sexta-feira, 30 de abril de 2010

Imagem para o fim de semana

Em desfile na capital, povo vietnamita celebra hoje, 30 de abril, três décadas de liberdade. Leia especial sobre isso no Opera Mundi. Conheci o Vietnã quando era Secretário de Economia durante o governo municipal do Edmílson Rodrigues e pude ver de perto os dilemas, avanços, necessidades e possibilidades dessa gente que conseguiu tomar para si seu próprio destino.

Mecanismos para garantir a segurança bancária

Ministério Público, deputados e representantes de bancos e instituições financeiras debateram na manhã de ontem, quinta-feira, 29,no Auditório João Batista na Assembleia Legislativa, a aplicação de duas leis de minha autoria direcionadas para a segurança do cidadão paraense. Elas obrigam a instalação de portas eletrônicas de segurança nos estabelecimentos bancários (Lei nº. 7.013, de 24.07.2007) e de sistema de monitoração e gravação eletrônica de imagens através de circuito fechado de televisão (Lei nº.7.117, de 31 de março de 2008).

Durante o encontro, os representantes do Banco do Brasil (107 agências no Pará), Banco da Amazônia (48 agências) e Caixa Econômica Federal (39 agências) fizeram um balanço da suas estruturas bancárias. A maioria delas já se adequou as leis.

Em sua intervenção, o presidente do Sindicato dos Bancários Pará/Amapá, Alberto Cunha, o "Betinho", concorda que é necessário que as leis tenham o apoio total dos municípios, através da criação dos Conselhos Municipais de Segurança e da adequação da legislação federal. Para o secretário de assuntos sócio-econômicos da CONTRAF (Confederação Nacional dos Trabalhadores do Ramo Financeiro), Antônio Pirotti, "a lei está desatualizada". O fato é que a legislação federal é de 1983 e ela precisa ser adequada.

Jacir Scartezini, chefe do serviço jurídico do Banco do Brasil, deu como exemplo uma iniciativa piloto praticada na Avenida Paulista, em São Paulo. São iniciativas que visam coibir assaltos em bancos, loterias, agências dos correios ou qualquer outro tipo de estabelecimento financeiro na avenida mais movimentada da capital paulista. Por elas, todas as responsabilidades e despesas são divididas entre os parceiros, com monitoração do sistema das câmeras de filmagem, alarmes, as rondas dos seguranças.

Proposta

Para mim, precisamos implementar a legislação nos municípios pólos do estado, na forma de projetos-piloto, começando por Capanema, na região Nordeste, cidade que agrega 17 municípios envolvidos na economia e distribuição da renda local. Espero que essas iniciativas possam garantir a segurança dos trabalhadores e trabalhadoras bancárias e para a população que usa os serviços.

Presenças

Agradeço também a participação dos vereadores João da Balsa (Aurora do Pará) e Paula Regina (Capitão Poço), o Capitão Waldemar Figueiredo do Batalhão de Polícia Ambiental e o promotor público Marco Aurélio, Jackson Ferreira (consultor de segurança da Caixa Econômica) e Alvaro Fleury (coordenador de segurança bancária do Basa).

1o de maio: a dura luta pelas 40 horas

Por João Franzin*, publicado originalmente no blog do Zé Dirceu

A última redução de jornada de trabalho, por lei, ocorreu em 1988, com a Constituição. A jornada caiu de 48 para 44 horas semanais. De lá para cá, houve grandes mudanças no mundo, especialmente nas tecnologias aplicadas ao trabalho. E essas mudanças favoreceram concretamente a produtividade, principalmente no setor industrial.

O movimento sindical e o Dieese entendem que tais ganhos foram apropriados só pelo patronato. Portanto, com a redução da jornada para 40 horas se estaria fazendo alguma distribuição, ainda que parcial.

Mas é uma batalha dura, pois o empresariado não só resiste como faz sua ofensiva. Veja: a Câmara dos Deputados resiste em levar a votação a PEC da redução da jornada; a Confederação das Indústrias articula essa resistência e deflagra campanha na mídia contra a redução; e os jornalões fazem editoriais e estimulam artigos pela jornada atual.

Vale registrar que a Força Sindical formalizou denúncia à Procuradoria Geral do Trabalho, por entender que a CNI faz, nessa campanha, uso indevido de recursos do Sistema S.

CUT e demais Centrais, além de combinar mobilizações na base e pressão sobre os deputados e as lideranças partidárias, agora buscam outro foco de pressão. E esse foco será o próprio governo federal, pois há entendimento de que a área econômica faz corpo mole em relação à jornada.

Não se descarta pedir audiência ao próprio presidente Lula, junto a quem as Centrais, por meio das Marchas a Brasília, têm obtido avanços reais. A ideia é tratar o tema diretamente com o Presidente, resguardando-o, evidentemente, de eventuais desgastes próprios desse conflito capital versus trabalho.

De todo modo, a questão das 40 horas, especialmente pela unidade entre as Centrais, passa a fazer parte da agenda nacional. Terá de ser resolvida. Agora ou logo depois.

*João Franzin é jornalista e assessor sindical.

Caso Lana não é piada. Pode ser seríssimo

Tido e havido como "piada", é bom todos prestarem atenção no caso, que já foi estampado até pela Rede Globo, da jovem Ana Pimenta, 19 anos, que estaria grávida, mas de quem não nasceu nenhum bebê durante a cirurgia de parto na Maternidade do Povo.

Segundo a imprensa, "o médico José Maria Guimarães, 64, informou à família, após submeter a jovem a uma cesariana, que em seu ventre não havia nenhuma criança". A questão é que esse aviso só foi feito uma hora e meia após o procedimento e que a jovem foi completamente sedada para ele, o que não é padrão nesses casos, porque apresenta riscos para a criança.

Além disso, o Diário do Pará estampa hoje que a médica obstetra Ana Maria Oliveira, responsável pelo pré-natal da jovem, atestou novamente sua gravidez e que ela fazia acompanhamento mensal na unidade da Marambaia desde o 6º mês, tendo todos os registros de consultas e exames realizados, nos quais está mais do que comprovada a presença do bebê. Também, segundo a reportagem, o médico ultrassonografista Wanderlan Quaresma, da clínica onde os exames foram realizados, afirma que a gravidez é verídica.

É bom que a SESMA cumpra o que está dizendo e apure detalhadamente o caso, pois, à primeira vista, podemos enumerar hipóteses terríveis como erro médico seguido da morte da criança, ou coisas piores como sequestro para, sabe-se lá que finalidades, passando da adoção ilegal ao tráfico de pessoas e órgãos, casos que cada vez mais tem como público preferencial pessoas de baixa renda da nossa população e que tem que ter seus direitos e dignidade resguardados.

Nenhuma solidariedade à juiza do caso da menor presa em Abaetetuba

Não pode passar em branco e exige, no mínimo, um chamado para dar explicações pela governadora Ana Júlia, a manifestação de solidariedade por parte do diretor geral do Detran, Alberto Campos, para com a juíza Maria de Andrade, que foi aposentada compulsoriamente, por unanimidade, pelo CNJ, por permitir a prisão de uma menor numa cela com homens na delegacia de polícia de Abaetetuba, fato que teve péssima repercussão na imprensa nacional.

Para além do fato dele se referir a ela com“minha amiga”, em e-mail em que solicita aos fucionários do Detran que subscrevam um manifesto em defesa da juíza, essa não é uma questão privada, mas pública, de interesse do estado do Pará e da sociedade e ele não se posicionou em âbito privativo, para amigos dele por exemplo, mas perante o corpo funcional do órgão que coordena que, aliás, nada tem com a área da justiça, segurança e direitos humanos.

Ademais, tratou-se de um flagrante ato de insubordinação ante a governadora do Pará, que já condenou esse erro, que implicou em desgaste político até para ela, embora nada tivesse de responsbailidade.

Um péssimo exemplo para crimes de ontem e de hoje

Uma vergonha a decisão do Supremo, de ontem, de manter a atual interpretação da Lei da Anistia, negando a punição dos torturadores, na contramão dos tratados internacionais dos quais o Brasil é signatário. Mais lamentável é que o relator do caso, ministro Eros Grau, tenha votado contra as punições tendo sido um ex-preso político e torturado nos porões do regime militar.

O próprio ministro Gilmar Mendes já havia declarado, durante o julgamento do italiano Cesare Batistti que a tortura não é crime político. Não entendo porque, então, se voltou atrás. Punir esses criminosos nada tem a ver com a anistia dos políticos que serviram à ditadura, estes sim, embora usurpadores do poder democrático e coniventes com a tirania, tem que ser atingidos pela Anistia de 1979. Ese foi o verdadeiro acordo firmado nessa ocasião "para acelerar o proceso democrático".

Pior ainda foi o ex-presidente do Tribunal falar que "o Brasil é devedor desses companheiros, não de armas, mas da política. Aqueles que realmente acreditaram na via do diálogo e na política como forma de construir soluções ". Tentando separar em qualidade os que pegaram em armas e os que apostaram na luta institucional, ainda que autoritária e ilegítima. Ambos tem os méritos de ajudarem a derrotar aquele regime, inclusive pegar em armas nessas circunstâncias pode ser a última alternativa, como foi para muitos naquela época.

Merece os aplausos o sempre coerente Carlos Ayres Brito, jurista que dignifica o Brasil, que taxou:"O torturador é um monstro, é um desnaturado, é um tarado. O torturador é aquele que experimenta o mais intenso dos prazeres diante do mais intenso dos sofrimentos alheios perpetrados por eles". Esse personagem sinistro - o torturador - ainda vive "solto" pelas delegacias, cativeiros e presídios do país. Que "belo" exemplo foi dado, então, pelo Supremo!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

Um artigo para debater Belo Monte

Convido você para ler e comentar artigo meu publicado hoje, gentilmente, no blog Espaço Aberto, do jornalista Paulo Bemerguy, intitulado Belo Monte: um novo modelo de desenvolvimento. Nele, defendo que:

"há quatro posições que se envolvem nessa discussão: a que desconhece o projeto e, ao invés da busca pela informação, opta pela resistência; a ultra-minoria ideológica contrária a qualquer tipo de desenvolvimentismo; a que não quere que se viabilize a energia necessária porque, politicamente, desejam um "apagão" para poder justificar o de 2001, fruto de uma ideologia livre-cambista que desdenhava do necessário planejamento estatal, aliançado com a iniciativa privada; e a que opera para desqualificar o PAC, que passa a ser reconhecido ao invés de proclamado como "inexistente", usando as boas intenções e justezas da ecologia para servir a propósitos eleitorais incofessáveis e servir aos poderosos interesses de quem pouco importa se a saída restante, sem Belo Monte, seja a energia poluidora, incrementadora do aquecimento global, alta nos custos para o Tesouro e estratosférica para os almejados lucros privados."

