Audiência Pública marca início dos trabalhos da CPI do Tráfico Humano

Foi realizada ontem a primeira audiência pública da CPI do Tráfico de Humanos da Assembleia Legislativa do Pará, com a presença de parlamentares e representantes da Polícia, Ministério Público, do Governo do Estado e de Organizações Não-Governamentais. O debate girou em torno das contribuições dos órgãos para o funcionamento e a agenda de trabalho da Comissão.

O presidente da CPI, deputado João Salame, disse que é necessário desenvolver políticas públicas para tirar o Pará dos índices alarmantes de injustiça social, trazendo-o para os novos rumos da sociedade moderna.

O delegado da Polícia Federal no Pará, Flavio Diniz, colocou- se à disposição para compartilhar informações sobre rotas de tráfico de pessoas, internas entre os Estados e em direção à países como a Guiana e o Suriname. Já Aldir Viana, represente do Ministério Público do Pará e ex-deputado, acredita que é fundamental se debruçar sobre algumas questões como a utilização da quebra de sigilo telefônico, definir o conceito de organização criminosa e verificar a utilização de provas testemunhais.

Quem também participou da audiência foi Lourdes Barreto, coordenadora do Grupo de Mulheres Prostitutas do Pará. Para ela uma das funções iniciais da CPI é fazer a diferença entre prostituição, exploração sexual e tráfico de seres humanos. E completou, ao dizer que pouca gente sabe, mas a diferença existe e precisa ser mais esclarecida.

Este primeiro contato foi muito proveitoso, nosso objetivo é mudar a cultura deste Estado, onde meninas se prostituem, ainda, com uma freqüência lastimável. E tirar o nome do Pará das manchetes negativas. Quem tiver informações sobre tráfico de seres humanos, a partir de agora, pode entrar em contato com o disk denúncia da CPI, o (91) 3182 8471.

Foto: Carlos Boução

Comentários