quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

Celpa foi vendida pelos tucanos por R$ 450 milhões e agora pede recuperação judicial. Privatizar pra quê?

Na imagem acima, a informação de hoje de O Liberal: Celpa entra com pedido de recuperação judicial, antiga concordata. Na próxima terça-feira 7, o presidente da Assembleia Legislativa do Pará -ALEPA, Manoel Pioneiro, acompanhado de todos os líderes partidários, ouvirão as explicações da Rede Celpa acerca do pedido de recuperação judicial e como ficará o abastecimento de energia no Pará. 

O companheiro Zé Maria, líder do PT na Casa, estará presente nessa audiência com as indagações da bancada do PT sobre essa criminosa privatização do setor elétrico, de abastecimento de energia, em que o Estado se eximiu da sua responsabilidade, vendeu a Celpa por R$ 450 milhões de reais, não manteve a necessária fiscalização sobre a Rede Celpa e agora quem vai sofrer mais ainda é o povo do Pará.

Em seu blog, a jornalista Franssinete Florenzano diz: O acionista majoritário do grupo, Jorge Queiroz Jr., tenta vender, sem sucesso, seus 54%. O preço e os riscos regulatórios têm desencorajado possíveis compradores. Ninguém vai estranhar se o Estado precisar assumir de novo a responsabilidade pelas linhas de transmissão.

Uma Assembleia Geral Extraordinária da Rede Energia está convocada para 19 de março, para discutir alternativas de superação da crise da companhia.



Insegurança pública: governo Jatene unifica dados de homicídios para tentar diminuir a estatística da violência

Venho denunciando que o governo Jatene está maquiando os dados oficiais da insegurança pública, para tentar calçar com falsas estatísticas a imagem de que o Pará não está em colapso, também em termos de segurança. Ontem, o comentarista José Celes confirmou a denúncia que tenho feito e mostrou a forma como o governo Jatene, através da Secretaria de Segurança Pública, está diminuindo as ocorrências de homicídios, unificando-as. Exemplo: a chacina de Icoaraci, com seis mortes, foi anotada como uma única morte.

É frustrada essa tentativa de esconder o sol com a peneira, pois a trágica insegurança que vive o povo do Pará está escancarada e não tem maquiagem que dê jeito. Mas a maquiagem e qualquer subterfúgio do tipo serão denunciados, porque é uma fraude contra o povo do Pará e contra a democracia.

Leia o comentário que foi feito no post  Insegurança pública: mulheres, jovens e crianças as maiores vítimas do carnaval:


 Deputado,

O Governo Jatene, através da SEGUP, levianamente, faz a unificaçao dos registros de casos com mais de uma morte.

Exemplo: no caso da Chacina de Icoaraci, com seis mortes, foi anotada como uma única ocorrência. 

Um absurdo.

Pois essa manobra serve para diminuir o número de mortes por homicídios nas falsas estatísticas tucanas.

Seria bom V.Exa. denunciar essa patifaria. É a mesma, jogada de São Paulo.

José Celes

Prefeitura de Belém trata pobres com desrespeito no recadastramento do Bolsa Família





A imprensa toda mostrou a falta de respeito da prefeitura de Belém para com os pobres do Bolsa Família que por duas noites seguidas dormiram na fila  quilométrica para fazer o recadastramento do Bolsa Família. A prefeitura poderia ter informado com antecedência a prorrogação de prazo para 29 de março, via rádio e tv. Poderia ter distribuído senhas. Poderia ter tratado os mais pobres com o respeito e atenção que merecem. Mas o que aconteceu foi um tratamento injusto, desigual.
 
É com essa desumanidade que o prefeito Duciomar trata os mais pobres e os que mais precisam de atenção do Estado. Denunciei isso em meu twitter.


A seguir, a notícia no DOL

Recadastramento do Bolsa-família acaba em confusão
Beneficiários madrugam e muita gente fica sem senha. Prazo para atualização de dados vai até 29 de março.

A manhã de ontem foi de muita confusão durante o recadastramento de famílias que recebem o Bolsa Família. Quem foi até o local encontrou uma fila quilométrica, formada por beneficiários de Belém e municípios próximos que queriam fazer o recadastramento, ou a transferência da bolsa.

Desde a madrugada, a movimentação era intensa. Muita gente dormiu na fila. Na hora da distribuição das senhas, houve bate-boca e corre-corre, já que apenas 280 foram distribuídas. Algumas chegaram a pular os portões de acesso e tentaram entrar a força, mas foram impedidos pela segurança do local.

A dona-de-casa Alessandra de Oliveira levou a filha de 9 anos para a fila. Ela estava desde às 5 horas com um pacote de bolachas e água ela disse que não sairia de lá enquanto não fizesse a atualização do seu cadastro. “Já vim aqui na sede 2 vezes para fazer a transferência da bolsa, mas não fui atendida porque nunca consegui pegar senha hoje já pegue a senha, só espero ser atendida”.

Quem passou a noite inteira na fila foi a dona de casa Mônica Pinto, ela chegou na fila as 7 horas da noite anterior, pegou chuva e passou a noite em claro e ainda pegou a senha de número 58, para ela esse tipo de sacrifício é necessário pela necessidade da bolsa que ela recebe. “Tenho dois filhos, Estou aqui por eles mesmo, porque eles precisam desses dinheiro”. Só na manhã de ontem passaram mais de mil pessoas pela sede do Bolsa Família que fica na passagem Maria da Graça, 565, ao lado da Delegacia de Meio Ambiente, na rodovia Augusto Montenegro.

Segundo a coordenadora do Bolsa Família de Belém, Maria das Neves Alves, já foram recadastradas 27 mil famílias e que hoje não há mais a necessidade das pessoas passarem a noite no local, já que são distribuídas 280 fichas diárias e o prazo foi prorrogado. “A fila quilométrica de hoje (ontem) se deu por conta do término do prazo que seria até o dia 29 de fevereiro, mas como foi prorrogado, o interessante é que a pessoa tente chegar cedo e aguarde para receber a ficha”, explica.

Para fazer o recadastramento a pessoa precisa ter recebido o aviso da Caixa Econômica Federal, e quem não recebeu o aviso, significa que não existe a necessidade da realização do recadastramento.

NOVO PRAZO

O prazo de atualização cadastral dos beneficiários do Programa Bolsa Família foi prorrogado por um mês. Os municípios deveriam concluir o cadastramento até esta quarta-feira, mas agora terão o prazo estendido até 29 de março.