Não deixe de ler a íntegra, crticar, elogiar, enfim, somar forças por um Pará desenvolvido com justiça social.

Um bom acordo pelo Pará

A negociação em torno do empréstimo do BNDES finalmente chegou ao fim e com um final feliz para o estado e, principalmente, para a população e os municípios mais necessitados (leia notas abaixo), ainda que com um atraso nocivo e desnecessário. Quem apostou na chantagem política e na arrogância deu com os burros n'água ante a força dos prefeitos e da sociedade organizada.

O acordo prevê que 43% dos recursos, 157 milhões, serão destinados ao pagamento do passivo do Fundo de Desenvolvimento do Estado; 7% para as emendas parlamentares; e os 50% restante para a conclusão de obras do PAC e estradas. O critério fundamental para atender os municípios será o IDH. Quem tiver menor, recebe primeiro, como é justo numa política pública que combate desigualdades.

No final, nada de critérios politiqueiros e nada de "Napoleões".

Vamos poder conservar para sempre nossas estradas

Amanhã, no Mangueirão, a partir das 9 horas, a governadora entregará aos prefeitos as prometidas e fundamentais 500 máquinas e equipamentos para as estradas vicinais próximas às cidades, abrangendo os nossos 143 municípios.

A verba é do BNDES, que antes declarara não poder financiar estradas, fazendo a governadora ter a grande ideia de alterar o pedido no sentido de adquirir esse material, o que posibilitará aos prefeitos sempre conservarem as vias, já que as máquinas poderão ser usadas sempre, ao invés de uma simples obra que, num estado chuvoso como o Pará, tende ou a durar pouco ou a demandar permanente manutenção a um alto custo.

A semana, portanto, fecha bem, com excelentes notícias e avanços para nossa gente.

Uma homenagem merecida a Maria da Conceição Tavares

A "monstra-sagrada" ou dama-maior do nosso pensamento econômico, a portuguesa naturalizada brasileira, apaixonada fundadora e militante petista , autora de influente obra acadêmica moderna ao lado de Celso Furtado, Gilberto Freire, Florestan Fernandes, Sérgio Buarque, Raymundo Faoro, Mário Pedrosa, Paulo Freire, Darci Ribeiro, Roberto Lyra Filho, entre outros, Maria da Conceição Tavares completou 80 anos no último sábado. Ela participou dos principais debates políticos e econômicos do país na segunda metade do século XX, mas não foi só uma combatente de idéias. Pelo PT, foi eleita deputada federal pelo Rio de Janeiro, em 1994.

Para homenageá-la, A Fundação Perseu Abramo preparou uma página especial com depoimentos de pensadores, militantes e lideranças históricas, além de imagens e material de acervo. Para recordar ou para, você jovem leitor, aproveite para visitar este Portal e conhecer entrevistas, artigos e muito mais sobre a vida dessa importantíssima pensadora e política do Brasil.

Está surgindo uma nova democracia no Brasil

A realização de conferêncais nacionais, precedidas de etapas estaduais tem alterado a forma da democracia vigente no Brasil. Em pesquisa do Instituto Universitário de Pesquisas do Rio de Janeiro (Iuperj), constatou-se que das 1.937 diretrizes das conferências analisadas, foram gerados 2.808 projetos de lei e propostas de emendas constitucionais; 321 projetos de lei e emendas constitucionais aprovados, sendo 312 leis ordinárias ou complementares e nove emendas constitucionais, totalizando 3.129 proposições legislativas.

É uma forma inédita de cooperação entre Estado e sociedade civil, onde esta, por dentro do Estado, apresenta as suas próprias demandas, fortalecendo-a e, por isso, mantendo-a autônoma.

Ou seja, com democracia participativa, espantamos a mentira da cooptação dos atores sociais, como adoram bradar os oposicionistas de plantão e não enfraquecemos as instituições, mas sim as enrobustecemos com mais idéias e propostas e porque estas advém da sociedade, criando um vínculo que só desenvolve o regime democrático, a relação representante e representado.

Leia uma matéria completa sobre isso na Agência Brasil.

quarta-feira, 28 de abril de 2010

Os absurdos e erros no projeto Parsifal

São quatro pontos sem fundamentos na Emenda Substitutiva ao Projeto de Lei nº 259/2009 (leia nota abaixo). O autor da emenda é o deputado Parsifal Pontes (PMDB).

Um problema grave é tentar diferenciar os municípios por quantidade populacional. Como é que o município de Bannach, com população estimada em apenas 3.947 habitantes, vai receber a mesma quantia que Altamira, que tem 98.750 habitantes (e é reduto eleitoral do presidente da Alepa, Domingos Juvenil)?. A emenda destina R$ 1 milhão para estes municípios. Quero saber que critério é esse?

O pedido do deputado Parsifal ainda obriga a aplicação de mais de R$ 8 milhões para reformas no Tribunal de Contas dos Municípios e desapropriação do terreno anexo ao Tribunal Regional Eleitoral para expansão do prédio. Obras que acabaram de ser inauguradas. Fora a construção de 3 blocos residenciais no Comar, que jamais foi discutido nessa Casa ou com a sociedade.

Desorientado, deputado atira e atinge o pé

Para a educação, Parsifal pede a destinação de mais de R$ 23 milhões para reformas das escolas municipais, porém a governadora já se mobilizou em Brasília e conseguiu um recurso-ponte de apoio à educação de mais R$150 milhões junto ao MEC para o Governo do Estado cumprir essa demanda.

Outro ponto sem nexo esta no artigo 6º da tal emenda substitutiva, na qual diz que “os recursos provenientes desta operação de crédito deverão ser creditados em conta específica”, ou seja, isso significa que os municípios inadimplentes estarão sem possibilidades de movimentar os recursos.

Parece que o deputado Parsifal, além de desatualizado e muitíssimo preocupado em garantir suas bases eleitorais e eventuais apoios político-institucionais, está sonhando. Dizem que ele foi sondado para concorrer ao Governo. Deve ter sido isso que o levou a elaborar esse substitutivo que tenta destituir a governadora Ana Júlia Carepa de suas atribuições, pelo que ele mesmo assumiria o comando do Governo.

Direto do plenário: empréstimo em pauta

O debate foi bom, nesta manhã, no plenário da Assembleia Legislativa (leia nota acima), que contou com a presença de dezenas de prefeitos dos municípios paraenses em busca da aprovação do empréstimo de R$366 milhões junto ao BNDES. Para uns, esse fato gerou um "efeito ebulição", transformou a ALEPA num "caldeirão", contudo, é justamente da natureza do Poder Legislativo, pelo menos nas boas democracias, que esta Casa seja uma Casa de pressão popular, da busca dos representados pelos representantes e vice-versa, da manifestação de vontade e interesse da sociedade e de indivíduos perante o Poder Público.

Finalmente avançamos na discussão quando o líder do PMDB, deputado Parsifal Pontes, resolveu apresentar um substitutivo à proposta do governo, que previa 30% dos recursos do empréstimo em investimentos diretos nos municípios, no qual propunha não mais 1/3 e sim metade, 50% desse valor, indo diretamente para os cofres municipais.

Esse gesto do deputado provou duas coisas.

Uma, é que a pressão dos chefes dos executivos das cidades do interior do estado, que lutaram legitimamente por mais verbas para suas administrações, deu resultado. Quem dizia ou pretendia ignorar esse movimento teve que voltar atrás, reconhecer a força dos nossos prefeitos e negociar com eles, inclusive os de mesmo partido que alguns deputados, que sequer estavam sendo escutados, desgastando-se, inclusive com seus próprios correligionários.

Duas, é que há muito tempo os setores que trancavam essa votação poderiam ter tido uma prática diferente e não o fizeram por estritas questões político-eleitorais. Se não votavam porque "não havia detalhamento" (o que não é verdade, pois o governo apresentou as planilhas para as bancadas), poderiam ter feito o que fizeram hoje: apresentado um contra-projeto. Por que não tomaram essa atitude?

Soluções essenciais

Estive ontem com a governadora tratando, entre outros temas, desse assunto, e ela está disposta a encontrar uma mediação negociada entre a proposta de 30% e a de 50% para os próximos dias.

Nesse processo todo, os grandes vitoriosos serão o povo do Pará, através das obras do governo do estado e dos prefeitos. Ainda bem que neste interim, entre a disponibilização pelo presidente Lula dessa linha de financiamento aos estados e o movimento de obstrução, a governadora, graças a sua eficiente condução das finanças públicas estaduais, pode fazer frente à perda de quase 400 mi advinda da crise econômica, resolvendo o problema do Ophir Loyola, que é previsto no 366 milhões.

Desagravo em vez de repúdio

Ontem, 27, a deputada Bernadete Tem Caten (PT) foi à tribuna afirmar que o deputado federal Zé Geraldo (PT) não é merecedor dos votos de repúdios do Parlamento Estadual. Estou de acordo com a nobre colega.

A proposta nada ilustre saiu da boca do deputado Megale (PSDB), que não quer reconhecer o esforço do Zé Geraldo em trabalhar pelo desenvolvimento do Pará. Ele que já fez tanto pela duplicação da Transamazônica e lutou pelos recursos do PAC. O Zé Geraldo fez apenas uma crítica ao empecilho pela aprovação do empréstimo, ele não generalizou a situação.

