PROPINODUTO TUCANO

Saiu na Folha (*):

LOBISTA CITADO PELA SIEMENS É INVESTIGADO DESDE O ANO DE 2009


FLÁVIO FERREIRA
CÁTIA SEABRA

Um lobista investigado pelo por envolvimento num esquema de propinas é apontado em documentos em poder do Cade (Conselho Administrativo de Defesa Econômica) como intermediador do cartel que atuou em licitações para manutenção de trens urbanos de São Paulo.

Em 2009, o consultor Arthur Gomes Teixeira teve os sigilos bancário e fiscal quebrados pela Justiça em ação apresentada pelo promotor Silvio Marques, do Ministério Público estadual.

(…)

No mês passado, a Siemens delatou às autoridades antitruste brasileiras a existência de um cartel –do qual fazia parte– em licitações de trens e metrô de São Paulo.

Em troca, a empresa assinou um acordo de leniência, que pode livrá-la de punição ao fim da investigação.

Segundo relatório da Siemens entregue ao Cade, um de seus executivos foi abordado por Arthur Teixeira para participar de uma reunião, em 2001, com empresas interessadas na concorrência.

Estiveram no encontro representantes da Mitsui, Alstom, CAF, Bombardier e Temoinsa. Ontem, as empresas não se manifestaram.

Nessa reunião, um executivo da Siemens foi “informado que a empresa seria a vencedora” de uma licitação.

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Comentários

Anônimo disse…
O DETRAN, desde o primeiro governo do jatene, privatizou a sua área de exames médicos e psicológicos para obtenção da Habilitação. Do início do contrato até hoje, esse setor é monopolizado pela empresa CLIMEPT. E o que causa surpresa é que após cinco anos reinando absoluto, repassando apenas cerca de 10% de seus lucros para a generosa autarquia e funcionando nas dependências dos DETRAN ( os alugueis, conta de água e energia dos prédios são pagos pelo DETRAN), novamente foi contratada com dispensa de licitação pela bagatela de 19 milhões. Ou seja, além de entregar uma área estratégica de segurança pública que é de responsabilidade do estado, pois lida com a segurança do trânsito, ainda repassa recurso público para uma empresa que além de exercer monopólio, ainda lucra duas vezes. O outro lado as moeda é o precário serviço prestado, quando constatamos as deficiências na qualidade dos condutores de veículos e o elevado grau de violência em que se encontra o trânsito no estado do Pará. Pois, quais são os critérios utilizados para seleção dos profissionais que atuam nessa empresa, já que sequer há uma área de acompanhamento ou auditoria da autarquia nesse setor? Há algum mecanismo de avaliação nas prestações de seus serviços? Por força dos interesses comerciais que se sobrepõe à política de estado e social, ainda tem a possibilidade do desgraçado tráfico de influência na relação temerária entre as direções do DETRAN e CLIMEPT. Com a palavra: MPE, Imprensa e Justiça...