De acordo com o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome, a adoção de um novo sistema de senhas deixou o Cadastro Único indisponível por duas semanas, por isso a necessidade de adiamento. Segundo o ministério, 729 mil famílias tiveram o pagamento do benefício bloqueado no início de 2012 por falta de atualização cadastral. Elas não terão o benefício cancelado caso façam a revisão até 29 de março.

O Bolsa Família atende mais de 13 milhões de famílias em todo território nacional. A depender da renda familiar por pessoa (limitada a R$ 140), do número e da idade dos filhos, o valor do benefício recebido pela família pode variar entre R$ 32 a R$ 306. (Diário do Pará com informações da Agência Brasil).

terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Gervásio Morgado em mais um atentado contra o povo de Belém

Clique na imagem abaixo para ver os nomes dos vereadores da Câmara Municipal de Belém que votaram SIM, aceitando a inversão de pauta proposta pelo vereador Morgado. Pela inversão de pauta, entra em debate e votação a escandalosa proposta do vereador de construir prédios de até 40 andares na Almirante Barroso, desde o bairro do Souza até o Castanheira e Entroncamento. Muda o gabarito de construção, sem qualquer debate com a cidade, com a população, só ao apetite das construtoras e da especulação imobiliária. Quem votou SIM votou contra a população de Belém. Toda a bancada do PT votou NÃO).

Na internet, corre esta petição pública contra o projeto e saiba mais detalhes nos textos abaixos, do blog da Franssinete, do professor Cavalcante e do Diário on line:


No blog da Franssinete:
Atentado contra Belém
A população de Belém não aguenta mais os abusos praticados pelo quase ex-vereador Gervásio Morgado(PR) e está mobilizada para evitar que mais um projeto nefasto de sua autoria prejudique Belém.

No Facebook, corre uma petição pública, já protocolada na Câmara Municipal de Belém, alertando sobre as irregularidades do projeto de sua autoria aumentando o gabarito para construções no Entroncamento, bairro mais crítico no trânsito de Belém. O documento ressalta os impedimentos legais - fere o disposto na Lei 8.655/2008 (Plano Diretor Urbano de Belém) e morais (esses parecem não interessar a maioria dos vereadores).

Foi tentada a aprovação desse projeto, a qualquer custo, no dia 7 de dezembro, sem êxito. No dia 2 de fevereiro foi realizada audiência pública em que os principais interessados não foram ouvidos. Sequer a aprovação da outorga onerosa foi feita, nem o estudo de impacto de vizinhança regulamentado, além dos mais de 20 itens que restam a ser revisados no Plano Diretor.  O vereador Pastor Raul, Presidente da Comissão de Obras, assumiu compromisso de realizar novas audiências.

Estudos de impactos ambientais também não foram apresentados bem como o trâmite legal na Comissão de Meio Ambiente. Questões como a proximidade de áreas de proteção ambiental, de saneamento e poluição sonora foram ignoradas.

Desta vez, a sociedade está organizada e disposta a impedir mais uma atitude irresponsável. Vai ao Ministério Público, ao Ministério das Cidades, e tantos quantos órgãos sejam necessários para evitar a aprovação do projeto de Lei, considerado um crime à mobilidade urbana.

Nas redes sociais, também são muitas as manifestações contra as preten$õe$ de Morgado. Vejam aqui e aqui, por exemplo, compartilhados por dezenas de internautas formadores de opinião.

Jogo de forças
 O blogueiro publica o texto recebido da professora da rede estadual Milene Lauande sobre o polêmico projeto do vereador Gervásio Morgado que pretende alterar o gabarito de construções no infernal Entroncamento.

 (Por Milena Lauande *)

O projeto de lei de autoria do vereador Gervásio Morgado (PR) que altera dispositivo da lei 8655/2008 (Plano Diretor Urbano de Belém) para aumentar o gabarito de construções na complicada área do Entroncamento trouxe à tona um antigo e necessário debate acerca do lobby do setor das incorporadoras e construtoras no Legislativo e Executivo. Tema tão polêmico quanto necessário para discutirmos o projeto de cidade que queremos para Belém às vésperas de completar 400 anos e de eleger o próximo prefeito.
 

O direito de usufruto pleno da cidade em uma sociedade capitalista é um jogo de forças, contradições e conflitos, onde geralmente a população de baixa renda tem suas propostas rejeitadas. Mas como toda regra, há exceções.
 

O lobby empresarial do ramo da construção civil, quer seja de incorporadoras, quer de construtoras, não é fato recente na história legislativa da cidade de Belém. Em 1991 quando foi debatido na CMB o primeiro Plano Diretor Urbano, ficou muito clara a divisão entre os diferentes atores sociais.
 

Os vereadores na época se depararam com a questão do padrão construtivo (instrumento urbanístico de frear a verticalização nas cidades). Isso foi motivo de grande debate e opôs de um lado a sociedade civil organizada defendendo um índice de 1.0 e de outro as construtoras e incorporadoras que queriam um padrão construtivo de 2.0.
 

Destaco que a Câmara sempre foi um palco privilegiado de interesses no que se refere à verticalização da cidade. Já naquela época, os legisladores mediaram o conflito das duas posições antagônicas. Os movimentos sociais não se intimidaram diante da força da especulação imobiliária e conseguiram aprovar o índice de aproveitamento de 1.4. Então, temos que este processo é permanente, já que desde 1991 este padrão já foi alterado algumas vezes, via de regra, com participação ativa do setor especulativo e sem nenhum canal de participação popular e controle social como quer agora o vereador Morgado.
 

Na realidade estamos falando é do índice de aproveitamento que faz parte do solo criado, diretamente ligado à verticalização da cidade, ao estabelecer um coeficiente construtivo básico. O processo especulativo tornou-se um grande problema para Belém, pois implica na elevação do preço da terra e impede o acesso das famílias de baixa renda à moradia criando renda fundiária; ou seja, a especulação com a terra urbana, segrega espacialmente a população de baixa renda.
 

A área abrangida pelo projeto do vereador é uma área de expansão da cidade, além da primeira légua patrimonial, é atualmente o objeto de cobiça dos insaciáveis apropriadores do espaço público, dado o “esgotamento” das áreas centrais.
 

Então, louvo a reação da sociedade civil, inclusive via redes sociais, em discutir este importante tema e não permitir que se aprove a mudança de forma anti-democrácita e em desacordo com o controle social previsto no Estatuto da Cidade. Pois não devemos nunca perder de vista que o espaço da cidade é um cenário de lutas sociais onde pode se negar ou assegurar a cidadania.
 

