Temas do Brasil: Realengo

Com muita atividade na Assembléia Legislativa, mas não posso deixar de abordar temas centrais para a discussão do nosso Brasil, que estão estampadas na mídia e outras na nossa própria alma, no caso a tragédia do Realengo.

Sugiro, sobre esse ato traumático, recomendo que vocês leiam o artigo do Renato Rovai, jornalista e editor da Revista Fórum, Esquizofrenia não é caso de polícia. Nele, o autor destaca:

"A esquerda precisa começar a debater políticas de segurança na sua dimensão estratégica e não mais de forma periférica, apenas como algo relacionado às políticas sociais. Até porque a cada evento como o de Realengo a discussão descamba para a necessidade de se aumentar o aparato repressivo. E a direita toma conta da pauta com discursos estapafúrdios de mais violência para conter a violência.

A discussão estratégia que a esquerda precisa fazer é de como desenvolver políticas para desarmar o país. Políticas sérias, que não podem ser apenas a de trocas de armas por brinquedos ou uns trocados. É preciso transformar essa ação em algo da dimensão de um Bolsa Família. Em algo que seja republicano a ponto de envolver todos níveis federativos e ao mesmo tempo que chegue a todos os cantos do país.

Se isso impediria que uma pessoa doente buscasse se armar para matar crianças inocentes? Não. Mas ao mesmo tempo encareceria e dificultaria esse tido de ação. O preço de um produto está relacionado à sua disponibilidade no mercado. Muitas armas é igual a preço acessível.

Viagem à China

Outro assunto imprescindível é a viagem da presidenta Dilma à China, onde pautou nossos interesses de forma dura e tranquila, mas sem servir às ambições de nenhum país que não o Brasil. Sobre isso, recomendo o artigo Dilma na China é o Brasil que não mia mais, do ex-deputado Brizola Neto, no seu blog Tijolaço:

“Com a Dilma não acho que o Brasil vai ser uma onça que mia como um gato. Vai ser uma onça que vai rugir como uma onça”.

A frase, do professor da UNB Argemiro Procópio, um especialista em relações comerciais entre Brasil e China, dita à Reuters na sexta-feira, começou a confirmar-se na madrugada de hoje, com o discurso da Presidente Dilma Rousseff a empresários e dirigentes chineses.

A presidente Dilma Rousseff afirmou, sem meias-palavras, que a prosperidade de uma nação não pode ser alcançada à custa de outras, e afirmou estar inaugurando um novo capitulo nas relações com a China.

- No mundo interdependente de nossos dias, nenhum país pode aspirar ao isolamento nem assegurar sua prosperidade à expensa de outros. Nenhuma nação ou grupo de nações pode agir como se seus interesses individuais estivessem acima do interesse coletivo. A estabilidade e o crescimento da economia mundial dependem de uma relação equilibrada entre as partes. Minha visita à China inaugura um novo capítulo na nossa relação

100 dias de governo

Também proponho que você leia o pronunciamento do líder do governo na Câmara, Cândido Vacarezza, sobre esses primeiros três meses da presidenta Dilma:

Gostaríamos de fazer referência aos bons índices de aprovação popular do governo há pouco divulgados. Segundo pesquisa Ibope/CNI o governo da Presidente Dilma é aprovado por 83% dos brasileiros. Para 56% dos brasileiros sua gestão e considerada ótima ou boa. O fato tem significado indiscutível: reflete não apenas a confiança na manutenção dos programas do governo Lula, mas também a percepção de que a Presidente tem luz própria, imprime o seu ritmo, seu estilo e sua dinâmica às atividades de governo. Assim, ao propósito explícito de seguir mudando, aprofundando e avançando as metas estabelecidas nos últimos oito anos, a Presidente vem acrescentando demonstrações cabais de competência, vontade política, determinação e capacidade de comunicação com a população.

Comentários

Anônimo disse…
Com relação ao caso de Realengo, penso que a fabricação de armas no Brasil é uma coisa fora do comum. Precisamos saber quem são os donos das fábricas de armas, qual o lucro e o por quê de tantas armas. A quem interessa fabricar tantas armas? É um contraste. Falamos tanto de Paz, mas as fábricas trabalham diuturnamente na fabricação de armas. Com tantas armas espalhadas, nunca vai haver paz, pois esta é fruto da Justiça. E Justiça é não haver tantas injustiças resolvidas com tiros.
Anônimo disse…
Recomendações excelentes e esclarecedoras. Na grande mídia a gente não encontra, valeu Bordalo