Debate com os movimentos sociais rurais

Nesta segunda, 18, o Partido dos Trabalhadores (PT), através da Executiva Estadual e Bancada Estadual na Assembleia Legislativa do Pará realiza o “I Colóquio do Partido dos Trabalhadores com as lideranças dos Movimentos Sociais Rurais”. O encontro acontece no Auditório João Batista, na Alepa, a partir das 14 horas.

Logo mais vamos debater temas de relevantes interesses voltados ao desenvolvimento rural, bem como fornecer subsídios para elaboração de um plano de ação que irá subsidiar a atuação dos movimentos rurais ante a nova conjuntura política estadual. Todos (as) estão convidados para participar do Colóquio.

17 de abril: data inesquecível

Aproveito a postagem para fazer a eterna homenagem aos mártires do Massacre de Eldorado dos Carajás, trabalhadores rurais engajados na justa luta pela democratização da terra no Brasil e no Pará, que acabaria com a fome, geraria mais empregos, mais renda, mais segurança alimentar, mais produtos orgânicos e saudáveis na mesa dos brasileiros e, principalmente, desmontaria o crime organizado do trabalho escravo, da pistolagem, da pirataria da biodiversidade, da extração ilegal de madeira, das quimadas criminosas e clandestinas e a devastação indiscriminada para pasto.

No Pará, O MST realiza a Semana Nacional de Luta Camponesa e Reforma Agrária no Pará, contando uma série de atividades que marcam os 15 anos do assentamento 17 de Abril, como também relembra o massacre de Eldorado do Carajás.

Recomendo também a todos que leiam a entrevista que o coordenador nacional do MST, João Pedro Stédile, deu à Folha neste domingo. Nela, Stédile atualiza o programa e as estratégias do movimento social e destrói alguns mitos plantados pela grande mídia. Para ele:

"O padrão de violência física no campo diminuiu. Não há mais tantos assassinatos, mas cresceu no ano passado. As forças policiais também estão em menor número a serviço do latifúndio, pois temos mais governos estaduais progressistas. Lamento que ainda tenhamos alguns governadores que não aprenderam que PM não é para resolver conflito social (...) Temos a situação de que, infelizmente, nenhum dos culpados do Massacre de Carajás tenha sido punido. Esperamos que o STF julgue logo o recurso e coloque os comandantes do massacre na cadeia (...)Nós continuaremos fazendo nossa parte, organizando os pobres do campo para que tenham consciência de seus direitos e lutem para ter acesso a terra".

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