Na educação, vamos insistir nas negociações

Me preocupa o indicativo da assembleia geral dos professores da rede estadual de ensino que, ontem, decidiram pela greve a partir do dia 7 de maio, pois a Seduc cumpriu a promessa aos dirigentes do SINTEPP de entregar uma proposta de Plano de Cargos, Carreira e Salários (PCCR), contemplando todos os servidores do magistério. Além disso, já dentro de um período em que vigora a proibição legal de concessão de reajustes salariais, por causa da lei eleitoral, 800 mil estudantes terão o ano letivo afetado gravemente, perto da virada do semestre, uma das etapas mais importantes, tanto para a formação quanto para o vestibular, ainda mais este ano em que a UFPA decidiu adotar o ENEM. Será a perda de um oportunidade histórica para essa juventude conquistar a vaga no ensino superior.

Claro que as reivindicações dos professores são justas, mas além da proposta de PCCR que a SEDUC apresentou, todos esses anos a governadora concedeu reajustes reais, acima da inflação, dentro da política de valorização dos servidores públicos. As motivações políticas precisam, então, ser dosadas com a responsabilidade.

Ainda ficaram agendadas duas novas reuniões para discutir o plano e a entrega oficial do PCCR à ALEPA pela secretária Socorro Coelho. Portanto, ainda temos tempo para chegar a uma solução negociada, que esteja dentro das possibilidades do Estado, garantindo conquistas aos trabalhadores da educação e dando oportunidade para a nossa juventude.

Uma "salada de frutas" eleitoreira

Totalmente descabida, com claros fins eleitoreiros, a reportagem de O Liberal de ontem, no caderno Poder, intitulada Dois milhões de hectares sob risco , que afirma: "Depois de perder a sede da Amazônia da Copa do Mundo para Manaus, o GP de Atletismo para o Rio de Janeiro, de viver sob a ameaça de ficar sem a segunda esquadra da Marinha - cotada para ser instalada no Maranhão - e sem a sede do Tribunal Regional Federal da Amazônia, o Pará corre o risco de sofrer mais uma grande perda: cerca de 2,2 milhões de hectares de seu território para o Estado do Mato Grosso".

A mistura de assuntos completamente diferentes visa, obviamente, colar a imagem negativa na gestão da governadora Ana Júlia.

A Copa do Mundo foi perdida por anos de falta dos investimentos públicos e privados necessários nos últimos, pelo menos, 12 anos, e pelo intenso lobby tucano dentro da CBF. O GP não foi uma perda. Todas as confederações esportivas estão transferindo suas fases decisivas para o Rio em virtude das Olimpíadas, além de ser um investimento altíssimo que rende quase nada para o esporte local (que vem recendo um grande investimento estadual), cujos ícones sequer podem disputar as provas, sem falar no elevado cachê pagos para estrelas que, em sua maioria, só são conhecidas de um distinto público. Mas, ainda assim, garantimos uma importante fase classificatória.

A base da Marinha e o TRF ainda estão em disputa e pela localização geopolítica histórica do Pará e pelo tamanho, gravidade e diversidade dos inicidentes políticos que, infelizmente, ocorrem em nossa terra, pela ausência histórica de políticas de combate, como crimes ambientais, trabalho escravo e violência no campo, produzida pela grilagem e latifúndio improdutivo, tudo indica que o Tribunal ficará no Pará.

A disputa territotial com Mato Grosso é de uma seara totalmente diferente das duas primeiras. É uma confusão em relação aos pontos de referência, cometida em 1922, pelo Clube de Engenharia do Rio de Janeiro, ancestral do IBGE, quando da elaboração da primeira Convenção Internacional de Cartas Geográficas. Uma questão que remete tomando ao trabalho desenvolvido ainda pelo marechal Cândido Rondon. E tenho certeza que o Supremo Tribunal Federal, na figura do ministro Marco Aurélio de Melo, saberá julgar com sapiência a questão, não permitindo injustiças tantos anos depois e nem que as motivações políticas dos paraenses e sulistas - vide a agitação pela intervenção Federal - que trabalham contra o Pará sagrem-se vitoriosas.

Caso da juíza que visitou preso precisa ser esclarecido

Quero parabenizar o superintendente do Sistema Penitenciário (Susipe), delegado Justiniano Alves Júnior, e o o presidente da Ordem dos Advogados do Brasil, seção Pará, Jarbas Vasconcelos pela representação no Tribunal de Justiça do Estado e ao corregedor do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), respectivamente, contra a juíza Sarah Castelo Branco.

Nada pessoal, mas é um absurdo e uma desmoralização a juíza ter saído do seu plantão do Fórum, no domingo, 18, e se deslocado até o Centro de Recuperação Penitenciário acompanhando Jacob Jessé Dias França, para visitar José Roberto Fernandes Barbosa, que responde processo por tráfico de drogas e que a Polícia Civil paraense diz ser o 'Barão do Pó', por seu envolvimento com o tráfico de cocaína.

O Pará é uma das rotas preferenciais, principais, do narcotráfico e por isso nossa Justiça tem que ter uma posição firme para esclarecer este caso.

Apareceu do o "mensalão" do demotucanato paraense.

Os tucanos do Pará, além de responder pela legado de seus (des) governos nos últimos 12 anos, cujo "saldo" fez a governadora Ana Júlia derrotar o "mito" Almir Gabriel em 2006, agora vão ter que prestar contas à população sobre a corrupção em seus mandatos, assim como ocorre com seus pares nacionais, como Alckmin/Serra (caso Alstom), Yeda Crusies (RS), Leonel Pavan (SC), Cássio Cunha Lima (governador da Paraíba cassado), Roberto Arruda (primeiro governador preso da História, que enão é tucano, mas é "primo"), entre outros.

Ontem, o fundador e histórico dirigente do PSDB, ex-Secretário Estadual de Desenvolvimento Urbano e Regional, Paulo Elcídio e 15 construtoras que prestaram serviços aos governos demotucanos, foram denunciados pelo Ministério Público Federal por improbidade administrativa na contratação e acompanhamento de obras de saneamento básico do projeto Alvorada, baseando-se em operações de fiscalização feita pela Funasa, TCU, AGE e pela própria Sedurb, que causaram prejuízo de R$ 41,8 milhões aos cofres públicos e deveriam ter beneficiado nada menos do que 50 municípios.

Especificamente, o desvio de dinheiro inviabilizou serviços fundamentais para o povo mais humilde, como a ampliação de sistemas de água potável, implantação de esgotamento sanitário e melhorias sanitárias domiciliares. Agora, os denunciados serão julgados pela Justiça Federal.

A lista de irregularidades, segundo o MPF, é extensa: falta de fiscalização das obras;alteração na relação de beneficiários sem comunicação à Funasa; alterações no projeto básico e nas dimensões e disposição das construções; instalação dos reservatórios em desacordo com as orientações do fabricante; má qualidade dos serviços executados, levando a uma deterioração precoce das melhorias; inexistência ligações de água ou sem pressão adequada; construção de módulos sanitários em locais onde a ampliação do sistema de abastecimento de água não foi ainda implementada; alteração no plano de trabalho não comunicada à Funasa; paralisação das obras ocasionada por problemas relativos à desapropriação de áreas necessárias à implantação do projeto, o que poderia ter sido evitado com uma melhor organização das atividades; reprovação das contas dos convênios; convênios sem descrição detalhada das metas a serem atingidas; não aplicação da contrapartida nos termos previstos no convênio; inexistência de processos licitatórios na execução da contrapartida do programa; diferenças de preços do mesmo produto na mesma época na execução do programa; ausência de identificação completa do objeto nos documentos comprobatórios de despesas; contratação mediante dispensa de licitação sem a devida justificativa; diretrizes para a execução das obras em desacordo com as normas da técnicas e com as planilhas contratuais; cronograma físico da contratada em descompasso com o cronograma aprovado; subcontratações indevidas; ausência de comprovação de regularidade fiscal; falta de recolhimento de imposto sobre serviço; e falta de retenção de contribuição previdenciária.

Belo Monte: um marco do licenciamento ambiental

Assista, abaixo, entrevista com o ministro das Minas e Energia, Márcio Zimermman, sobre a nova concepção que permeia a construção de Belo Monte e mais dados que desmistificam essa obra importante para o desenvolvimento econômico e social do Brasil e do Pará:

Investimentos no turismo vão decolar

Para calar a boca de quem só sabe ver coisa ruim no Pará, fazendo jus ao nosso potencial e, agora, juntando dinheiro às boas ideias, o Banco do Brasil assinou convênio, nesta segunda-feira, com o Governo do Estado, através da Companhia Paraense de Turismo (Paratur), abrindo uma linha de financiamentos para o turismo no Pará, no valor de R$ 100 milhões.

Os recursos darão um grande impulso às atividades ligadas ao turismo envolvendo micros, pequenos e grandes empresários, bem como municípios que poderão investir em obras de infraestrutura para receberem a demanda.

Nossos números já eram positivos, pois, só ano passado, vieram ao Pará 55.366 turistas estrangeiros, um acréscimo de 3,8% se comparado a 2008, com a ocupação de 56,8% da rede hoteleira, gerando 80.478 empregos, sendo 20.119 diretos e 60.359 indiretos, 3,04% a mais que em 2008. Um movimento de 860 milhões de reais na economia paraense.

O turismo tem tudo para ser uma das locomotivas da nossa economia e vai decolar com esse acordo histórico para o setor.

Empregos não param de crescer

Em março, novamente o Pará registrou expansão do emprego formal, com mais de 25 mil postos gerados em 2010, com a projeção de alcançar 30 mil até o fim de 2010, segundo levantamento do Dieese. Só a construção civil teve saldo positivo de 6.400 empregos nos últimos 12 meses, segundo o Ministério do Trabalho. O mercado imobiliário paraense deve crescer 10% este ano e o estado receberá cerca de US$ 52 bilhões em investimentos privados.

Ainda assim tem os que fingem não ver a realidade. Vão se deparar com ela quando as urnas abrirem.

Meia-passagem começa a ser realidade

Há muito tenho insistido, batido e repetido que sem uma política para a juventude não há uma política séria para o desenvolvimento. Por isso, meu mandato luta tanto por essa parte da nossa população e é muito gratificante ver um bom combate travado ser bem sucedido.

