CPI vai realizar primeira audiência pública

A CPI do tráfico de humanos realiza amanhã, dia 13, às 14h, no plenário Newton Miranda, uma audiência, de lançamento público dos trabalhos. Está sendo aguardada a participação de representantes de mais de 20 instituições governamentais, de pesquisa e organizações não governamentais que atuam na defesa dos direitos fundamentais do ser humano. Na oportunidade, vamos anunciar um número de telefone para a CPI receber denúncias públicas.

Nossa próxima ação será a realização de visita no Ministério da Justiça e na Polícia Federal em Brasília para recolher material e subsídios sobre o crime no Pará. Esse trabalho só poderá ser realizado se contar com uma forte retaguarda social e um instrumental de informações seguras e oficiais. Vale lembrar que a CPI é um instrumento de articulação e de visibilidade de problemas que nem sempre à sociedade está sensibilizada

O foco de trabalho da CPI está subdividido em Tráfico de Pessoas para fins de exploração sexual a de Contrabando de Órgãos e a de Trabalho Escravo para fins de exploração econômica. Em 2005, cerca de 2 milhões e quatrocentas mil pessoas foram traficadas no mundo. Só na Europa, 800 mil pessoas, das quais 75 mil oriundas do Brasil. Existe uma forte presença deste tráfico de humanos na Amazônia, entretanto, não conhecemos estas cifras e precisamos conhecer.

Estamos recebendo denúncias sobre o envio de mulheres para exploração sexual na Guiana e Suriname, Ásia e Europa; de travestis e de homossexuais para a região sul e sudeste do Brasil; de crianças e adolescentes, para trabalho escravo dentro de fazendas; do interior do Pará e do Maranhão para fazer trabalho doméstico nas grandes cidades e ainda na arregimentação de meninos com potencial futebolístico, principalmente após os sucessos de nomes como Paulo Henrique Ganso e Pará no Santos e Jobson no Botafogo

Foram expedidos convites para participar da audiência, a Polícia Federal e Rodoviária, Civil e Militar, a Segup; o Tribunal de Justiça do Estado; Ministério Público; Procuradoria da República; e diversas secretarias estaduais; a CNBB; OAB, UFPA, UNAMA, CEDECA/EMAUS, Ong Só Direitos e representantes dos Conselhos Tutelares.

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