defesa do Patrimônio Público e Moralidade Administrativa, Elaine Castelo Branco, expediu recomendação à Sead e à Polícia Civil em relação ao concurso público nº C-160 e C- 161, para tomada de todas as providências necessárias a fim de garantir os direitos dos candidatos inscritos no concurso anulado. O não cumprimento poderá caracterizar ato de improbidade administrativa.

Foi instaurado procedimento preparatório para apurar possíveis irregularidades no concurso para o preenchimento de vagas para delegado, escrivão e investigador. Com a anulação do concurso, já foi publicado no DOE do dia 25.01.2013 o edital nº 01/2013-SEAD-PA oferecendo vagas para os cargos de delegado, investigador, escrivão e papiloscopista.

 Leiam aqui a recomendação na íntegra.