O lobby legítimo da sociedade civil organizada, quando bem encampado, pode sim resultar em ganhos. O caso da reversão da mudança do nome da Tv.Apinagés para homenagear um empresário é um grande exemplo.
 

*Professora da rede estadual de ensino, Geógrafa e Mestra em planejamento do desenvolvimento (NAEA/UFPA)

No Diarionline:

Morgado quer alterar plano de construções de Belém

O vereador Gervásio Morgado (PR) voltou a atacar com mais um projeto polêmico. Desta vez, ele quer mudar de 1.3 para 3.0 o gabarito de construções nas avenidas João Paulo II, Almirante Barroso e parte da Pedro Álvares Cabral, à altura do Entroncamento, para permitir que edifícios de até 40 andares, condomínios horizontais de luxo, grandes lojas de departamentos e shoppings centers sejam construídos numa região sem a mínima infraestrutura para suportar atividades de grande porte - e onde a mobilidade urbana é atropelada diariamente por um trânsito caótico e todo tipo de agressões ambientais. Até o manancial de água do Utinga, que serve a 2,5 milhões de habitantes da Região Metropolitana de Belém, pode ser afetado pela mudança.

Para que se entenda o que representa o aumento do gabarito de construções, a mudança de 1.3 para 3.0 mais que dobra o tamanho de um prédio, que pode se expandir tanto para o alto (uma torre de 40 andares, por exemplo) como para os lados – um estacionamento de shopping center para cinco mil carros, se preferir. E quanto maior for o espaço ocupado pela atividade econômica, maior será a outorga onerosa a ser paga para o município.

Morgado tem tanta pressa em ver seu projeto aprovado para ser colocado em prática -ainda ao apagar das luzes da conturbada gestão de seu padrinho político, o prefeito Duciomar Costa -, que pediu a inversão de pauta para esta segunda-feira. O presidente da Comissão de Obras da Câmara, o vereador e também pastor evangélico Raul Batista, declarou ao DIÁRIO que é “contrário à inversão da pauta”, mas explica que “nada poderá fazer” para impedir isso se Morgado obtiver a maioria dos votos entre os colegas para alcançar seu intento.

Não dá para esconder que o projeto parece ter sido feito sob encomenda de grandes construtoras e grupos econômicos interessados na expansão de seus negócios. Morgado é fiel escudeiro desses interesses e seu projeto, além de representar a desmoralização do Plano Diretor Urbano (PDU), é um estímulo à especulação imobiliária. Como o PDU se arrasta na Câmara Municipal, o vereador faz a festa. Um colega de Morgado revelou ao DIÁRIO que o esquema já está armado na casa para que o projeto seja aprovado sem nenhum problema.

BALCÃO
O próprio autor se encarrega de garimpar os votos para inverter a pauta de votação, utilizando-se de argumentos nada republicanos. “A Câmara é um balcão de negócios e quem manda nela não é o prefeito nem o presidente, mas os empresários”, desabafa outro edil, pedindo para não ter o nome divulgado. Segundo ele, com o projeto aprovado, diversos vereadores terão finalmente os recursos que tanto buscam para tentar a reeleição. Para fechar o enredo, faltaria apenas combinar isso com os eleitores que irão às urnas em outubro. Até as mangueiras da cidade sabem que as atividades de grande porte nas zonas urbanas que estão na mira de Morgado são inadequadas, porque não existe infraestrutura necessária para absorvê-las.

O objetivo de um plano diretor é adequar a ocupação e as atividades à capacidade de infraestrutura, para que a cidade não entre em colapso. Quando se permite que esta regra seja quebrada, a autorização para a instalação de grandes atividades enseja que outras, menores, também se instalem na mesma zona, favorecendo a perda de controle pelo poder público municipal.

No caso do Entroncamento, um dos alvos do vereador, por mais que seu projeto predisponha a construção de edifícios de 40 andares, isto seria totalmente impossível. O local é próximo de aeroporto e conhecida rota de aviões. O 1º Comando Aéreo Regional (Comar) derrubaria a aventura imobiliária com ações fulminantes na justiça.

Nada impede, contudo, que as construtoras espalhem pelo local cadeias de lojas e condomínios com mil unidades, por exemplo, destinados às classes de maior poder aquisitivo, as chamadas elites. De qualquer maneira, o modelo pretendido por Morgado embute a compreensão de que na área deve predominar o comércio varejista. Ou seja, atividades que geram intenso tráfego de veículos no decorrer do dia.

Embora procurado por telefone, Gervásio Morgado não retornou as ligações para explicar os motivos que o levaram a apresentar o projeto. Mensagens foram deixadas em seu celular, mas ele não as respondeu. Debate sobre Plano Diretor segue à espera na Câmara

Para o vereador Raul Batista, as construções pelas quais Morgado tanto luta irão deixar “intransitável a Almirante Barroso”. Ele disse que tudo fará para que o projeto não seja aprovado. O vereador José Scaff também rejeita o projeto, afirmando que ele não atende aos interesses da cidade. “O projeto dele mal chegou na Câmara e já quer passar na frente de todo mundo. Isto é um absurdo”, resumiu.

Opositor ferrenho do projeto, o vereador Carlos Augusto Barbosa defende que, antes de ser aprovada qualquer alteração no gabarito, seriam necessários estudos como o impacto de vizinhança e a outorga onerosa. Segundo Barbosa, tanto a outorga onerosa quanto o impacto de vizinhança estão entre os 20 regulamentos que ainda faltam ser discutidos e aprovados pela Câmara.

“Só eu apresentei 38 emendas ao plano diretor, além de solicitar através de requerimento um seminário para discutir o PDU.

O presidente Raimundo Castro prometeu que iria realizar o seminário, isso um ano atrás. A população precisa dizer o que quer, os regulamentos e o projeto de lei têm que ser discutido com a população e com técnicos nos distritos de Belém, como preconiza o Ministério das Cidades”, disse Barbosa.

Além da outorga onerosa - valor do imposto para aquele interessado que quiser aumentar o gabarito em um determinado lugar - e do impacto de vizinhança estão pendentes de regulamentação no PDU o Conselho de Desenvolvimento Urbano, Fundo de Desenvolvimento Urbano e Fundo Municipal do Meio Ambiente, entre outros.

De acordo com o vereador, o plano diretor é a lei de planejamento e ordenamento da cidade, e não pode “ser fatiado” para atender interesses pontuais. O debate dos mais de vinte artigos que precisam ser regulamentados precisa ter a participação popular.

