Realidade é triste

Mais de 200 anos depois que o tráfico de escravos começou a ser abolido, há 12,3 milhões de adultos e crianças forçadas a trabalhar e a se prostituir no mundo inteiro. O tráfico de seres humanos se concentra em explorar os outros. As pessoas são forçadas a trabalhar e morar em péssimas condições, com pouca ou nenhuma liberdade. Algumas aparecem na indústria do sexo, no serviço doméstico, no mundo do trabalho urbano e rural, representando uma das maiores e mais graves violações dos direitos humanos nos dias atuais

No comércio global de tráfico de pessoas, estima-se que 800 mil pessoas cruzem as fronteiras internacionais todos os anos. As Américas Latina e do Sul registram 425 mil escravos domésticos e enviam 5.500 deles para os países do norte todos os anos.

Em 2005, cerca de dois milhões e quatrocentas mil pessoas foram traficadas no mundo. Só na Europa, foram 800 mil pessoas, das quais 75 mil oriundas do Brasil. De 1990 a 2007, foram instaurados 661 inquéritos envolvendo o tráfico de pessoas no Brasil. De 1999 a 2009, a Polícia Federal realizou 971 investigações relacionadas ao tráfico de pessoas. No total, 211 pessoas foram condenadas por tráfico de pessoas no Brasil. Entre 2003 e 2008, 627 casos de tráfico de trabalho escravo foram constatados no País. Entre 2003 e 2007, 21.850 pessoas foram encontradas em condições de trabalho escravo no Brasil. No total, 85 pessoas foram identificadas como vítima de tráfico após investigação criminal, entre os anos de 2004 e 2007. São dados que precisam ser apagados das nossas memórias.

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