No pós-Carnaval, más e boas notícias

E o Carnaval?

Festa, folia, samba, desfile, praias, mas álcool de direção também.

O balanço dos Bombeiros e da Polícia Rodoviária Federal nos dão uma notícia boa e uma péssima.

Segundo a Agência Norte de Notícias, o Corpo de Bombeiros Militar divulgou anteontem o primeiro balanço parcial da Operação Carnaval 2011, referente aos dias 5 e 6 de março. Diz o portal que "durante o final de semana, foram registradas 85 ocorrências e nenhum óbito. Curativos, princípios de afogamentos, acidentes com animais marinhos (ferradas de arraias), cortes e crianças perdidas foram as principais ocorrências registradas pelas guarnições" e que "as demandas que tiveram maior atendimento foram os pequenos curativos, com 16 casos; em seguida, registraram-se 15 casos de princípio de afogamento, e 12 de crianças perdidas".

Afora o susto de pais e das pessoas vitimizadas, nas nossas praias não registramos mortes. Um avanço importante, porém o balanço parcial da Polícia Rodoviária Federal "mostra que o número de mortos nas estradas do país contabilizado até a segunda-feira de carnaval já supera o total de óbitos registrado em todo o feriado nos últimos seis anos", diz a ANN.

Entre a meia-noite de sexta-feira e a de segunda, 166 pessoas morreram em acidentes nas rodovias. Em 2010, em seis dias de feriado, foram 143 mortos. O aumento já é superior a 15%. A quantidade de vítimas fatais da violência nas estradas superou inclusive o do carnaval de 2007, quando ainda não estava em vigor a proibição da venda de bebidas alcoólicas nas rodovias federais.

Péssima notícia. Revela que a falta de consicência e uma fiscalização ainda insuficiente seguem ceifando vidas nas estradas brasileiras, o que é lamentável, mas não pode nos fazer arrefecer de continuar lutando por políticas e investimentos que reduzam esses índices que são praticamente de países beligerantes ou em guerra civil.

Comentários

Anônimo disse…
Deputado só para ilustrar as boas e más notícias antes, durante e pós carnaval, mais essa:

Enquanto em Tucurui os médicos escolhem quem vai viver no CENTRO DE PERICIAS RENATO CHAVES os médicos fazem a farra com os mortos, também pudera, hoje o Diretor do IML CLAUDIO GUIMARÃES que passou 4 (QUATRO) anos de licença a saúde, mas que dava expediente na Y YAMADA NÃO tem o que cobrar de seus subordinados, isto é, sem moral mas se fosse para embalsamar os cadáveres ele seria o primeiro a chegar até porque rola $$$$$$$, ainda dizem que o número de homicídios diminuiu em 50% conforme mostra a reportagem.....

O LIBERAL 09.03.2011
Falta de médicos legistas gera reclamações no IML


Impacientes

Diversas pessoas aguardavam pela liberação dos corpos de entes queridos

Familiares de pessoas que morreram nos últimos dias reclamaram ontem à tarde do atendimento ao público no Centro de Perícias Científicas Renato Chaves, no bairro do Benguí, em Belém, especificamente sobre a liberação de corpos para sepultamento. De acordo com relatos, não havia médico legista no local desde o último sábado. Um senhor que saiu rapidamente da sede do órgão afirmou que o filho dele, de 15 anos, morreu na madrugada de sábado, no Hospital Regional de Tucuruí, mas somente ontem, por volta das 17 horas, é que o corpo dele foi liberado em Belém. Nesse horário, segundo populares que se encontravam na frente do "Renato Chaves", é que havia chegado ao local um legista.

A senhora Ana Maria da Silva Sampaio estava com familiares desde o começo da tarde aguardando pela liberação do corpo do irmão dela, Edilson Freitas da Silva, 46 anos, que havia sido assassinado a facadas anteontem. A vítima morava no Conjunto Jardim Sevilha, na rodovia Augusto Montenegro, bairro de Nova Marambaia, em Belém.

"O meu irmão morreu ontem (segunda-feira), às quatro e meia da tarde, e ficou até agora, no final da tarde de hoje (ontem) que nem um cachorro morto, numa maca, aqui no térreo; ele estava em estado de decomposição", afirmou Ana Maria. No final da tarde, o corpo da vítima foi liberado no CPC Renato Chaves para a família.

Após as denúncias de mau atendimento no Renato Chaves, inclusive, com telefonema à redação deste jornal, a reportagem não pôde ingressar na sede do Centro, para ouvir a administração, mas tentou contatar com a Assessoria de Comunicação do CPC Renato Chaves para obter algum posicionamento acerca do assunto. Entretanto, não foi possível esse contato pretendido