PETIÇÃO
No dia 14 passado, o presidente da Câmara, Raimundo Castro, recebeu uma petição pública, assinada por várias entidades e movimentos sociais, alertando sobre “as irregularidades que ocorrerão caso seja votado o projeto de autoria do vereador Gervásio Morgado”. O documento diz que, além dos impedimentos legais, advirão prejuízos morais, caso o projeto seja aprovado. Haveria “desgaste da imagem de todos os vereadores”.

Para entidades, projeto é ‘insensatez’
Administrador de empresas, integrante e organizador do movimento Consocial, Fábio de Macedo é contrário ao aumento do gabarito da área do Entroncamento, afirmando que o projeto de Gervásio Morgado “é uma insensatez”. Na opinião dele, primeiro deveria ter sido discutido o Plano Diretor de Belém como um todo, assim como o impacto de vizinhança, a outorga onerosa, impacto ambiental, etc.

“Como aprovar algo sem os necessários estudos e sem o debate pleno com a sociedade”, questiona Macedo. Ele protesta contra a ausência de audiências públicas e pergunta se estamos retrocedendo à época da ditadura militar. Sem a discussão ampla com a sociedade, acredita o líder do Consocial, o caos na zona do Entroncamento será cada vez maior, ao invés do desenvolvimento em uma avenida “já sobrecarregada”.

LIMITE
A diretora da organização ambiental Noolhar, Patrícia Gonçalves, definiu o projeto de Morgado como “crime de mobilidade urbana”. Ela disse que a região proposta para o projeto já está no limite e vai se tornar um caos para cidade, afetando também a Região Metropolitana.

“Alertarmos que estudos de impactos ambientais também não foram apresentados, bem como o trâmite legal na Comissão de Meio Ambiente da Câmara Municipal, além de questões como proximidade de áreas de proteção ambiental, e impactos, assim como saneamento e poluição sonora, foram ignoradas”, observa Patrícia.

Para ela, não há como votar um projeto alterando o Plano Diretor, se não houve sequer a aprovação do impacto de vizinhança regulamentado. (Diário do Pará)

Piso nacional do magistério de 2012 é definido em R$ 1.451. Agora é com Jatene!

 

O reajuste dos professores é de 22,22% em relação a 2011 e nenhum professor pode receber menos do que esse valor por uma jornada de 40 horas semanais. Agora é com o Jatene!

 Leia no blog Mídias, Educação e Meio Ambiente:

O Ministério da Educação (MEC) definiu em R$ 1.451 o valor do piso nacional do magistério para 2012, um aumento de 22,22% em relação a 2011. Conforme determina a lei que criou o piso, o reajuste foi calculado com base no crescimento do valor mínimo por aluno do Fundo de Manutenção e Desenvolvimento da Educação Básica (Fundeb) no mesmo período.

A Lei do Piso determina que nenhum professor pode receber menos do que o valor determinado por uma jornada de 40 horas semanais. Questionada na Justiça por governadores, a legislação foi confirmada pelo Supremo Tribunal Federal (STF) no ano passado.

Fonte: Agência Brasil


A presidenta Dilma cumpriu a sua parte e garantiu o que está na lei, agora é só os governadores e prefeitos seguirem o exemplo, afinal lei é lei, não é?­ ­


Marcelo Carvalho

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Sábado em Moju e domingo, em Bonito

Sábado estive no Moju e domingo em Bonito, mais precisamente na comunidade São João de Panelas, participando da comemoração do aniversário do Vereador Gereba.

Foi uma grande festa, com entrega de serviços àquela comunidade e que contou com a participação do Presidente da Associação da Comunidade de Panelas, Manoel Ataíde da Silva e do Presidente da Associação do Pau Amarelo, Alacide.

 

O PT do Moju em ação

Estive sábado no município de Moju participando dos festejos dos 32 anos do PT em companhia do vice-prefeito Nazareno Santos (PT) que é o presidente do PT de Moju e nosso pré-candidato em 2012.

Presente também o prefeito Iran Lima do PMDB quelá esteve prestigiando esse grande momento do PT de Moju.

Registro também a presença do presidente do Sindicato dos Trabalhadores e Trabalhadoras Rurais de Moju, companheiro Libório.




Insegurança pública: grupos de extermínio atuam em Mosqueiro, Icoaraci, Ananindeua e Marabá

 Clique na imagem acima para ler toda a reportagem com o secretário geral da SPDDH - Sociedade Paraense dos Direitos Humanos, Marcelo Costa. A SPDDH é uma das 20 entidades que compõe o valente Grupo de Monitoramento da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens do Estado do Pará.

 O grupo tem trabalhado sem apoio dos dados oficiais, conforme se lê na reportagem e a violência cresceu 332% de 2000 a 2010. E há grupos de extermínio em Icoaraci, Mosqueiro, Ananindeua e Marabá, inclusive com participação de policiais nas práticas criminosas.

Como eu disse em outro post sobre insegurança pública, jovens, pretos, pardos e pobres estão no topo da discriminação, do abandono e do extermínio.

domingo, 26 de fevereiro de 2012

Insegurança pública: mulheres, jovens e crianças as maiores vítimas no carnaval

Já informei aqui que houve 71 homicídios durante o período do carnaval deste ano, do dia 17 ao dia 22 de fevereiro e que a violência está num crescendo descontrolado e sem política pública de combate à violência. Mulheres, adolescentes e crianças são as maiores vítimas da falta de governo no Pará.

Confira os números de estupros, lesões corporais e ameaças, no período de 17 a 22 de fevereiro(Carnaval 2012):

Estupro
:  49 estupros. contra apenas 21, no mesmo periodo do ano passado.

Lesão Corporal
: 530 ocorrências de lesões, contra 402 no ano passado.

Ameaças:  505 registros de ameaças, contra 316 no ano passado.


E sobre a insegurança pública que hoje vive a população do Pará, leitores abrem o verbo e dão sugestões na caixinha de comentários:

Deputado,
Parabés, essa é a verdadeira estatística, com nomes e locais onde ocorreram os homicídios, e não aquela falsa que é divulgada pelo desgoverno Tucano.

Dorival Silva 

===
Deputado,

Diante das execuções diárias, está na hora de você instalar o chamado EXECUTÔMETRO, que vai contar uma a uma as execuções no Estado do Pará, e olha que já dever está perto de 1000.

Zandiene Rocha
===

O Governo Jatene,não tem compromisso nenhum com a Segurança Pública, é só propaganda. a População, não aguenta mais.

Cícero Valois
===
Deputado,
Passei o periodo do carnaval em Tailândia, e a violencia, ali está completamente fora de controle: é estupros, assassinatos, roubos, arrombamentos a toda hora. E ninguém faz nada.