Meu mandato tomou, no já distante ano de 2007, a iniciativa política de dialogar com o governo do estado no sentido de agilizar a regulamentação, que caberia ao Executivo encaminhar à ALEPA, da meia-passagem intermunicipal, aprovada no apagar das luzes do governo Jatene, que achava que o PT não daria prosseguimento à tarefa.

Viajei esse estado inteiro promovendo Audiências Públicas, envolvendo entidades estudantis, jovens desorganizados apenas preocupados com o assunto, UEPA, ARCON, a Casa Civil, entre outros atores, para encamparmos essa demanda tão urgente para a juventude paraense, pois beneficiaria mais de 100 mil estudantes que se deslocam diária ou periodicamente de cidades onde moram para onde estudam em busca de uma oportunidade melhor, seja na vida, seja no trabalho.

Depois de muitos debates com o movimento estudantil, reuniões com empresários e seus representantes , diálogos com os parlamentares, polêmicas saudáveis com setores do governo, idas e vindas nas propostas e negociações com todas as partes envolvidas, ontem começou no portal do governo o cadastramento das instituições de ensino que serão beneficiados pela meia-passagem intermunicipal. Uma luta que valeu muito a pena liderar, pois vai aliviar a renda doméstica, combater a evasão escolar e ajudar a formar uma geração preparada, à altura do que o Pará precisará para crescer cada vez mais e melhor.

Se depender da juventude, reeleição está garantida

Aproveito o fio da meada para parabenizar a juventude do PT, na figura do Secretário Cássio Nogueira, que realizou, na UEPA, seu Encontro Estadual nesse sábado, 24.

Nossos jovens mostraram maturidade política ao construir um documento consensual, com propostas avançadas para o programa de governo voltado aos jovens nesse embate pela reeleição e muita disposição de ir à luta defender, com unidade, os avanços coordenados pela governadora Ana Júlia, como o Bolsa-Trabalho, que já alcançou 60 mil jovens, incluindo 18 no mercado formal.

A governadora esteve presente no Encontro, mostrando o prestígio da Juventude Petista, mas também seu compromisso com os jovens, se comprometendo, inclusive, com os 13 pontos a ela apresentados. Com certeza, se depender da garra da nossa juventude, nossa companheira Ana Júlia será reconduzida ao Palácio dos Despachos em outubro.

Leia as propostas da juventude do PT entregues para a governadora Ana Júlia.

terça-feira, 27 de abril de 2010

Leis que garantem segurança para bancários e população não são cumpridas

As leis foram feitas para serem cumpridas. Isso é fato. Mas não é o que anda acontecendo com duas proposições direcionadas para a segurança do cidadão paraense, de minha autoria,que obrigam as instalações de portas eletrônicas de segurança nos estabelecimentos bancários (Lei nº. 7.013, de 24.07.2007) e de sistema de monitoração e gravação eletrônica de imagens através de circuito fechado de televisão (Lei nº.7.117, de 31 de março de 2008).

Para garantir o direito do cidadão, na próxima quinta-feira, 29, às 9 horas da manhã, vou debater e avaliar a implantação dessas leias, durante audiência pública no Auditório João Batista na Assembleia Legislativa. Quero saber quais os motivos para essas leis não estarem sendo cumpridas, pois já recebi várias denúncias da ausência desses serviços e da falta de fiscalização dos meios competentes.

Convidei para a Audiência o presidente do Sindicato dos Bancários do Pará/Amapá, Alberto Rocha Cunha (Betinho), representantes das agências bancárias do Banpará, Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, além de representantes das Policias Civil e Militar e da Secretária de Segurança Pública do Pará.

Sua presença é de grande importância para o enriquecimento dos debates e para o estabelecimento de providências necessárias à garantia da segurança para você, sua família, à comunidade e aos trabalhadores e trabalhadoras bancárias.

Se agende aí:

Data: 29/04/2010 (Quinta-feira)

Horário: 09h30 às 12h

Local: Auditório João Batista (Alepa)

Debate:

Lei nº. 7.013, de 24.07.2007 - Dispõe sobre a obrigatoriedade de instalação de portas eletrônicas de segurança nos estabelecimentos bancários em funcionamento nos municípios do estado do Pará e dá outras providências.

Lei nº. 7.117, de 31 de março de 2008 - Dispõe sobre instalação de sistema de monitoração e gravação eletrônica de imagens através de circuito fechado de televisão em estabelecimentos financeiros em funcionamento no Estado do Pará e dá outras providências.

Uma festa para os sonhos, as lutas e as vitórias

(clique nas imagens para ampliá-las)

Foi uma festa calorosa, com mais de 5 mil amigos e amigas se divertindo, trocando experiências, discutindo idéias e comemorando nossas conquistas comuns. Quero agradecer de todo o coração a presença de todas as pessoas que estiveram presentes na minha festa de aniversário, no último sábado, na AABB.

Foi um momento de alegria e de união. Fiquei muito feliz ao ver amigos e companheiros que estão na luta pelo desenvolvimento justo do Pará como a Governado Ana Júlia, o chefe da Casa Civil Everaldo Martins, o secretário André Farias, o presidente do PT Estadual João Batista, o superintendente do Incra em Belém Elielson Silva, os deputados federais Beto Faro e Paulo Rocha do PT e Wladimir Costa (PMDB), o deputado estadual Luis Cunha (PDT).

Meus amigos e parceiros de lutas como os prefeitos Antônio Elias (Nova Timboteua), Marifrança (Santa Maria do Pará), Fernando Cruz (Curuçá), Vagner Cury (Salinas), Antônio Neuton (Nova Esperança do Piriá), Elias Santiago (Concórdia do Pará), Cristiano Martins (São Domingos do Capim), Sandra Miki Nogueira (Igarapé-Açú), marcaram a presença.

E, como não poderia ser diferente, meus camaradas vereadores, lideranças municipais e membros dos sindicatos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais de Capanema, São Domingos do Capim, Igarapé-Açú, Nova Timboteua, São João de Pirabas, Salinopólis, Mãe do Rio, Augusto Correa, Curuça, Cametá, Peixe Boi, Bonito, Bujaru, Concórdia do Pará, Mocajuba, Limoeiro do Ajurú, Aurora do Pará, Ipixuna do Pará, Irituia, Paragominas, Barcarena, Igarapé-Açú, Santarém Novo, Mocajuba, Santa Luzia do Pará, Cachoeira do Piriá, Bragança, Capitão Poço, Garrafão do Norte, Acará, Limoeiro do Ajurú, Curralinho, Muaná, Magalhães Barata, Mojú, Tomé-Açú, Belém, Marituba, Benevides, Icoaraci, Benfica, Ananindeua, entre outras localidades.

Aproveito também para agradecer pelo abraço meus companheiros Mario Cardoso, Suely Oliveira e José Priante. Só tenho a agradecer o carinho de todos e todas.

Leia a postagem que a governadora fez no blog dela sobre meu aniversário e aproveite para conferir um slide com fotos da festa, tiradas pela equipe do site dela. Por aqui, ao longo da semana, publicarei imagens da comemoração.

"Belo Monte será modelo de hidrelétrica no Brasil"

Leitores, seguindo aqui nosso desafio de mostrar que Belo Monte será um investimento importante para o Pará e para o Brasil, para produzir energia limpa, portanto sustentável, e barata, para sustentar nosso crescimento econômica, mas correta do ponto de vista social e cultural, publico abaixo a transcrição da entrevista concedida, ontem, pelo presidente Lula ao tradicional programa de rádio “Café com o Presidente”, da EBC: "Nós estamos cuidando da preservação de mais áreas indígenas. Arara da Volta Grande, Xingu e Paquiçamba, que antes seriam atingidas, não vão ser mais atingidas. Há previsão de realocação de 16 mil pessoas. Portanto, nós estamos pensando em fazer uma hidrelétrica que seja modelo" - declarou o presidente. Você pode assistir à entrevista clicando aqui.

Luciano Seixas: Presidente, na semana passada foi escolhido o consórcio de empresas que vai construir a usina hidrelétrica de Belo Monte. Por que é importante para o país construir essa usina?

Presidente Lula: Luciano, Belo Monte é um projeto de 30 anos, não é um projeto de agora. Belo Monte levou muito tempo sendo discutida, foi muita gente que discutiu se fazia projeto, se não fazia projeto, e nós conseguimos dar a Belo Monte um tratamento, eu diria, qualificado, envolvendo todo o segmento da sociedade num debate, e é isso que eu peço a compreensão da sociedade brasileira para perceber o que está acontecendo. Nós temos um potencial hídrico de praticamente 260 mil megawatts. Se o Brasil deixar de produzir isso para começar a utilizar termelétrica a óleo diesel será um movimento insano contra toda a luta que nós estamos fazendo no mundo pela questão climática. Eu queria dar um exemplo, Luciano, importante para o povo brasileiro entender: nós temos fixado um preço por megawatt/hora, mínimo, de R$ 83,00. As empresas que ganharam ofereceram praticamente R$ 78,00 o megawatt/hora. É importante a gente fazer uma comparação para o povo saber o que nós estamos falando: a usina Belo Monte, ela vai custar R$ 78,00 o megawatt/hora; uma usina eólica custa R$ 150,00 o megawatt/hora; e uma usina a gás, mais ou menos R$ 200,00 o megawatt/hora. Portanto, a energia hídrica ainda é a mais barata. O que nós precisamos é trabalhar com muito cuidado para fazer as hidrelétricas da forma mais cuidadosa possível, causar o menor impacto ambiental possível, e é por isso que eu estou muito feliz, porque depois de 30 anos finalmente Belo Monte vai sair.

Luciano Seixas: Presidente, como o senhor disse, a construção da usina é um projeto de muito tempo, há anos vem sendo discutida e pensada. Mudou muita coisa no projeto desde que começou até agora?

