Hora de aplicar a lei anti-racismo no Amazonino

O prefeito racista de Manaus, Amazonino Mendes, que recomendou a morte a uma paraense moradora da cidade que ele administra, que havia perdido a casa por um acidente climático que a incompetência do alcaide não fez nada para prevenir ou remediar, é incorrigível. Ele é mesmo daquele tipo de político do século IX, anti-povo, truculento, que existiu com muita força nos estados brasileiros antes do PT ganhar a Presidência.

Depois de toda a repercussão do seu ato, onde também responsabilizou a pobre moradora pelo acidente por sua natalidade paraense, leio no Diário do Pará que, na quinta passada, cometeu mais dois descalabros, numa nota em que pretendia por panos quentes no caso.

Primeiro, num erro de digitação, onde disse ter tido intenção preconceituosa durante a discussão com a moradora e, depois, em outro trecho do texto, para exemplificar que ele não seria preconceituoso: "Nem se fosse peruano que tivesse aqui, boliviano, é ser humano".

Sem comentários.

Com a palavra o povo boliviano, peruano e seus respectivos governos...Se é que não é hora de aplicar neste senhor a lei que tornou racismo crime inafiançável.

Clique também para ler, na Folha de São Paulo, a entrevista que a paraense Laudenice Cantalista de Paiva deu sobre o caso. A sensação dela ante o ato racista do prefeito do PTB de Manaus é bem resumida na declaração" para mim, a vida acabou naquele momento. Eu me senti um nada".

Comentários

Anônimo disse…
É Dep. vamos mesmo aplicar a lei, porque se fosse depender do Simão Lorota a paraense até agora estaria sem amparo. Foi preciso as outras entidades se manifestarem para que esse pescador se pronunciasse. Devia está contando o número de anzóis e peixes em vez de se preocupar com o nosso povo que a cada dia que se passa está sofrendo por aí.