Vera Sampaio 
==

Deputado
Quero ver o Jatene,contestar esses números. Você foi perfeito: colocou os nomes das vitimas e os locais onde morreram.

Anônimo

sábado, 25 de fevereiro de 2012

Minhas condolências à família do Dep. Novelino

Apresento aqui minhas  condolências às famílias do deputado Alessandro Novelino e também aos familiares de seus assessores e amigos que viajavam com ele quando o avião caiu.

Meus sentimentos!

O povo indaga diante do investimento em segurança: é agenda mínima ou governo mínimo?

Clique na imagem. É uma bela montagem que está rolando no facebook do Observador Belém. 
E que traz uma ótima indagação sobre o governo tucano de Jatene, diante do valor mínimo que está destinado para a segurança: R$ 346.000.000,00. A pergunta é:


É agenda mínina
ou
governo mínimo?


Nossos leitores e especialistas em segurança vão responder, tenho certeza. E quem convive com o abandono e a insegurança também.


Um bom sábado, grande abraço de parabéns ao companheiro Alfredo Costa que etsá no berço hoje.

Passarei o dia no Moju participando de ato de comemoração dos 32 anos do PT, sob a liderança do vice-prefeito do Moju, companheiro Nazareno Santos.

Parabéns, companheiro Alfredo Costa!





Parabéns ao companheiro vereador e pré-candidato do PT, professor Alfredo Costa que aniversaria neste sábado.

Longa vida, companheiro e vamos ganhar a prefeitura de Belém para implantar o jeito petista de governar!

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

Insegurança: mais de 70 homicídios durante o carnaval no Pará

Por mais que o governo Jatene tente esconder o sol com a peneira, não há a menor sombra de dúvida que a violência no Pará está em total descontrole e apopulação, abandonada. 

Só no período do carnaval deste ano, do dia 17 a 22, houve 71 homicídios registrados. Se esse é o número que consta nos computadores da polícia, é  sinal que a mortandade foi bem maior.

E o governo, diante da cruel realidade, faz o quê? Nega a realidade, ao invés de trabalhar para oferecer a segurança tão prometida ao povo do Pará.


Confira os números de homicídios neste carnaval:

1- Vítima: Márcio Rodrigo Santos Soares - Local: Belém
2- George Castro Rodrigues - Breu Branco
3- Manoel Raimundo dos Santos Souza- Parauapebas
4- Nicolas Orleans Andrade da Silva - Parauapebas
5- Tiago Leite - Brasil Novo
6- João Batista Ferreira Correa-  Santa Luzia do Pará
7- Alisson Lima de Paiva - Castanhal
8- Marcelo Ferreira Coelho - Marabá9- Salomão da Silva Goes - Acará
10- Antonio Martins de Souza Pereira - Belém
11-Claudio Matias Pinto - Marabá
12- Vulgo "GRANDE"- Parauapebas
13- Amâncio Paulo Coutinho - Ananindeua
14- Adeliones Setubal Carvalho- Belém
15- Bruno Trindade Perdigão - Ananindeua
16- Renato Pereira- Marituba
17- Rozenaldo da Silva Maria- Marituba
18- Tiago Pereira Beckman- Moju
19- Vinicius da Costa Ramos - Moju
20- Daniele Aparecida de Freitas -Vila dos Cabanos/Barcarena
21- Weberson Souza Miranda -Castanhal
22- Roberto Sobrinho da Silva - Pacajá
23- Francisco Alex Sales Sérgio - Tailândia
24- Geovan Ribeiro da Conceição -Vila dos cabanos/Barcarena
25- Bledson Paulo Saldanha - Aurora do Pará
26- Francisco Gilbervanio de Oliveira - Aurora do Pará
27- Antonio Rocha Cordovil Filho -São Miguel do Guamá
28- Érico Bruno Matias Brune - São Domingos do Araguaia
29- Erivane da Silva Simplício - Goianésia do Pará
30- Jonas de Araujo Ferreira - Ananindeua
31- Lorivan Pereira da Silva - Baião
32- Elson Souza Araújo - Castanhal
33- Gilmar Augusto Correa Pontes - Belém
34- Jaylson da Costa Amorim -Vila dos Cabanos/Barcarena
35- Vulgo "RISCA FACA" -Tailândia
36- Ranolfo Feliz Moreira - Ipixuna do Pará
37- Michel Platini Carlos Santos - Itaituba
38- Cláudio Matias Pinto -Parauapebas
39- Paulo Henrique Pereira da Silva - Rio Maria
40- Josenildo Correa Dias - Abaetetuba
41- Jeimisson Jordam Bezerra Santos - Altamira
42- Ademir Alves da Silva - Garrafão do Norte
43- José Domingos dos Santos - Pacajá
44- Orlando da Cruz Almeida Júnior - Cametá
45- Charles Wilson de Souza Viegas -Belém
46- Wellington Cristino Costa Lopes - Santa Isabel
47- Wanderson Leandro Navegantes Sobral -Belém
48- Bruno Rafael da Conceição Assunção -Santa Isabel
49- Greyjon Cunha da Costa -Ananindeua
50- Akas Ferreira Perreira -Rurópolis
51- Marina Luiza de Moura Gomes - Rio Maria
52- Lino da Silva Paiva - Concórdia do Pará
53- Valdiclei Silva de Oliveira - Ananindeua
54- José Maria Menezes Cunha - Ananindeua
55- José Ribamar Costa Campos -Belém
56- Cláudio Genésio Brito Gonçalves - Belém
57- José Cardoso -Marituba
58- Leoni Márcio Pereira de Oliveira - Ananindeua
59- Messias Vieira da Silva - Primavera
60- Zilda Ribeiro da Silva Costa - Salinópolis
61- Rogerio Mourão - Parauapebas
62- José Alves da Silva  - Marabá
63- Antonio Kelvin Fernandes - Parauapebas
64- Clóvis Pereira - Paragominas
65- João da Silva Miranda - Ananindeua
66- Elza Carvalho Bezerra - Paragominas
67- Pedro Costa - Marituba
68- Bruno da Silva Brito -Belém
69- Juarez José Dias - Belém
70- João da Silva - Santa Maria do Pará
71- Kelly Ane Favacho Braga - Ananindeua

Leopoldo Vieira: Depois do "Não", juventude paraense tem que pensar seu projeto de estado

Nesta lamentável conjuntura de  abandono da juventude paraense, por parte do governo Jatene, recomendo a leitura do artigo do jornalista Leopoldo Vieira:
Por Leopoldo Vieira*

Com 66% dos votos, a divisão do Pará foi rejeitada com média de 90% de adesão ao Sim nas regiões que seriam o estado de Carajás e Tapajós, mas também com a mesma média de apoio ao Não no que seria o "Parazinho".