Presidente Lula: Mudou, mudou, Luciano. Nós tivemos uma redução de 60% na área ocupada pelo reservatório da usina. O lago previsto hoje é 40% daquilo que era previsto anteriormente. Nós estamos cuidando da preservação de mais áreas indígenas. Arara da Volta Grande, Xingu e Paquiçamba, que antes seriam atingidas, não vão ser mais atingidas. Há previsão de realocação de 16 mil pessoas. Portanto, nós estamos pensando em fazer uma hidrelétrica que seja modelo, que seja exemplo de que o Brasil vai continuar fazendo a hidrelétrica, mas, sobretudo, o Brasil vai continuar dando importância ao povo brasileiro: cuidar dos nossos índios, cuidar dos nossos produtores rurais, cuidar dos nossos ribeirinhos. As pessoas não terão prejuízo, pelo contrário, o que nós queremos é que a hidrelétrica signifique um ganho para essas pessoas, uma melhoria na qualidade de vida dessas pessoas. Nós fizemos o licenciamento ambiental, acho que foi o melhor já ocorrido em todo o Brasil. Foram cinco anos de estudo para dar licença prévia. Obviamente que sempre vão ter aqueles que não querem que a gente faça, porque tem aqueles que esperam que haja sempre uma desgraça no país para eles poderem encontrar um culpado. Nós temos aí uma indústria do apagão, pessoas que não querem que a gente construa a energia necessária porque querem que tenha um apagão para poder justificar o apagão de 2001. O apagão de 2001 foi incompetência e nós não vamos ter atos de incompetência.

Luciano Seixas: Presidente, outro tema de destaque da semana passada foi sua ida à terra indígena Raposa Serra do Sol no dia em que se comemora o Dia do Índio. A homologação dessa área foi um marco para as conquistas dos povos indígenas, não?

Presidente Lula: Eu acredito que foi uma coisa extraordinária a demarcação da Raposa Serra do Sol. É importante lembrar, Luciano, que nós temos trabalhado muito para tentar normalizar, regularizar e dar cidadania aos povos indígenas no Brasil. Desde 2003, nós homologamos 81 terras indígenas. O Brasil tem hoje 663 terras indígenas homologadas, declaradas, delimitadas, em estudo, somando 107 milhões e 618 mil hectares, ou seja 12,5% do território nacional já está praticamente preservado e cuidado para os índios. Nós demos um passo definitivo para reconhecer os índios como cidadãos brasileiros, donos da sua cultura, homens livres que podem exercitar da forma que quiserem toda a sua cultura, e cabe agora ao governo garantir mais. Nós temos que garantir possibilidade de produção de qualidade, de educação de qualidade, de saúde de qualidade, para que os índios sintam-se verdadeiramente brasileiros e que a gente tenha orgulho deles serem brasileiros, e eles tenham orgulho do nosso país.

Luciano Seixas: Muito obrigado, presidente Lula, e até a semana que vem.

Presidente Lula: Obrigado a você, Luciano, e até a próxima semana.

Breves comentários sobre o noticiário político

A ex-ministra Dilma foi presa com 19 anos, lutando contra a ditadura militar, fato que é usado até na propaganda negativa contra ela. Por quê alguém acha que ela precisaria se apropriar indevidamente da imagem de terceiros para demonstrar sua militância e seu engajamento?

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Existe uma maxima na política : quando nao souber o que fazer, haver aquele vazio de idéias e propostas, crie uma comissão para estudar o assunou prometa um ministério. O tucano Serra, para cada tema que surge, ele anuncia a criação de um Ministerio. Semana passada foi o dos Deficientes Físicos, ontem o da Segurança Pública.

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O Brasil agora está enfrentando, segundo os tais "analistas" e "especialistas", um novo problema. É que os indicadores econômicos do Brasil estão numa velocidade estonteante: a economia cresceu pelo menos 10% no primeiro trimestre, as vendas de automóveis 18% no mesmo período, investimento estrangeiro direto, alcançando US$ 26,3 bilhões nos 12 meses que antecederam a março. Tudo indica que a economia do Brasil se expandirá 5,5% este ano, masaalguns economistas esperam uma taxa de 7%.

Para ela, o mundo é uma grande fazenda

(...)Quero fazer um desafio aos ministros do Trabalho, do Meio Ambiente e do Desenvolvimento Agrário: que eles administrem uma fazenda de qualquer tamanho em uma região de nova fronteira agrícola e tentem aplicar as legislações trabalhistas, ambientais e agrárias completas na propriedade. Mas não podem fazer milagre, porque nós vamos acompanhar. Se, depois de três anos, eles conseguirem manter o emprego e a renda nessa propriedade, fazemos uma vaquinha, compramos a terra para eles e damos o braço a torcer, reconhecendo que estavam certos.

Essa é a Dama do Latifúndio, senadora Kátia Abreu (DEM-TO), provável vice de José Serra, que tentou intervenção Federal no Pará porque aqui se combate o crime dos amigos grileiros dela.

Veja o cinismo e a concepção torpe, como se o mundo girasse em torno dos fazendeiros e dos dilemas de administrar uma fazenda, incluindo aí os direitos humanos, sociais, trabalhistas, previdenciários, infanto-juvenis.

Quanto mais ela vem à luz, mais se revela como defensora de um mundo onde os ricos vem primeiro, o resto de acordo com os negócios desses.

segunda-feira, 26 de abril de 2010

Diálogo com Jáder, empréstimo do BNDES, "alhos e bugalhos"

Setores políticos tem, voluntária ou involuntariamente, confudido alhos com bugalhos na questão que envolve a retomada da aliança com o PMDB no Pará, para as eleições de outubro, com a liberação do empréstimo do BNDES, pela ALEPA, para compensar as perdas do Pará durante a crise econômica mundial do ano passado.

A governadora tomou uma atitude correta, altiva, digna de uma comandante política, ao visitar o deputado Jáder Barbalho em sua residência na semana passada, acompanhada do candidato ao Senado do PT, companheiro Paulo Rocha, para conversar. É fundamemental, aliás, que nossa principal liderança assuma as rédeas da articulação política para reeleger o projeto democrático e popular.

Na cabeça de alguns, isso é contraditório com a recepção, pela governadora, dos 60 prefeitos que vieram até Belém dialogar com os deputados estaduais no sentido deles votarem a favor dos 366 milhões disponibilizados para o estado pelo governo federal, a verba fundamental para a contrapartida do estado nas obras do PAC.

Os recados de uma governadora atirada, firme e decidida

No primeiro ato, Ana Júlia mostrou para todos, de forma bem clara e inequívoca, que quer a aliança com o PMDB e o apoio de suas lideranças, principalmente de seu líder maior, Jáder Barbalho, para a reeleição, para este e para o futuro governo.

No segundo ato, que quer ver aprovado o empréstimo, que lutará por isso porque é sua orbigação como governadora do único estado da Federação que ainda não teve essa autorização pelo parlamento estadual.

Não tenho dúvida de que os dois atos da governadora incomodaram, além dos "machões" de plantão, os que querem o PT e o PMDB separados em 2010, mas, decididamente, ver contradição nos atos é confundir alhos com bugalhos.

O sensacionalismo Global contra Belo Monte

Lamentável, cínica, demagógica e eleitoreira. São as quatro melhores palavras para classificar a reportagem de ontem, do Fantástico, na Rede Globo,sobre a usina de Belo Monte. Quem assistiu pensa até que a emissora aderiu ao "ecossocialismo", mas não se engane, leitor, se trata de tentar desgastar a candidatura da ministra Dilma, desqualficando o PAC, que passa a ser reconhecido ao invés de combatido como "inexistente", e dar uma mãozinha para a campanha "ambientalista" de Marina Silva.

A reportagem ignorou que a sociedade brasileira debate a construção de Belo Monte há 20 anos, entre polêmicas, idas e vindas, que já alteraram 100% do projeto inicial, a fim de torná-lo socialmente justo e ambientalmente correto e respnsável com a conservação da natureza e da cultura da região. Ignorou que já são 1,4 bilhões previstos só para as compensações sócio-ambientais. Ignorou que o projeto já está dotado de todas as certificações e estudos ambientais necessários. Finge que não vê que o Brasil e o Pará precisam produzir energia limpa (que parece não preocupar certo tipo de "ecologista") e barata para sim - e porquê não? - sustentar um crescimento alto e distribudor de renda e riqueza, como vem ocorrendo nos últimos 8 anos.

Dizer que os índios lutam para "preserar seu paraíso", mostrá-los dizendo que não sabem se os rios vão secar e que isso acabará com "água para beber" e "peixe para comer" e a famosa índia que "levantou seu facão" contra a obra nos anos 80 "temerosa" quanto à sua filha pequena e sua "mãe velhinha" é uma manipulação da informação que merece o acionamento imediato do Judiciário. Nem uma dessas coisas está em questão.

Mais ridícula do que a reportagem exibida, sensacionalista e claramemente uma peça publicitária contra a hidrelétrica, só a presença de um cineasta que sequer produziu um filme sustentável em sua produção e, claro, desconhece completamente que Belo Monte é uma obra radicalmente distinta dos tais "grandes projetos" que vigoraram durante a ditadura. Basta conhecer o projeto, o que o blog vai começar a ajudar a opinião pública democrática a fazer a partir de hoje.

sexta-feira, 23 de abril de 2010

Participe do meu aniversário

Amigos e amigas, companheiros e companheiras e todos e todas que nos acompanham no blog, convido vocês para participarem da minha festa de aniversário, que será neste sábado, dia 24 de abril, na AABB. Dentre muitas atrações musicais e a nossa confraternização, também se apresentará a banda Xeiro Verde.

Será um momento para a diversão, descontração e, porque não, para colocarmos os assuntos em dia. Mais do que meu aniversário, é uma festa que ofereço a você, pelo apoio, solidariedade, pela nossa luta comum e por nossas realizações.

Espero todos e todas lá na AABB!

terça-feira, 20 de abril de 2010

Realizações em Igarapé-Açu

(Foto: Euníce Pinto)

No último sábado, 17, estive com a governadora Ana Júlia Carepa inaugurando 3 quilômetros de asfalto na rua 1º de Maio, em Igarapé-Açu. Além disso, participei do ato de inauguração do sistema de Energização da Vila de Santo Antônio do Prata, na presença dos meus amigos vereador Chapeta e prefeita Sandra.

