Jatene é conivente com trabalho escravo

Um absurdo, que afronta todos os cidadãos de bem, ativistas de direitos humanos, a classe política progressista e a opinião pública democrática, o fato de o governador Simão Jatene, apesar de ser signatário, junto com mais 12 chefes de executivo estadual, da carta contra o trabalho escravo, compromisso elaborado pela Frente Nacional pela Erradicação do Trabalho Escravo e pela Conatrae --comissão vinculada à Secretaria de Direitos Humanos, do governo federal, ter nomeado como secretário de Estado um acusado de manter trabalhadores rurais em condições análogas à escravidão.

Trata-se do fazendeiro Sidney Rosa, escolhido secretário de Projetos Estratégicos do Pará, que responde desde 2006 na 2ª Vara da Justiça Federal do Maranhão, uma ação por escravizar trabalhadores rurais em suas propriedades, com direito à denúncia de falta de pagamento dos salários, ausência de registro em carteiras de trabalho alojamentos precários, sem banheiros nem energia elétrica, e sem transporte coletivo.

Ironicamente, na carta, Jatene assumiu o compromisso de que "será prontamente exonerada qualquer pessoa que ocupe cargo público de confiança sob minha responsabilidade que vier a se beneficiar desse tipo de mão de obra".

Logo se vê que lhe falta palavra e o mínimo de humanismo e compromisso com os ideiais republicanos de democráticos.

Isso, de aceitar alguém com esse tipo de acusação, é descer ao mais baixo degrau da política. Aliás, ser um moderno "escravocrata" ou ser conivente com isso deveria fazer parte da tal "Lei da Ficha Limpa", não?

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