É impossível saber exatamente do voto na urna, mas os relatórios da última pesquisa do Datafolha apontou uma opinião dos jovens pelo Não ainda maior do que o resultado final:
Entre 16 a 24 anos, 67% Não e 31% Sim.

Contudo, é óbvio que com apoio de 90% à divisão nas regiões separatistas, há de se reconhecer que os jovens destas também compuseram amplamente essa mesma opinião. O mesmo ocorrendo, ao inverso, na região que "sobraria".

São sentimentos distintos entre a juventude paraense. Uma parte, apostando que os novos estados seriam maiores oportunidades de realizarem seus projetos de vida nos moldes que acreditam que sejam os de Belém ou até superiores. Outra, querendo assegurar a unidade territorial do estado, mas prenhe da certeza de que os rumos da política de integração precisam ser mudados.

Agora, o desafio é limpar o terreno. Primeiro, mostrando que a unidade política em torno desses temas juntou, pela polarização divisão x não-divisão setores que podem ser alternativas para um novo modelo de desenvolvimento estadual com setores que apenas queriam manter suas redes de poder ou eliminar os "atravessadores" desta, encastelados, segundo visão pedominante, na rgeião Nordeste parauara. E nenhum dos setores ligados aos grandes interesses econômicos que, de fato, fizeram o Pará "parar por aqui" servem ao futuro.

Agora é pensar "prafrentemente" e construir geracionalmente o projeto político comum capaz de transformar profundamente o Pará, para conquistar os almejos de todos os jovens sejam eles do Carajás, Tapajós ou do "Parazinho".

Esse é o desafio por dentro do Conselho de Juventude, cuja luta por sua democratização e efetiva institucionalização deve ser retomada, como no âmbito das organizações juvenis partidárias ou sociais.

Uma agenda, sem dúvida, é vital e central para o futuro do Pará e sua integração social, cultural, territorial, econômica e presença do poder público, e se trata de uma outra possibilidade de superar um fracasso histórico de gerações passadas: nosso minério, que estão para nós (ainda) como "passaporte do futuro" tal como o pré-sal para o Brasil.

Após décadas de pilhagens das nossas riquezas de parte dos "grandes projetos" aqui implementados, que não deixavam uma fábrica de panelas, nossas elites locais, sócias subalternas das elites nacionais e do imperialismo, por meio da Lei Kandir e através de seus governos, passaram a beneficiar corporações mineradoras altamente rentáveis com volumosa isenção de tributos para exportação de commodities, ou seja, matérias primas em estado bruto para serem industrializadas, agregando valor, emprego, renda, competitividade, diversidade, produtividade, em e a outros países, especialmente os do centro capitalista (G-8), China, e Tigres Asiáticos .

Com uma alteração deste padrão e desta legislação poderíamos combinar uma revolução industrial no Pará- em moldes adequados à Amazônia - e a universalização, qualidade e capilaridade dos bens e serviços públicos. Para se ter uma idéia desse crime que é a marca fundamental do nosso subdesenvolvimento dentro do país, essa isenção soma um montante R$ 2 bilhões enquanto o orçamento do Pará é de R$10 bilhões.

Por isso, vale a pena aos jovens de vanguarda, neste quadrante histórico paraense,  encampar uma bandeira que hoje materializa essa angústia histórica: a PEC 92/2011, que "prevê o fim da Lei Kandir para a exportação de bens não-renováveis a ser vinculado a criação de um fundo de fomento a industrialização, a ciência e a tecnologia".

Para além disso, como nos lembra o advogado Marcelo Costa, em entrevista de 07/04/2011 ao blog do deputado estadual Carlos Bordalo, outra questão fundamental, é que sobre as atividades econômicas que para cá se deslocaram e seguem vindo (pólo de biodiesel, investimentos da Vale, Alcoa licenciamentos ambientais como o de Belo Monte, protocolo dos bancos públicos BASA, BNDES, etc), deve ser estabelecido um percentual significativo para investimentos em políticas de juventude.

A quantidade de jovens que o Pará dispõe hoje revela que a sociedade dispõe de uma reserva de desenvolvimento que a depender dos investimentos pode assegurar ao estado uma expansão extraordinária e de longo prazo de desenvolvimento econômico e social.

Quando o governo Jatene abre esse debate estratégico com uma nova taxa de mineração, acredito que essas são duas propostas a serem disputadas na sociedade.

*Direção Nacional da Juventude do PT, editor do blog Juventude em Pauta! Autor de "A Juventude e a Revolução Democrática"

Belém é a 10ª cidade mais violenta do mundo. Não adianta o governo Jatene tentar esconder o sol com a peneira

O assassinato brutal do jovem em Mosqueiro, espancado e seviciado nesta segunda-feira de carnaval, só confirma os dados oficiais que Belém é a 10ª cidade mais violenta do mundo. Jovens, pretos, pardos e pobres estão no topo da discriminação, do abandono e do extermínio. O governo Jatene, ao sonegar as informações, tenta esconder o sol com a peneira, mas a insegurança pública está presente em todo o Pará mostrando o abandono da população.


Como eu disse em meu twitter no dia 22, o Pará tem um assassinato a cada 4 horas e a Região metropolitana de Belém registra um assassinato a cada 8 horas.

A seguir, dois textos. O 1º mostra a sonegação de dados oficiais da violência no Pará; o 2º mostra que Belém é a 10ª cidade mais violenta do mundo.

  Acompanhe:

No blog da Franssinete: (sobre a sonegação de dados oficiais)

Violência contra jovens


Amanhã, às 9h, a Comissão de Direitos Humanos da Alepa, presidida pelo deputado Edilson Moura(PT) vai denunciar, em entrevista coletiva à imprensa, o descaso dos órgãos de segurança pública do Pará, que se negam a fornecer informações importantes sobre a violência contra jovens no estado.

É que o Grupo de Monitoramento da Violência Letal contra Adolescentes e Jovens, criado para investigar denúncias de milícias e grupos de extermínio, solicitou informações à Secretaria de Segurança Pública, à Delegacia Geral da Polícia Civil, ao Instituto Médico Legal e ao Ministério Público Estadual sobre todos os homicídios de pessoas entre 12 a 25 anos, ocorridos no período de 2007 a 2011 no Estado do Pará. Contudo, só o MP respondeu, dizendo que não dispõe dos dados.