No mesmo dia, foi realizada a inauguração da escola Maria Ione, após pouco mais de um ano e meio de construção, e que já está em pleno funcionamento desde o dia 1º de março.

E ainda teve mais, atendendo pedido do município, a governadora Ana Júlia presenteou Igarapé-Açu com um kit completo de patrulhas mecanizadas, que auxiliarão no trabalho de manutenção de estradas vicinais, além de obras na área urbana.

À noite, Ana Júlia inaugurou dois infocentros, um na Associação de Desenvolvimento Comunitário do Bairro do 40, com 13 computadores, e outro na sede do Movimento Articulador de Políticas Públicas de Igarapé-Açu (MAPPI), com 15 computadores. Ao longo da agenda, o deputado federal Beto Faro também acompanhou as inaugurações.

segunda-feira, 19 de abril de 2010

No Pará, o momento político é de entendimento. Não de bravatas

Até onde me consta não existe sentimento generalizado no PT contra a aliança com o PMDB. Pelo contrário: estamos nos esforçando para chegar a uma modelagem para as eleições que concretize a nossa estratégia, decidida pelo partido, na qual estão refletidas as bancadas estadual, federal e demais instâncias dirigentes, que objetiva eleger Dilma presidente, reeleger a governadora Ana Júlia e recuperar nosso mandato no Senado, através da candidatura de Paulo Rocha.

Para essa modelagem, queremos a mais ampla aliança politica e estamos todos nos empenhando para tal, inclusive, para além das dificuldades momentâneas próprias da convivência de partidos tão importantes como PT e PMDB.

O centro dessa estratégia é redefinir e repactuar um entendimento com o PMDB, que se amplie para PR e PTB . Isso é bom para o Pará e para o Brasil, como mostram os inquestionáveis resultados do governo do presidente Lula e como vão se tornando paupáveis e conhecidos também os progressos obtidos com o governo Ana Júlia (leia notas abaixo).

A hora, portanto, é de nos conduzirmos com serenidade, observando a deliberação do partido em âmbito nacional e estadual, confiando nos interlocutores destacados formal e oficialmente para liderar e fazer as tratativas: o presidente do PT, João Batista; o novo chefe da Casa Civil, Everaldo Martins; nosso candidato ao Senado, Paulo Rocha; e a governadora Ana Júlia. Qualquer outro movimento fora disso são manifestações pessoais, desejos subjetivos, vozes isoladas, idiossincrasias ultra-minoritárias, que não encontram ressonância na representatividade partidária.

De minha parte, aposto e continuarei trabalhando nisso, muito otimista de que saberemos ultrapassar as dificuldades que estão no caminho. O momento é de agregar forças, idéias, propostas e diretrizes. Com certeza, bem maior do que as posições bem minoritárias, repito, no PT e PMDB contra a aliança, estão os desafios do estado do Pará.

Um Ophir Loyola revolucionado

A cada dia, é mais sólido o avanço que a governadora Ana Júlia promove no Pará.

Será entregue amanhã o mais moderno Parque Radioterápico do Norte/Nordeste, no Hospital Ophir Loyola, um investimento de R$ 9 milhões, no que contará também com ma Divisão de Medicina Nuclear. Trata-se do maior investimento de toda a história do hospital. Haverá Stomógrafo simulador, braquiterapia e um acelerador linear. Esses equipamentos de última geração permitirão que o Ophir Loyola atenda entre 250 e 300 pacientes por dia, eliminando as filas para o tratamento de radioterapia no estado.

Outra marca nacional: participação popular na fiscalização das obras

Na participação popular, a metodologia utilizada pelo Governo do Pará para fiscalizar as obras públicas com Comissões de Fiscalização (Cofis) integradas por representantes das comunidades, será levado ao conhecimento da coordenação geral do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), para ser aplicado em outros estados. Foi uma idéia levantada pelo ministro Alexandre Padilha, ao visitar as obras no bairro Pratinha II, em Belém, que integram os investimentos do PAC no Pará. Para ele, a participação da comunidade na fiscalização e construção da obra agiliza a solução dos problemas que surgem no decorrer dos trabalhos.

Governo do Pará é destaque em debate do Valor Econômico

Leia abaixo reportagem que saiu nesse sábado:

A governadora paraense, Ana Julia Carepa (PT), disse ontem que o Estado vai atrair R$ 109 bilhões em investimentos públicos e privados entre 2011 e 2014. De acordo com o plano de desenvolvimento estadual apresentado a empresários paulistas no seminário "Pará - Oportunidades de Negócios", promovido pelo Valor, os recursos serão direcionados a novos projetos siderúrgicos, de habitação, saneamento, logística rodoviária, ferroviária e portuária e geração e transmissão de energia, inclusive a construção da usina de Belo Monte. A iniciativa privada vai responder pelos aportes de 80% do montante, com destaque para os desembolsos de R$ 37 bilhões no setor elétrico.

Durante o evento, a governadora procurou "vender" o Pará como "a nova terra das oportunidades", oferecendo contrapartidas de infraestrutura, incentivos tributários e segurança jurídica para empresas interessadas em se instalar no Estado. "Sempre tivemos muito recurso natural e exportamos muita matéria-prima, atividade que gera pouco emprego e não rende receita estadual. O que fica para a gente? O buraco, os impactos. Fizemos um modelo de desenvolvimento para gerar e usufruir das riquezas", explicou ela. "Para isso, criamos instrumentos jurídicos e regulamentações necessárias para dar tranquilidade e segurança para quem vai investir."

Um dos primeiros passos dados para implementar esse modelo foi a criação de um zoneamento econômico ecológico (ZEE), que dividiu o Estado em setores e regularizou a exploração fundiária de 32% do território - 44 milhões de hectares - para atividades produtivas da indústria e do agronegócio. Segundo Ana Julia, isso agiliza o licenciamento ambiental, pois no ZEE também está contemplado o reflorestamento de uma área de 4,9 milhões de hectares.

Na área de infraestrutura, o governo estadual promete melhorar a integração das três maiores cidades do Estado, Santarém, Belém e Marabá, que funcionarão como distritos industriais. A governadora garante que vai conseguir incluir no PAC 2 várias obras que darão agilidade ao escoamento da produção. Entre elas, a expansão do porto de Vila Conde, na região metropolitana de Belém, e o asfaltamento das rodovias Transamazônica, que cruza o Estado de Leste a Oeste, e da Santarém-Cuiabá. O projeto, que totaliza R$ 5,1 bilhões de recursos federais e estaduais, também prevê retomar a construção das eclusas de Tucuruí e para viabilizar a Hidrovia do Tocantins, que liga o porto de Vila Conde a Marabá, no Sul do Estado.

Na visão do secretário de Desenvolvimento, Ciência e Tecnologia do Pará, Maurílio Monteiro, a solução dos gargalos de ordem fundiária e na infraestrutura abrem espaço para a chegada das empresas. As interessadas terão descontos significativos na aquisição de terrenos e abatimento no Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS). "Consideramos crédito presumido, redução da base de cálculo, isenção e diferimento na tributação e, para devedores, há a possibilidade de financiar até 75% do ICMS por um prazo de 15 anos", explicou Monteiro.

Ele lembrou que o governo também vai investir em criação de centros tecnológicos nas regiões que receberem indústrias e luta para conseguir a abertura de uma universidade federal no Sul do Estado. "A governadora já conseguiu uma instituição de ensino para acompanhar o desenvolvimento regional no Oeste do Pará [Universidade Federal do Oeste do Pará (Ufopa), inaugurada em 2008], agora o ideal é termos a aprovação de uma universidade na região de Marabá."

Ana Julia Carepa observou que o modelo já apresenta resultados, com a definição da abertura de uma fábrica de chocolates, uma siderúrgica da Vale (ver abaixo) e alguns polos industriais para produção de móveis e biodiesel.

Se Serra perder, o PIG quebra!

Do blog do Hiroshi Bogéa, que estréia nos favoritos do nosso blog:

Luiz Azenha é quem nos conta uma historinha que vem dos idos 1989, quando Lula disputou a primeira eleição presidencial.

Do tempo em que a Globo e Veja, realmente, eram formadores únicos de opinião do país, com suas portentosas forças de audiência de Norte a Sul – já que naquela época não havia Internet com seus agilíssimos blogues contando o que se passa por debaixo do pano.

Azenha foi no fundo do baú relembrar dos chamados “golpes de véspera”, patrocinados pelos órgãos de comunicação integrantes do PIG ( expressão criada pelo deputado petista Fernando Ferro que Paulo Henrique Amorim ajudou a popularizar e que significa Partido da Imprensa Golpista, que tem Globo, Veja e Folha de São Paulo, entre seus nervosos representantes) -, preservando a prática suja da seletividade das denúncias, das notícias e dos alvos de investigações, para atingir Lula e seus aliados.

Principalmente, na manipulação e divulgação de pesquisas de opinião.

Reservem um tempinho para devorar a excelente matéria de Azenha!

Os bastidores do caso Datafolha começam a aflorar.

Por Luis Nassif, no blog dele

Alguns dias antes do lançamento da candidatura José Serra, correu a informação de que o Instituto Sensus divulgaria sua pesquisa no mesmo dia. Poderia ser o anticlímax para Serra.

Dias antes, o Sensus passou a levar tiros da Folha, tentando desqualificar a pesquisa antes de saber o resultado. Um repórter foi incumbido de ouvir os donos do Instituto. Percebendo o jogo, ele informou que, devido às chuvas no Rio, os resultados sairiam após o dia do lançamento da candidatura Serra.

Em vão. Os tiros prosseguiram e a velha mídia começou a deixar pistas pelo caminho. O Datafolha preparou uma pesquisa de emergência, não programada. O Jornal Nacional anunciou que, dali para frente, só divulgaria resultados do IBOPE e do Datafolha.

Saiu o resultado do Datafolha, chamando a atenção geral, a ponto de ser colocado em dúvida pelos próprios jornalistas da Folha. Em vez de jogar com margens de erro em todos os estados, para beneficiar a candidatura Serra, o Datafolha jogou toda a variação no sul. E aí escancarou os erros cometidos, abrindo margem para fortes suspeitas de manipulação da pesquisa.

Foi o mais desgastante episódio na vida do instituto – que conquistou credibilidade nos anos 80 ao fazer o contraponto ao IBOPE.

quarta-feira, 14 de abril de 2010

Está explicado porque o PSDB esconde FHC

Pesquisa do instituto Sensus confirma a do Vox Populi: Dilma encostou em Serra e pode vencer no primeiro turno, coisa que venho dizendo aqui há algum tempo. Ela tem 32,4% e ele 32,7%. Mais do que isso, Dilma vence em todos os itens da sondagem e já empata no 2º turno com Serra - ela, ganhando com 41,7, ele com 39,7%. A pesquisa mostra também que 24,7% disseram que votariam no candidato de Lula, enquanto só 5,1% escolheriam o de FHC e 49,9% do eleitorado - a metade, portanto - rejeitam um candidato apoiado pelo ex-presidente e antecipam que em hipótese alguma votariam em um nome indicado por ele.

Além da comparação entre os governos Lula x FHC, mais um tema que assusta o PSDB são as privatizações. Serra avisa, via imprensa, que não discutirá essa questão porque o governo Lula teve oito anos para avaliar o processo e reestatizar empresas, se julgasse necessário, mas não o fez.

Claro que não. Temos compromisso em honrar os contratos, mas não será privatização que estará em discussão e sim privataria, a "doação" do patrimônio nacional, a preços de banana, promovida pelo tucanato no governo comandado por FHC e do qual Serra participou como ministro do Planejamento e da Saúde.

Situação de Duciomar aconselha trabalhar pela unidade

O Ministério Público Eleitoral deu parecer favorável ao Tribunal Regional Eleitoral e à decisão de dezembro, que cassou o mandato do prefeito de Belém, Duciomar Costa, e do vice, Anivaldo Vale.

Pelo despacho, "o que deveriam ser placas indicando obras, contendo datas de início e de término, número e valor do contrato, empresa contratada, dados do processo licitatório e origem dos recursos transformou-se em placas que nada informam, mas que servem para fazer presente a mensagem que a atual administração realiza obras".

Isso é uma mensagem clara, para bom entendedor de política, que Duciomar pode ter um peso importante na eleição, mas está completamente amarrado para ter vôo próprio, como por exemplo, uma chapa do bloco PTB/PR, com pouquíssima margem para terminar no colo demotucano.

Na situação em que está, Duciomar ganha mais atuando como mais um mediador da unidade da base governista do presidente Lula nas eleições estaduais, respeitando-se o espaço político que ele teria direito nessa grande chapa. Fora disso, pode "magoar" possíveis aliados importantes.

terça-feira, 13 de abril de 2010

Um grande encontro para discutir a Amazônia

Nos dias 15, 16 e 17 acontece, a partir das 9 horas, hotel Regente, o seminário "Amazônia: caminhos para o desenvolvimento econômico, social e sustentável com a inclusão do seu povo”, promovido pela Fundação Perseu Abramo e pelo PT. É, na verdade, um grande encontro do partido região, para discutir mais idéias e propostas para nossa gente.

Já estão confirmadas as presenças dos ministros Luiz Dulci e Alexandre Padilha e tudo indica que a Dilma Rousseff passará por aqui.

Entre os temas a serem debatidos estão o ordenamento territorial, gestão ambiental, produção sustentável com inovação e competitividade; implantação de infraestrutura para o desenvolvimento sustentável; inclusão social e cidadania.

Lideranças do Acre, Amapá, Amazonas, Maranhão, Mato Grosso, Pará, Rondônia, Roraima e Tocantins participarão, assim como intelectuais petistas ligados ao tema e dirigentes dos movimentos sociais que atuam na Amazônia.

Será um grande e importante debate sobre o novo modelo de desnvolvimento que queremos, principalmente, para o Norte do país.

Mais empregos no comércio

Puxado pelo varejo, o emprego formal no comércio cresceu em todo o Pará no mês de fevereiro. O saldo positivo nos últimos 12 meses foi de 6.300 novos postos de trabalhos, o terceiro maior da Região Norte. A pesquisa realizada pelo Dieese-PA, com base em informações do Ministério do Trabalho.

Banpará é exemplo nacional

Foram registradas 200 ocorrências de "saidinhas" em Belém durante 2009, o que motivou a série de mudanças no espaço de atendimento ao público das agências do Banpará, que instalou divisórias que impedem a visão do atendimento ao cliente no caixa. O Fantástico de domingo, na Rede Globo, tratou sobre medidas de segurança para proteger os clientes de banco em todo o Brasil contra as chamadas "saidinhas", deu destaque para o sistema do Banpará.

Cadeia para Bida é mais do que justa

A justiça foi feita e o latifundiário Vitalmiro Moura, o Bida, mandante do assassinato da Irmã Dorothy, missionária estadunidense que defendia os direitos humanos e o desenvolvimento sustentável, foi condenado no fim da noite de ontem, segunda-feira, a 30 anos de prisão.

"Corajoso" para ordenar e pagar para um terceiro jagunço assassinar uma idosa religiosa que atuava politicamente de forma pacífica, foi covarde para enfrentar o júri, tentando dar um golpe que incluiu seu advogado de defesa: declarar a vontade de substituí-lo e o novo reivindicar tempo para estudar os autos. Uma vergonha que não foi permitida pelo titular da 2ª Vara Penal de Belém, que nomeou dois defensores públicos para o caso.

Tomara que isso sirva de exemplo para a pistolagem e os desmandos do latifúndio, que abra o caminho para acertarmos as contas com o Massacre de Eldorado dos Carajás, por exemplo, e o mais recente caso: o assassinato do sindicalista Pedro Alcântara.

Mas a luta de tantos que tombaram pela bala, como Paulo Fonteles, João Canuto ou João Batista, só poderá ter fim quando extirparmos a grilagem de terras do nosso estado, abrirmos essa caixa preta da injustiça social e da violência no campo. Por isso, novamente bato na tecla de que precisamos aprovar já uma CPI da Grilagem na Asembléia Legislativa, cujo requerimento de minha autoria já se encontra na Mesa Diretora da Casa.

Ninguém merece o Mário Couto

“Por falta de capacidade de gestão da governadora. Será que Ana Júlia sabe o que é gestão? Eu sei que ela sabe muito bem usar aqueles copos redondos com um líquido amarelo dentro. É o líquido amarelo chamado uísque, isso ela usa muito bem. E ela ainda tem a coragem, a cara de pau de se candidatar novamente”.
Essa infelicidade foi dita pelo já mais do que provado como ultra-desqualificado senador paraense, Mário Couto, que de tão rudimentar no trato da política foi apelidado de "Mário Cotoco" e, tão "probo", também de "Mário Tapiocouto" (não preciso explicar o porquê para vocês, acredito).

Mais uma vez, confundiu o privado com o público. Mais uma vez, usou de seu preconceito contra as mulheres, que parece beirar o ódio misógino. Mais uma vez, destilou seu machismo galopante, que afronta às jovens e senhoras do nosso estado, ricas ou pobres. Mais uma vez falou como um hipócrita, porque não apenas ele teve problemas com o alcoolismo, como os tem em suas relações pessoais. Mais uma vez usou a tribuna do Senado para envergonhar o Pará.

A resposta a ele está nas pesquisas da revista Época de domingo: Ana Júlia na liderança, mais de 7 pontos à frente do ex-rival dele, no partido rachado enfraquecido como está o PSDB, ex-governador Simão Jatene. Mas, além disso, quero propor algo para os mais jovens, a quem mais deve doer assistir esse espetáculo de falta de propostas e desespero: quando lhes perguntarem quantos representantes no Senado tem o Pará digam que "sabem" de apenas dois. Melhor isso do que ter de assumir ser representado por Mário Couto.

Para calar uma oposição desqualificada

O Irã está interessado em usar o etanol brasileiro em seus carros. A informação é do ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior do Brasil, Miguel Jorge, que todos sabem ser o "representante" do empresariado produtivo do país no Governo Lula. O ministro lidera uma missão empresarial ao Oriente Médio e está em Teerã para os encontros de negócios entre empresários brasileiros e iranianos.

O interesse pelo combustível brasileiro foi manifestado durante encontro de Jorge com o ministro da Indústria e Minas, Ali Akbar Mehrabian.

Depois, a direita hidrófoba condena as viagens do presidente Lula. Tudo porque querem que o Brasil seja eternamente dependente da economia norte-americana. Infelizmente, no Pará, tem políticos que concordam em misturar política com negócios e fazem coro com a mediocridade da oposição nacional, que não quer que o Brasil abra embaixadas pelo mundo afoa.

segunda-feira, 12 de abril de 2010

Grand Prix: muito barulho por nada

Polêmica que tem agitado a imprensa local é a transferência do Grand Prix de atletismo para o Rio de Janeiro. Muita especulação, boa parte delas voltadas a tentar desgastar a imagem da governadora Ana Júlia (leia post abaixo) .

A verdade é que Belém vai continuar tendo eventos do Gran Prix, no caso uma fase eliminatória, mas com 15 ou mais países representados com seus atletas. O que aconteceu é que o planejamento das confederações de todos os esportes estão preferindo realizar suas finais de campeonatos no Rio de Janeiro, por causa das Olimpíadas.

Por outro lado, os custos desse tipo de evento tem se tornado cada vez mais um impeditivo para estados mais pobres, exigindo derramar muitos recursos em atividades de apenas um dia, tendo de pagar cachês altíssimos para as grandes estrelas participantes (é...elas não vem só pelo "espírito esportivo") e em prejuízo dos investimentos no esporte local. Para se ter idéia, sequer nossos atletas de ponta podem participar de um evento desses, mas com o Pará sediando uma eliminatória, essa oportunidade será dada.

O Governo Poplar tem feito muito pelo esporte local, especialmente o futebol, basta ver a transmissão ao vivo dos jogos do Campeonato Paraense, o apoio aos clubes da capital e do interior, o bolsa-atleta, entre outros exemplos. Ou seja: o investimento no esporte não pode ser julgado por um mega evento. É melhor o investimento de base, em todas as áreas.