A falta de colaboração está inviabilizando as pesquisas sobre o alto índice de letalidade da juventude e, por consequência, a formulação de propostas de políticas públicas eficazes. O grupo de Monitoramento é composto pelo Centro de Defesa de Direitos da Criança e do Adolescente – CEDECA/EMAÚS, Conselho Estadual de Direitos da Criança e do Adolescente – CEDCA, Sociedade Paraense de Defesa dos Direitos Humanos – SPDDH, Conselho Municipal de Direitos Humanos – CMDH, Comissão Justiça e Paz da CNBB, Laboratório de Análise das Políticas Públicas de Segurança e Direitos Humanos da UFPA, ong Icoaraci Periferia e Comissão de Paz de Icoaraci, além da Comissão de Direitos Humanos e Defesa do Consumidor da Alepa.

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No blog Terceira Via:

Insegurança Pública: Belém é a 10ª cidade mais violenta do mundo
 

Segue a Matéria:
 

Pelo menos 14 cidades brasileiras estão entre as mais violentas do mundo. A conclusão é do estudo feito pela organização não governamental (ONG) mexicana Conselho Cidadão para a Segurança Pública e Justiça Penal divulgado hoje (13). Especialistas da entidade listaram as 50 cidades mais violentas em todo mundo. 

O topo da lista é ocupado pela cidade de San Pedro Sula, em Honduras, com uma taxa de 158.87 homicídios para um grupo de 100 mil habitantes. Em segundo lugar, está Juárez, no México, com uma taxa de 147.77.
 

No Brasil, Maceió, capital alagoana, aparece como a mais violenta ocupando o terceiro lugar no ranking – com uma taxa de 135.26 homicídios para cada 100 mil habitantes.
 

Depois da capital alagoana estão Belém (PA) – em 10º lugar no ranking, com uma taxa de 78.08 homicídios para cada 100 mil habitantes; Vitória (ES), em 17o lugar, com taxa de 67.82; Salvador (BA), em 22º na lista, com 56.98 e Manaus (AM), em 26º, com 51.21.
 

Também são definidas como violentas as cidades de São Luís (MA), em 27º lugar no estudo, com taxa de 50.85 mortes violentas para cada 100 mil habitantes, João Pessoa (PB), em 29o, com 48.64; Cuiabá (MT), em 31o na lista, com taxa de 48.32; Recife (PE), em 32o lugar, com taxa de 48.23, Macapá (AP), em 36o, com 45.08; Fortaleza (CE), em 37o, com 42.90; Curitiba (PR), em 39o na lista, com 38.09; Goiânia (GO), 40o, com 37.17 e Belo Horizonte (MG), em 45º no ranking das cidades mais violentas, com taxa de 34.40 homicídios para cada 100 mil habitantes.
 

Das 50 cidades apontadas como as mais violentas do mundo, além das 14 brasileiras, 12 estão no México e cinco na Colômbia. O estudo analisou todas as cidades do mundo com mais de 300 mil habitantes que possuam informações estatísticas sobre homicídios.
 

A análise também informa que das 50 cidades, 40 estão na América Latina. Além disso, a organização alerta para o fato de que no México, as autoridades estão falsificando dados e escondendo o verdadeiro número de homicídios. A ONG diz que elas “não inspiram confiança em seus dados oficiais”, pois “há evidências de falsificação” para fazer com que a violência pareça menor do que ela realmente é.
 

Como exemplo, o estudo cita o caso da cidade mexicana de Juárez, que, segundo as autoridades, registrou 1.974 homicídios em 2011. Porém, o relatório da organização indica que o governo oculta pelo menos 150 homicídios. A entidade informa ainda que nesta cidade houve uma redução da violência, mas os números ainda são elevados. (Agência Brasil)

Confira a lista das cidades mais violentas do mundo, segundo a ONG Conselho Cidadão:

Ranking [Número de homicídios para cada 100 mil habitantes]

1º) San Pedro Sula - Honduras [159 homic[odios]
2º) Ciudad Juárez - México [148 homicidios]
3º) Maceió - Brasil [135 homicidios]
4º) Acapulco - México [128 homic[idios]
5º) Distrito Central - Honduras [99 homicídios]
6º) Caracas - venezuelana [98 homicídios]
7º) Torreón - México [88 homicídios]
8º) Chihuahua - México [83 homicídios]
9º) Durango - México [80 homicídios]
10º) Belém - Brasil [78 homicídios] 

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Marcos Verlaine: As eleições, os sindicatos e os trabalhadores

O artigo a seguir é de Marcos Verlaine e chama a atenção para a atuação dos sindicatos diante da eleição deste ano. Recomendo a leitura.

* Marcos Verlaine

Este é um ano eleitoral. Portanto, um ano importantíssimo para mais uma etapa da democracia brasileira. O pleito de outubro próximo é mais um ato da democracia brasileira, cuja importância e resultado refletirão nas eleições gerais de 2014. Isto é, as forças políticas que se saírem vitoriosas no pleito municipal estarão mais próximas da vitória em 2014.

É importante que o movimento sindical atue nesse processo que se avizinha, pois sua intervenção organizada poderá produzir resultados que contribuam com a qualidade dos prefeitos eleitos e, também, das câmaras de vereadores.

Trocando em miúdos. Se o movimento sindical e os trabalhadores querem melhorar a qualidade da representação é preciso atuar nas eleições lançando e apoiando candidatos ligados e comprometidos com as agendas social e sindical.

O movimento sindical - os sindicatos, as federações, as confederações e as centrais - deve atuar a fim de influenciar os trabalhadores a votarem em candidatos com perfil social, político e ideológico renovador e mudancista. Para isso, devem começar a debater esse processo.

PR: boa iniciativa da Nova Central

Um bom exemplo disso foi o seminário realizado, no dia 16 de fevereiro, pela Nova Central Sindical dos Trabalhadores do Paraná, que debateu em Curitiba, com dirigentes de vários sindicatos do estado as eleições municipais, os trabalhadores e trabalhadoras e seus reflexos nas eleições em 2014.

O evento teve o objetivo de desencadear discussões e apontar rumos para os dirigentes que desejam concorrer nas eleições municipais.

É importantíssimo que o movimento sindical não só lance candidatos, mas apóie outros tantos, que os chame para debater, que os apresente às categorias que representam, a fim de ampliar o protagonismo social e político dos trabalhadores.

2014 começa em 2012

Nas eleições de 2010, os empresários elegeram para o Congresso Nacional, 250 deputados e 23 senadores. Segundo o Diap (Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar), é a maior bancada patronal que já ocupou o Legislativo federal.