Tribunal Federal no Pará: a unidade faz a diferença

Quero parabenizar o empenho das bancadas federais paraenses - na Câmara e no Senado - da governadora Ana Júlia, da OAB-PA, colocando o estado acima das paixões e disputas para trazer o Tribunal Regional Federal para o Pará.

Precisamos dele aqui, basta a ver a quantidade de conflitos, especialmente os agrários e os relacionados aos direitos humanos.

Temos que ter a compreensão que, agora, o Pará não está mais sozinho Houve crescimento também dos nossos irmãos da Região Norte, que prosperaram e se desenvolveram, por isso essa luta dura demanda unidade.

Ana Júlia é líder das pesquisas e a tendência é crescer mais

Nesse domingo, a revista Época publicou uma rodada de pesquisas para o governo em vários estados, dentre os quais o Pará, onde a governadora Ana Júlia aparece na liderança tecnicamente empatada com o deputado federal Jáder Barbalho, respectivamente com 21% e 22% e, bem atrás, seguida pelo candidato do PSDB Simão Jatene.

Em outra pesquisa, esta de consumo interno do PMDB, Jader aparece na frente, com 42% das intenções de voto; Simão Jatene com 22% e a governadora com 21%.A novidade nesta tomada peemdebista é que o índice de rejeição da nossa Ana Júlia se situa na casa dos 35%. Em levantamentos anteriores do partido de Jáder, ela seguidamente surgia, segundo dizem, no patamar dos 60%.

A da revista Época foi registrada e divulgada publicamente, o que nos faz crer em números bem mais plausíveis e confiáves, ao cabo que a segunda, "vazada" propositalmente, tem a motivação mais relacionada à disputa política pré-eleitoral.

Então, combinando os números, temos uma boa notícia para o estado e nosso povo, até porque todas as negociações do ex-governador Jáder Barbalho, como todos sabem, se concentram em garantir uma eleição mais tranquila e suave para o Senado. Logo, além de estarmos liderando a disputa, a taxa de rejeição "flagrada" na pesquisa peemedebista (talvez um ato falho ter sido divulgada) revela o que digo desde a inauguração deste blog: com nomes e números, ao avançar das realizações programas e planejadas pelo Governo Popular, a governadora não apenas tem crescido como tem tido sua rejeição gradualmente reduzida, provando que com a campanha eleitoral e a consolidação de uma nova comunicação institucional, somada ao apoio do presidente Lula e ao crescimento da candidatura da ex-ministra Dilma, a tendência é de reeleição da companheira Ana Júlia.

Por quê vamos crescer mais?

Essa tendência de reeleição (leia nota acima) não se deve apenas ao percentual que a governadora obtém e a queda de sua taxa de rejeição (que, repito, é baseada em pesquisas informais do PMDB, usadas, até então, para a disputa política). Essa tendência também se baseia em alguns frutos que temos a colher de processos que estão em curso:

1 - A repercussão da instalação da ALPA, que é uma ruptura definitiva com o dilema do subdesenvolvimento e nossa condição histórica de "almoxarifado" de matérias primas, coisa que nenhum dos governos anteriores - de todas as cores e partidos - foi capaz de ultrapassar. Exemplo maior disso foi a declaração do presidente da Vale, Roger Agnelli, em Marabá, segundo quem, até o governo de Ana Júlia, a relação com todos os gestores foi difícil, pouco republicana, pois eles priorizavam interesses particularistas e negociações pequenas.

2 - Outra revolução silenciosa, que revela que a ALPA não é algo isolado, dependente do presidente Lula, são os passos firmes para alterar o modelo de desenvolvimento, pelo que estamos criando logística estrutural pra modernizar nosso setor empresarial, com a revitalização dos distritos industriais de Belém, Anaindeua, Marabá e Santarém, com obras em andamento, já tendo inaugurado o de Icoaraci. Um conjunto de iniciativas que integra infra-estrutura, inovação tecnológica e comunicação digital.

3 - O efeito dos investimentos do INCRA, que tem revolucionado a reforma agrária, com projetos agroextrativistas, atendendo 60 mil famílias com habitação digna e apoio social e produtivo para uma população antes abandonada, que começa a sentir o "calor" do Estado.

4 - O Ação Metrópole que, a cada dia que passa, fica mais visível para o povo, fazendo a governadora ser cada vez mais presente na região metropolitana, especialmente Belém. O projeto, que tirou do papel um plano de 20 anos atrás, já não pode mais ser negado pelas oposições.

5 - A consolidação dos programas sociais, com destaque para o Navegapará e o Bolsa-Trabalho.

6 - A crescente percepção dos prefeitos acerca de uma nova relação estabelecida com eles, principalmenten na área da saúde e asfalto. A governadora mostrou muita sensibilidade, competência e senso de oportunidade, por exemplo, quando transformou 150 milhões autorizados pela ALEPA - com grande empenho da bancada do PT - para abertura de estradas vicinais. As verbas vinham do BNDES, mas este não pode investir em estradas vicinais. Então, a governadora decidiu, ao invés de fazer obras pontuais e limitadas no tempo, adquirir máquinas e entregá-las aos municípios. Assim, agora eles possuem uma estrutura permanente para manter sempre em condições de tráfego essas vias vicinais.

7 - A tudo isso se acrescenta uma melhora importante na comunicação institucional, com clareza, profissionalismo, foco e objetividade no que estamos fazendo.

O movimento dos agentes políticos

O PMDB (leia as duas notas acima) segue advogando uma improvável "terceira via", que colocou na mesa o empresário Fernando Yamada e tenta articular forças muito heterogêneas, pois "ontem" Jáder combatia diariamente Duciomar, agora já é "amigo"...Não creio que isso será bem entendido pelo eleitorado.

Na verdade, custo a crer que com a experiencia que Jáder tem - como governador por duas vezes, senador, deputado, vereador - ele realmente acredite nisso. Também duvido que o empresário Fernando Yamada (e que o próprio grupo Y.Yamada) esteja disposto a se colocar na alça de mira de uma disputa difícil e pesada como essa.

Tenho certeza que, com essas pesquisas recentes, os setores mais responsáveis do PMDB, que não raciocinam com o "figado", sabem que as dificuldades que ocorreram na relação com o PT e com governo foram reconhecidas (e ninguém as vai negar), podem ser dirimidas. Os dois partidos sabem que se seus núcleos mais consistentes, suas expressões mais consolidadas e suas referências mais reconhecidas efetivamente lideraraem uma nova pactuação, tudo pode dar certo, sendo os protagonistas de um verdadeiro novo Pará.

Se o PT e o PMDB não consegiurem esboçar um sistema de governança que supere os impasses do primeiro momento, colocando-os como elemento de aprendizado, teremos que travar um embate de proporções imensuráveis, uma vez que o que a conjuntura indica não é uma disputa entre PT x PSDB ou PMDB x PSDB. Os tucanos aparecem como coadjuvantes, sem voto, apoio, estrutura, agregação social e política, basta se ver as magérrimas caravanas do Instituto Teotônio Vilela pelo estado.

Se PT e PMDB se aliarem, isso será o governo. Se não, os dois partidos serão os principais adversários, o que seria uma pena, num momento tão favorável, inclusive pela grande amizade nacional entre ambos. São partidos que se complementam nesse contexto, basta ver que existe no Pará um hiato dos investimentos sociais e estruturais. Eles começaram no governo Jáder e foram retomados no governo Ana Júlia. No meio disso, aconteceu o tucanato e seu legado nefasto.

PTB e PR na disputa pela reeleição

Já o PTB (leia nota acima), legitimamente, quer dar um salto daquilo que conseguiu acumular nas eleições municipais e é inegável o peso do prefeito Duciomar na capital. Não reconhecer isso é um erro decisivo. Contudo, fora de Belém, a presença dele ainda é nula.

O PTB almeja aliança com quem possa lhe dar essa ponte para o interior e, por outro lado, como é típico de grupos pessoalizados, não existe muita perspectiva para o partido no pós-Duciomar. Então, ele está "entre a cruz e a caldeirinha" e pode desperdiçar esse capital se optar por acordos que o povo não seja capaz de entender, no caso uma mudança tão rápida de postura em relação ao deputado Jáder Barbalho. Na realidade, os movimentos do prefeito de Belém são "bóias" para preservar seu mandato, pois, como todos sabem, enquanto escrevo essa postagem ele está sendo julgado por crime eleitoral, sob alto risco de cassação.

Também me pergunto se o ex-deputado Priante vai aceitar tão passivamente esse acordo, pois, se o fizer, eu mesmo serei um dos que irão protestar, afinal, fui um de seus apoiadores no segundo turno das eleições municipais, reuni os que me apoiam e fui às comunidades pedir votos para o PMDB. Acredito que, antes de tomar tal decisão, o ex-deputado deveria procurar quem o apoiou no "segundo tempo" da disputa contra Duciomar.

Balões de ensaio e chapas reais

Considero que o PTB tem dois ótimos nomes para compor a chapa com a governadora Ana Júlia: justamente o ex-prefeito de Marabá, Tião Miranda, e o empresário Fernando Yamada. Seriam ótimos vices-governadores, cargo que é o que o PTB busca de verdade e o PT já sinalizou que aceita conversar sobre essa possibilidade.

Também o PR é, hoje, um ator importante na cena política paraense, tem importantes prefeituras, tem bancada forte na ALEPA (deputados Adamor Aires e Jr. Hage), tem exspressão na bancada federal com o deputado Lúcio Vale e tem a oferecer o nome de uma referência política - o vice-prefeito Anivaldo Vale - que casa como uma luva na chapa da governadora Ana Júlia, seja como vice, seja como candidato ao Senado.

Neste cenário ainda de acerto, continuo defendendo que o melhor para o Pará, o melhor para os partidos da base aliada do governo do presidente Lula, é uma chapa encabeçada pela governadora Ana Júlia, Jáder e Paulo Rocha senadores e um representante do bloco PTB/PR para vice. Na impossibilidade deste cenário, Ana governadora, Tião Miranda vice, Anivaldo e Paulo Rocha para o Senado. Tenho absoluta certeza que essa chapa é poderosissíma.