Esta é uma correlação de forças que impede ou dificulta a agenda do movimento sindical avançar no Poder Legislativo. Para alterar este desequilíbrio de forças políticas é preciso atuar nas eleições municipais, com objetivo de eleger lideranças dos trabalhadores ou no mínimo projetá-las para as batalhas eleitorais do futuro.

Política, eleições, partidos e poder

Para exercer protagonismo no processo eleitoral, o movimento sindical deve considerar quatro elementos estruturantes:

1) a política é o único meio para resolver os graves e históricos problemas sociais e coletivos;

2) as eleições, no Brasil, são o único momento em que o poder fica em xeque. Assim, intervir nesse processo é fundamental para alterar os rumos da política no País;

3) só por meio dos partidos é possível disputar o poder. Os trabalhadores precisam compreender a necessidade dos partidos na democracia representativa, pois sem eles não é possível disputar o poder; e

4) a conquista do poder significa poder imprimir as políticas e projetos das forças vencedoras do processo eleitoral. Por isso, disputar é imperioso para forjar lideranças e construir as vanguardas dos trabalhadores.

(*) Jornalista, analista político e assessor parlamentar do Diap

Zé Carlos do PV: quero morar na maquete eletrônica do Duciomar

A boa e bem humorada provocação é feita pelo Zé Carlos do PV, em seu blog: ele quer morar na maquete eletrônica do Duciomar, a dos BRT e do Portal de Belém. 

A do BRT fala daquele aquele ônibus rápido que corta Belém e vai até Icoaraci em vias próprias, quase sem nenhum trânsito e diminuindo o tempo em 65%. Exatamente o oposto do que ocorre hoje, em que todos ficamos horas no trânsito caótico.

A propaganda dessa realidade de maquete invadiu todos os horários de rádio e televisão durante o carnaval e ainda continua. Um deboche institucional do Duciomar com quem precisa enfrentar o sufoco do trânsito na Almirante Barroso e Augusto Montenegro, em qualquer horário. 

MPE, salve-nos!


Leia o que diz o blog do Zé:

Nesta Quaresma vou fazer um pedido. Quero morar nas maquetes eletrônicas exibidas pelo prefeito Duciomar Costa para ganhar eleições. Veja as duas maquetes acima. Uma é a do BRT Belém e a outra é a do Portal da Amzônia.

Na eleição passada ele anunciou que faria um obra de duas pistas, indo da Tamandaré até a Universidade Federal do Pará. A obra contemplava equipamentos turísticos, de lazer e esportes, tudo com vista para o poderoso Rio Guamá. A maquete eletrônica era muito bonita.

Empolgados, acreditamos e Duciomar foi reeleito. Passado quase quatro anos, as obras são diferentes da maquete apresentada e estão pela metade, apenas dois quilômetros, até a altura da Mundurucus, ficarão prontos.

Sem dar conta de terminar as obras que anunciou, deixando para trás outras promessas de campanha descumprida, Duciomar apresenta agora outra maqueta eletrônica, a do BRT Belém, mas na cara de pau avisa que tem dinheiro apenas para tocar a obra até o final de seu mandato e depois o próximo prefeito e a cidade que fiquem com as heranças malditas deixada pelo perfeito "bicho do mato".

As maquetes que Duciomar apresenta são criminosas, mas o TCM e o MPE ainda não tiveram tempo de analisar o delito, compreendo, são muitos processos para poucos conselheiros e promotores. Vou aguardar a manifestação do órgão ministerial na ação que o PV e a UGT estão movendo para paralisar este descalabro. Enquanto isso não acontece, sonho em morar na maquete.

Vereadora Cecília, de Tomé-Açu: mulher de todas as lutas


Como anunciei no meu twitter, estarei participando logo mais da 1ª Plenária do mandato: “Mulher de Todas as Lutas a convite da minha companheira, Vereadora Cecília Reinaldo de Oliveira,  que ocorrerá hoje, 23/02, a partir das 9:00 horas, no Salão Paroquial de Santa Maria no município de Tomé-Açu, onde estará prestando contas, dos três anos de mandato de sua atuação frente ao Poder Legislativo do Município de Tomé-Açu. 

Participarei deste evento com muito  orgulho, pois acredito nesta mulher de luta, vereadora aguerrida e que merece todo meu respeito e admiração.

sábado, 18 de fevereiro de 2012

Pausa. Um bom carnaval a todos!

Pequena pausa no blog até a quarta-feira de cinzas. Um bom carnaval a todos, com muita paz, segurança e sexo seguro.

Com você, Abre Alas, Chiquinha Gonzaga, uma das mais belas marchinhas de carnaval.

sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Governo Jatene recusa trabalhar em conjunto com prefeitura do PT no Marajó

No Pará entram muitos recursos, do governo federal, governo da companheira Dilma, do PT, para ações de saúde. Os estados e municípios participam com uma pequena contrapartida financeira e a saúde tem que chegar a todos os municípios e compartilhada pelo Estado e pelas prefeituras. Essa é a atitude republicana, correta e de quem se preocupa com a saúde da população.

Como o desgoverno Jatene não tem verdadeiro apreço pelo povo do Pará, saiba o que aconteceu com a população de São Sebastião da Boa Vista, que é governada pelo companheiro Getúlio Brabo e a bela cidade do meu companheiro e ex-prefeito Laércio Pereira, ambos do PT. Logo após o carnaval, o governo do Estado, via Pro Paz, coordenada por Isabela Jatene, filha do governador, vai fazer uma ação cidadania nos municípios do Marajó. A ação inclui exames médicos, entre outros aspectos.

 Ciente da ação, o prefeito de São Sebastião de Boa Vista, o prefeito Getúlio Brabo ofereceu os hospitais municipais para as ações de saúde. O governo - via Pro Paz - recusou e optou por fazer os exames médicos em escolas estaduais, quem sabe para não dividirr os louros de uma ação de cidadania com o PT. A atitude revela um estilo pouco republicano, mesquinho e de alma pequena, apequenada e que não sabe conviver com a diversidade, não tem espírito democrático. Lamento pela população de São Sebastião da Boa Vista!

Do ponto de vista prático, fico imaginando, como disse no meu twitter, como as mulheres farão seus exames ginecológicos em escolas. Não seria bem mais adequado o espaço, pessoal  e equipamentos do hospital municipal? Ou não pode ser, por que o governo é do PT?

Se cumprisse essa rigidez fora de propósito em tudo, o governo deveria recusar os recursos do governo federal, pois este está nas mãos do PT.

Nada mais me espanta neste desgoverno!